joseph2Joseph Coleman & Orlando Hunte


Joseph Coleman – O irmão Hunte e eu temos sido amigos por toda a vida. Temos a mesma idade, fomos criados em Manhattan, e ambos fomos salvos no ano de 1960.

Frequentávamos a uma igreja pentecostal do Nome de Jesus em Monte Vernon, que é uma zona residencial nos arredores de Bronx, Nova York. Havia somente três meses que eu havia sido salvo, porém já havia notado que aquele grupo com o qual estávamos não seguia muitas das verdades da Bíblia. Porque nós não estávamos de acordo com as coisas que estavam sendo permitidas, como permitir que as mulheres preguem, logo o pastor começou a referir à minha esposa e a mim em termos muito críticos.

Naquele tempo, eu era um carteiro e o irmão Hunte era um condutor de ônibus para o Wilson Avenue, no Brooklyn, Nova York. Logo nos demos conta de que o Senhor nos havia colocado exatamente ali para que os nossos caminhos se cruzassem com pessoas que nos diriam que havia um profeta na terra.

Orlando Hunte – Eu trabalhava no último turno, que terminava quase a uma da manhã, e naquela noite em particular, em dezembro do ano de 1960, foi uma noite muito lenta. O ônibus estava vazio, porém em uma de minhas paradas uma jovem subiu. Notei que ela carregava um instrumento que parecia algo como um violino. Ela se assentou na frente, que seria à minha direita.

E na próxima parada, recolhi um grande varão, e recordo haver pensado: “Oh Deus”. Claro, pode-se imaginar onde foi que ele se assentou. Ao lado da jovem. Eu não queria problemas, mas eu sabia que essa era potencialmente uma má situação. Recentemente eu havia me convertido ao Senhor, então eu comecei a orar. Eu disse: “Senhor, por favor, tire-o do ônibus antes que ele comece a formar algum problema. Se ele incomodar a essa jovem, eu terei que fazer algo”. Os problemas eram de se esperar naquelas linhas de ônibus.

joseph1Então eu fiz uma pequena oração. A próxima parada foi em frente à estação de polícia na Avenida DeKalb, e de repente o varão tocou a campainha e desceu. Ele não me disse nada e eu não disse nada a ele, mas me alegrei muito quando ele desceu.

Meu coração estava saltando. Sou muito sentimental às vezes e tento me conter, mas quando ele desceu do ônibus foi como se uma carga muito pesada houvesse me deixado. A única forma em que pude expressar foi dizendo: “Oh, obrigado Jesus”. Eu estava transbordante, estava tão cheio.

Quando eu disse isso, a jovem disse: “Isso foi você?”.

Eu disse: “Sim, fui eu”.

Ela disse: “O que aconteceu?”.

Eu disse: “Eu apenas estava agradecendo a Deus”.

Ela disse: “Você é um salvo?”.

De repente esse sentimento pentecostal me impactou: “Salvo, santificado e cheio do Espírito Santo!”, disse-lhe.

Ela disse: “Eu também”.

Eu disse: “Sim, você é salva, santificada e cheia do Espírito Santo. O que você faz aqui a esta hora da noite? Não entende que você poderia ter colocado nós dois em problemas?”.

Ela disse: “É que eu acabo de sair da igreja”.

Eu disse: “Deveria ter alguém que lhe acompanhasse até a sua casa”. Ela foi até o final da linha de ônibus, então começamos a conversar.

O irmão Coleman e eu havíamos estado buscando a um varão de Deus que pregasse a Palavra de Deus e que batizasse no nome do Senhor Jesus Cristo e que fizesse sinais e maravilhas. E logo ela mencionou algo acerca de um profeta. Ela disse: “Seguimos o ensino de William Branham”.

Eu disse: “William quem?”. Eu nunca havia escutado nada acerca dele.

Ela disse: “Ele é um profeta”. Eu havia estado lendo em minha Bíblia no primeiro capítulo de Gálatas que se alguma pessoa ou um anjo viesse e pregasse outro evangelho, que seja anátema.

Ela disse: “Ele prega exatamente o que Paulo pregou”.

Eu disse: “Com sinais e maravilhas e batiza no Nome do Senhor Jesus?”.

Ela disse: “Sim senhor. Eu creio que você deve vir à nossa igreja para nos testemunhar”.

A igreja onde estávamos frequentando não nos permitia visitar outras igrejas, mas nós queríamos sair para as ruas, como na Rua 42, para ajudar o povo. Mas o pastor dizia: “Esse terreno já está bem queimado”.

