A VEREDA DA VIDA
21 de junho de 1962
Los Angeles – Califórnia – E. U. A.
Tradução: Tabernáculo da Fé [Goiânia-GO]


1 Obrigado, irmão Borders.

2 Sabe, é um grande privilégio estar entre o povo. E então, por ser esta a minha primeira vez em uma sinagoga judaica, isto é realmente uma experiência muito especial para mim. E assim, compreendendo mais sobre isto, a ordem destes Rolos [Manuscritos da Torá – N.T.], e como Eles são cuidados, e assim por diante, seria um bom momento para voltar algum dia e realizar um culto de cura nesta sinagoga, e ter os… os judeus e… [“Venha. O senhor é bem-vindo, irmão Branham.”] Obrigado, irmão. Muito obrigado.

3 Sempre tive um sentimento pelo povo judeu. Talvez não haja nenhum aqui nesta manhã, mas sempre tive esse sentimento por eles. E eu creio que algum dia a Igreja gentílica levará a Mensagem ao judeu, assim como o judeu A trouxe ao gentio. Eu creio nisso de todo o meu coração. E então, quando Ela voltar ao judeu em Sua plenitude, observem, a porta gentílica então se fechará, e será o judeu. Portanto, este é o tempo. Estou tão contente por estar vivendo exatamente agora.

4 E Deus abençoe este bondoso irmão Michaelson. Nunca o vi; se ele estivesse aqui esta manhã, provavelmente eu não o conheceria. Mas tenho ouvido seu programa. E penso que ele é um grande servo de Deus, este pequeno judeu que entregou sua vida ao serviço de Deus. E eu… eu gosto da maneira como ele diz: “Meu Jesus.” Sim. “Meu Jesus.” Isso realmente… realmente soa bem, ouvir um judeu dizer isso.

5 E ele certamente tem sido um portador da tocha para o povo judeu através desta nação. Minha oração é: Deus, fortalece esses braços já cansados, para que ele continue segurando essa tocha até a Vinda de Jesus, se isso puder acontecer. Eu certamente o admiro. E tenho grande respeito por homens idosos que lutaram o bom combate.

6 Lembro-me do doutor F. F. Bosworth, um dos meus colaboradores. Quando fui visitá-lo, ele já tinha oitenta e quatro anos. Estendeu seus braços frágeis para mim. Havia retornado recentemente dos campos missionários da África, onde, aos oitenta anos, ainda trabalhava comigo nas selvas. Corri até ele, abracei-o, sabendo que estava à beira da morte, e exclamei: “Meu pai! Meu pai! Eis os carros de Israel e seus cavaleiros!” Que homem extraordinário!

Ele disse, “Este é o momento mais feliz de toda a minha vida, irmão Branham.”

Eu disse: “O senhor sabe que está morrendo?”

7 Ele respondeu, “Eu não posso morrer. Já estou morto há sessenta anos. Apenas espero o momento em que verei Aquele por quem vivi toda a minha vida entrar por aquela porta para me convidar para Sua Casa.”

E disse, “É assim que deve ser.”

Isso me faz lembrar do poema:

As vidas dos grandes homens nos lembram
Que também podemos tornar sublime a nossa vida;
E, ao partir, deixar atrás de nós
Pegadas nas areias do tempo.

8 Isso é verdade. [O irmão Kopp fala ao irmão Branham – Ed.] Sim? [Ele continua falando.] Creio que ouvi apenas… ouvi dizer que ele apertou as mãos… enquanto estava no quarto, cumprimentando… [Ele continua falando]. Sim. Sim senhor. Sim, isso eu tinha ouvido falar. Isso mesmo irmão Kopp, obrigado por me lembrar.

9 Disseram que, pouco antes de partir para o Lar celestial, ele se levantou e apertou as mãos de muitos convertidos que haviam chegado a Cristo por meio do seu ministério ao longo dos anos. Depois entregou seu espírito e foi estar com o Senhor. Que testemunho glorioso! Eu realmente amo histórias como essa.

10 Irmãos, é um privilégio estar aqui em Los Angeles – ou melhor, em South Gate, onde estamos realizando esta reunião em tão maravilhosa comunhão. Vocês abriram as portas para mim, e eu não teria vindo se não sentisse que Deus estava me atraindo para cá.

11 Percebo que meu ministério chegou a um ponto decisivo. Como acontece com todas as coisas, chegou o momento em que o mundo, associações e diversos grupos começaram a dizer que sou um falso profeta e tantas outras coisas. Eu já esperava que isso acontecesse. Na verdade, até me surpreende que não tenha acontecido antes. E creio que ainda ficará pior.

12 Mas justamente nesta hora de provações e dificuldades, vocês, irmãos, abriram os braços para mim. Sou profundamente grato por isso. Que o Senhor os abençoe. Estou aqui para fazer tudo o que estiver ao meu alcance para fortalecer suas igrejas, unir a fraternidade em um só coração. Esse é o propósito da minha presença. Como disse ontem à noite, desejo lançar a rede em cada pequeno canto e apanhar cada peixinho que puder ser alcançado para o Reino de Deus.

13 Agora