Eu disse: “Mas não fomos nós os que queimamos”. Tem tantas pessoas que necessitam de Jesus Cristo, e eu estava pensando em testemunhar Dele para eles e trazê-los para a igreja.

Então eu liguei para o irmão Coleman e lhe contei sobre a irmã que eu havia conhecido, e que ela disse que estaria orando por nós e que deveríamos planejar ir até lá e testemunhar.

Joseph Coleman – Foi como no mês de maio do ano de 1961 quando o pastor pentecostal começou a pregar muito forte para nós e chegou a ser demasiado. O irmão Hunte me recordou da igreja de onde batizavam no Nome de Jesus, e eu disse: “Vamos para onde batizam conforme Atos 2:38”.

Então fomos à igreja do irmão Anthony Milano.

Entramos, e em todo o lugar se abarrotou um pouco. Não sabíamos que a irmã Mary, a jovem no ônibus do irmão Hunte, havia testemunhado de sua experiência e que toda a igreja havia estado orando por nós por quase seis meses.

Ao nos conhecer, o irmão Milano não tinha meio de saber que desde que o irmão Hunte e eu fomos salvos, havíamos começado os nossos próprios estudos bíblicos na cozinha de minha casa. Começamos com Gênesis, capítulo um; e em Gênesis capítulo três, vimos que havia duas sementes. Nossa pergunta era: “Para onde elas foram?”. E como não podíamos encontrar a resposta, deixamos a pergunta quieta.

Quando o irmão Anthony nos viu, ele começou a pregar os temas mais pesados, para ver se agüentaríamos. Ele disse: “Havia duas sementes no Jardim do Éden”.

Nós dissemos: “Amém!”. Era isso mesmo que havíamos buscado por um ano inteiro. E isso emocionou muito a ele.

Depois do culto, o irmão Pat Tyler veio e nos saudou e disse: “Agora irmãos, temos um profeta e temos uma Mensagem”.

E dissemos: “Bem, amém”.

Eu perguntei: “E onde está o profeta? Essa é a única coisa que eu quero saber”.

Ele nos disse que deveríamos ir ao Tabernáculo Branham em Jeffersonville, Indiana. Então o irmão Pat nos deu uma lista de nomes de irmãos a quem deveríamos buscar ao chegar lá.

Chegamos ao Tabernáculo Branham na hora do culto de oração dos homens na sextafeira à noite, e um dos irmãos que se aproximou de nós e que se identificou foi o irmão Alex Shepherd, um dos homens na lista que haviam nos dado. Fez-se nosso amigo com um maravilhoso espírito cristão, e posteriormente, o irmão Shepherd e sua família chegaram a ser nossos amigos muito especiais ao longo dos anos.

O irmão Neville, o pastor assistente, nos saudou e disse: “Irmãos, passem adiante e tomem assento”.

Depois disso, houve alguns testemunhos, e logo o irmão Neville nos disse: “Irmãos, vocês desejam testemunhar?”.

O irmão Hunte foi primeiro, e oh, ele começou a testemunhar da cidade de Brooklyn, e sobre os bêbados, os drogados, e de todo o trabalho que foi feito por lá, e todos os irmãos estavam gritando e desfrutando do que ele dizia.

Quando chegou a minha vez, eu disse: “Bem irmãos, eu estou aqui só com um propósito. Eu entendo que existe um profeta na terra. Em meu coração, sempre desejava ver um varão de Deus que batizasse conforme Atos 2:38, e que possuísse sinais lhe seguindo. E agora, tenho encontrado o lugar, sim senhores, e tenho encontrado o varão”.

Ao dizer isso o fogo desceu, e todos começaram a gritar e louvar. Logo o irmão Neville começou a profetizar, e o Senhor falou a respeito de nós dizendo: “Eu já lhes ouvi e os abençoei… e a boca do profeta estará sobre eles e assim mesmo eles lhe dirão estas coisas e sua gente e muitos serão libertos”.

Que benção e que confirmação isso foi para nós! Fomos em um culto de domingo pela manhã, e ali conhecemos a muitas pessoas e passamos um tempo maravilhoso. O irmão Branham não estava presente naquele culto, e ficamos sabendo que sua mãe havia partido na sexta-feira. O funeral para a irmã Ella Branham foi na segunda-feira, e nós assistimos. Essa foi a primeira vez que vimos o irmão Branham.

Depois fomos ao escritório onde o irmão Gene Goad e Leo Mercier tinham o negócio das fitas. Pensávamos que rapidamente poderíamos sair de viagem para Nova York, depois de coletar as fitas que precisávamos, mas quando chegamos lá, nos disseram que a irmã Ruby Wood é quem teria a fita das três profecias que foram faladas a respeito de nós em um culto de varões na sexta-feira. Eu estava ansioso para obter uma cópia daquela mensagem da parte do Senhor, e o irmão Gene me disse: “Irmão Coleman, vá até a casa da família Wood e lá poderá obter essas profecias porque ela é quem guarda e mantém todas as profecias em ordem”.

Eu disse: “Isso está muito bem”. Era quase uma da tarde quando me dirigi para a casa da família Wood. O irmão Hunte foi até o escritório para testemunhar a um médico da Noruega que tinha câncer e havia vindo para que orassem por ele.

Quando cheguei e lhe disse à irmã Wood para o que eu havia vindo ela disse: “Oh sim, irmão Coleman, eu já tenho”. Ela tinha um armário cheio de fitas e começou a procurar entre elas. Ela procurou por um pouco de tempo e logo disse: “Que coisa! Não a encontro em parte alguma”.

Eu disse: “Bem, obrigado por procurar”, e voltei ao escritório.

Quando cheguei lá, o irmão Gene disse: “Não, irmão Coleman, volte lá”. Ele foi muito insistente, então eu voltei à casa da família Wood, que ficava a quase 20 minutos de distância. Quando cheguei, ela estava procurando por todo aquele mobiliário. De onde eu estava parado pude ver uma fita colocada em cima do armário no qual ela estava procurando. Comecei a dizer algo a respeito e logo o Espírito Santo me disse: “Não digas nada”. Eu não disse nenhuma palavra.

Voltei ao escritório, e de novo o irmão Gene disse: “Volte lá”. Pela terceira vez, voltei. A irmã Wood disse: “Bem, eu não sei”. Então, de repente ela olhou para cima do armário e disse: “Bem, aqui está”.

Eram quase quatro e meia da tarde quando voltei ao escritório. O irmão Hunte ainda estava falando com o médico norueguês, acrescentando-lhe a fé.

Dez minutos mais tarde escutamos um automóvel do lado de fora. Era o irmão Branham. O irmão Leo e o irmão Gene saíram para fora e falaram com o profeta, porém nós os demais paramos junto à janela e observamos. Tudo o que pude pensar era: “Ora, aí está o profeta!”.

De repente ele nos fez sinal para que nos aproximássemos. Ele se manteve sentado em seu carro e enquanto nós íamos nos aproximando podíamos sentir a unção ao redor. Eu nunca havia sentido algo assim. Ele falou com o irmão norueguês e lhe prometeu que o veria em uma entrevista privada dentro de poucos dias. Em seguida disse para nós: “Sim, tenho me perguntado se minha mãe formou parte da Noiva”.

Eu pensei comigo: “Parte da Noiva? Eu pensei que todos fossem parte da Noiva”. Isso era tudo que eu conhecia no pentecoste.

Em seguida ele começou a nos contar uma visão onde ele viu a sua mãe parada em um lugar muito alto, vestida em uma elegante moda vitoriana como a que usavam as mulheres no começo do século vinte. Ali estava ela no palco da rainha, e a base disso ele supôs que fosse parte da Noiva.

Fomos os primeiros para quem ele contou essa visão e nos disse outras coisas também.

Vocês não podem imaginar como nos sentimos. Havíamos visto o profeta; havíamos escutado as profecias.

Estávamos como que flutuando. Voltamos ao Tabernáculo quando o irmão Branham pregou “A Restauração da Árvore Noiva”, no domingo de Páscoa, em 22 de abril de 1962. Esse foi o primeiro culto que assistimos, e foi ali quando fomos chamados para a audiência.

A fila de oração foi formada do lado direito do irmão Branham, como sempre, e ele estava falando com uma pessoa na fila de oração, um varão com asma. O irmão Hunte estava orando por sua irmã, Millie, que também tinha asma, e eu estava orando pelo meu pai, que havia sofrido um derrame cerebral.

Logo a fé do irmão Hunte moveu a Coluna de Fogo até onde estávamos sentados, e quando o profeta falou ao irmão Hunte, eu senti a presença de Deus. E foi aí que o irmão Branham disse: “Há um homem de cor sentado lá atrás, olhando para mim. Ele tem alguém que está enfermo, isso mesmo… asmático e com sinusite, isso mesmo. Você tocou Nele. Você não é daqui senhor. Você veio do leste, nordeste, até aqui; você veio de Nova York. Você é o senhor Hunte. Agora você crê? Muito bem. Aquele sentado ao seu lado é o seu amigo, está orando. Você crê senhor que eu sou profeta de Deus? Você veio com ele, seu nome é Coleman, e você está orando pelo seu pai que possui uma enfermidade. Isso é o Assim Diz o Senhor. Agora vá e creia”.

E logo eu comecei a louvar a Deus e o irmão Branham começou as nomear as aflições que eu tinha em meu corpo. Eu continuei louvando ao Senhor enquanto ele falava e em seguida ele disse: “Jesus Cristo te sarou”.

Regressamos no dia 11 de novembro de 1962 quando ele pregou “Nomes Blasfemos”. Chegamos ao sábado como que à uma hora da tarde e fomos diretamente para a casa da família Shepherd. Éramos seis os que haviam viajado desde Nova York; o irmão Hunte e sua esposa, a irmã Dolly; o irmão Ben Smith; a irmã Alma Gomes e a irmã Coleman e eu.

Poucos minutos depois que chegamos, o Espírito Santo me disse em termos bem claros: “Vá à casa do Meu profeta, agora mesmo”.

Então eu disse: “Entrem no carro, vamos até a casa do profeta”. Chegamos na Rua Ewing e passamos por sua casa e seguimos até a Utica Pike e demos meia volta. Enquanto voltávamos muito lentamente, o irmão Branham saiu de repente de sua casa e se dirigiu à garagem. Ele estava de chinelos e fez como se fosse abrir a porta da garagem e em seguida olhou para a rua. Eu imagino que Deus havia lhe mandado sair.

Eu disse: “Hunte, pare o carro”, e todos nós descemos. Ali onde paramos realmente estávamos bloqueando toda a rua, e o irmão Branham caminhou até nós e disse: “Como estão?”. E tirou o chapéu. Estávamos ali parados, quase paralisados, e ele disse: “Irmão, poderia você mover o seu carro um pouco para o lado?”.

O irmão Hunte foi e moveu o carro até o encostado do caminho.

Entretanto, o irmão Branham estava ali parado e parecia que os seus olhos estavam vidrados como se estivesse olhando distante. Ele disse: “Vocês já ouviram a minha história sobre Memphis, Tennessee?”.

Nós dissemos: “Não, senhor”.

Ele disse: “Bem, eu não pude viajar por causa do avião e uma irmã de cor estava orando por seu filho que possuía uma enfermidade venérea”. E prosseguiu relatando a história. Em seguida disse: “Por favor, passem para o meu estúdio”. E todos nós os seguimos até o seu estúdio. Ele nos falou pessoalmente a cada um de nós e cada um teríamos uma pergunta para lhe fazer.

A irmã Alma era solteira naquele tempo, tinha quase 19 anos, e em seu trabalho ela lhe havia dito a uma jovem judia que ela ia ver a um profeta. A jovem judia lhe disse: “Bem, se você for ver um profeta, não se esqueça de lhe perguntar sobre o casamento”.

A irmã Alma disse: “Irmão Branham, com respeito ao casamento, quando uma pessoa vai se casar…”.

Ele disse: “Oh sim, quando alguém se casar assegure-se de que ambas as famílias estejam de acordo e que dêem a sua benção. Ambas as famílias”.

Supostamente isso era para a jovem judia, ou pelo menos assim pensava a irmã Alma. Mais tarde, surgiu uma situação muito parecida com aquele que ia ser o seu esposo e o pai do jovem.

Em seguida se dirigiu até o irmão Hunte e a mim e levantou uma fotografia de um nativo africano em uma revista que estava em seu escritório. O homem na fotografia tinha um osso atravessando o seu nariz, e ele disse: “Agora, este homem ama ao seu deus, e ele daria a sua vida pelo seu deus. E ele se deixaria ser comido pelos crocodilos ou caminharia sobre brasas ardentes, porém vocês não tem que fazer isso. Tudo que temos que fazer é viver para Cristo. Vocês não tem que morrer por Ele, mas pelo contrário, é viver para Ele”. Em seguida ele deu a volta e ergueu uma fotografia do ancião bispo Johnson – um famoso pregador da rádio da igreja apostólica de Jesus Cristo na Filadélfia. Ele tinha a foto ali mesmo em seu estúdio, e ele disse: “Agora, ele tinha a Palavra, mas vocês irmãos assegurem-se de que tenham amor junto com a Palavra”.

Começamos a ter cultos em minha casa em 6 de janeiro de 1963. O povo começou a chegar de todas as partes e logo tivemos um grande rebanho. Necessitávamos de mais espaço.

Chamei o irmão Billy Paul e ele disse: “O irmão Hunte e eu temos que ampliar esta obra, mas aqui temos que obter uma licença antes que nos permitam alugar um edifício para uma igreja. Nossa pergunta é se podemos ser ordenados no Tabernáculo, porque não queremos papéis de ordenação de uma denominação pentecostal”.

O irmão Billy Paul me disse que ele escreveria uma carta ao profeta, e assim o fez, e na carta mencionou a Elias três vezes. Ele estava desejando saber ao irmão Branham que eu sabia exatamente quem ele era. Em seguida, ele me respondeu e disse: “Escreva isto ao irmão Jospeh Mattsson-Boze”.

Quando me mandou escrever para o irmão Mattsson-Boze, senti em meu coração dizer-lhe que o irmão Branham tinha o Espírito de Elias de Malaquias 4.

Em junho recebemos duas solicitações que diziam: “Que o seu pastor confirme isso”. Bem, o irmão Branham era o nosso pastor, então chamei o irmão Billy Paul de novo e lhe disse que tínhamos as solicitações e o que precisávamos. Ele disse: “Venha para cá, irmão Coleman”.

Eu perguntei: “Poderá o irmão Branham ordenar-nos?”.

Ele disse: “Certamente. Não, espere um minuto. Papai tem que ir ao dentista para que lhe façam um trabalho maior na sexta-feira e ele não estará disponível por vários dias”.

Eu disse: “Está bem, irmão Billy. Não pode fazer o irmão neville?”. Só queríamos obter os nossos papéis e sair e pregar a Mensagem.

Ele disse: “Não tem problema”. Então nós fizemos a viagem.

No sábado pela manhã, liguei para o irmão Neville e lhe disse que o irmão Billy nos contou que ele nos ordenaria, já que o irmão Branham iria ao dentista.

Porém ele disse: “Oh não, o irmão Branham o fará”.

Eu disse: “Mas o que houve com o seu problema nos dentes?”. Porém ele me assegurou de que o profeta estava bem.

No domingo pela manhã quando chegamos à igreja, vimos a vários irmãos e lhes dissemos que iríamos ser ordenados nessa manhã pelo irmão Branham. Alguns deles nos asseguraram que isso jamais aconteceria, insinuando que talvez estivéssemos mal da cabeça se realmente acreditávamos que seríamos ordenados pelo profeta.

No santuário, nos sentamos caladamente, esperando para ver o que em verdade iria suceder. O irmão Branham chegou ao púlpito e começou a falar e em seguida disse: “Teremos hoje aqui dois irmãos de cor, jovens, quero dizer jovens no ministério. Estão aqui para serem ordenados. Dê-nos o tom para ‘Ouço ao Dono da Colheita’.” E em seguida disse: “Irmãos, passem à frente”. Na plataforma, ele nos fez dar a meia volta para a congregação.

Conheço várias pessoas que ficaram quase atônitas quando ele nos chamou à frente. Em seguida, ele pediu a outros irmãos ministros, associados do tabernáculo, que viessem à frente e impusessem as mãos sobre nós. O irmão Ruddell passou à frente conosco e o irmão Neville já estava na plataforma, e estes dois foram os que impuseram suas mãos sobre nós, junto com o irmão Branham enquanto ele orava: “Pai celestial, que estes homens agora vivam e trabalhem na colheita de Deus”. Tudo está na fita “A Acusação”.

Durante a nossa ordenação, o profeta pronunciou uma frase curta que eu não pude escutar claramente, e era quase inaudível na fita original em razão do ruído de fundo. Só depois no ano de 1983 quando soube o que o profeta havia dito: “Boa saúde e força”.

Através dos anos tenho sido rodeado por muitas enfermidades e aflições em meu corpo. Eu não sabia que existia essa promessa de “boa saúde e força”, dita pelo profeta. Depois que eu recebi as palavras que faltavam, o Espírito Santo me dirigiu a ler o folheto: “Como a Águia Remove o Seu Ninho”, e Ele ali me vivificou este parágrafo: “Tenho visto pessoas condenadas a cadeiras de rodas, e prostradas em leitos de morte com câncer. Mas quando o Espírito Santo chegava com o avivamento eles foram renovados e saíram de suas cadeiras de rodas e catres, regozijando-se! Nosso grande Deus nos renova. Ele renova nossa saúde, Ele renova nossa força, Ele renova nossa esperança. Ele está constantemente nos renovando! Amém. Veem amados, porque somos comparados com águias? Somos renovados em Espírito tal como elas”.

No ano de 1964, um ano depois que fomos ordenados, o irmão Hassmussen, que era o secretário das Assembléias de Deus independentes, venho à Nova York e falou em nossa igreja. Ele nos disse: “Sim, no ano passado o irmão Branham me chamou e me disse que queria ordenar dois pastores e me pediu que lhes enviassem duas solicitações”.

Quando o irmão Hunte e eu escutamos isso, pode-se imaginar o nosso assombro e surpresa ao saber que o irmão Branham havia chamado o irmão Rassmussen e que ele havia pedido que nos enviasse duas solicitações!

Em agosto do ano de 1965, estávamos em Jeffersonville para alguns cultos e um dia conheci o irmão Pearry Green e ele me disse: “Irmão Joe, reúna-se comigo no sábado na recepção do Hotel Holiday Inn, em frente ao restaurante, exatamente dez minutos antes das nove da manhã”.

Eu cheguei a tempo e entrei na recepção. O restaurante estava a um lado, e vi o irmão Branham sentado no restaurante de volta para a porta, e o irmão Pearry Green estava sentado com a visão para mim. Em seguida parei a um lado, esperando, e às nove em ponto eles saíram juntos. O irmão Pearry Green disse: “Irmão Branham, este é o irmão Coleman de Nova York. A igreja dele doou as cortinas para o estúdio”.

O irmão Branham disse: “Oh meu irmão, você não devia fazer isso. Permita-me pagálo por isso”, e começou a buscar a sua carteira.

Eu disse: “Não, não irmão Branham, não faça isso, por favor. É a nossa benção para você”.

Ele disse: “Jesus disse: De certo vos digo que tudo quanto fizestes a um destes pequeninos, a Mim fizestes’.” Em seguida quase lhe arranquei a mão de seu braço.

O irmão Pearry me disse mais tarde que enquanto eu entrava na recepção, o irmão Branham estava olhando para ele e disse: “Um dos nossos irmãos de cor acaba de entrar”.

Quando eu penso que Deus usara a Seu profeta para me chamar às vezes e transmitir essas palavras de inspiração, estímulo e promessas de cura para mim, me sinto muito humilde e maravilhado por esta distinção. Verdadeiramente tem sido um privilégio e uma honra haver conhecido o profeta desta era, o irmão William Marrion Branham.

Minha mente volta a um dia muito especial em minha vida, no qual fui comovido pela preocupação e o amor do profeta. Foi em 14 de junho do ano de 1964, quando o irmão Branham nos havia desvelado a Deus durante o culto pela manhã. À noite ele pregou “O Estranho”, e eu verdadeiramente posso dizer que Deus velado no profeta me confortou no tempo de minha maior necessidade.

Um irmão me disse que o irmão Billy Paul queria me ver. Depois do culto, saí para o estacionamento e ali o vi com o irmão Branham. Toda a virtude havia saído do profeta, e ele estava muito cansado e o irmão Billy Paul o estava segurando. De repente, o irmão Branham endireitou o seu pequeno corpo corajoso e deu a volta até a mim e disse: “Irmão Coleman, eu estava procurando por você ali dentro para chamá-lo”, e em seguida com tanta sinceridade me disse três simples palavras: “Deus te abençoe”. O que poderei dizer. Todas as minhas preocupações e fardos se foram por completo e propus em meu coração que desde aquele momento em diante seguiria pelejando a boa batalha.

Quando o irmão Branham disse: “Deus te abençoe”. Posso testificar que as bênçãos verdadeiramente tem sido muito mais além do que eu jamais havia podido esperar para mim mesmo, minha família, minha igreja e todos os que comigo se associaram. Verdadeiramente a bíblia disse: “Crede nos profetas e prosperarás”.

E enquanto eles saíam, Jeosafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis;

2º Crônicas 20:20.

joseph

Fonte: http://www.localchristianassembly.org

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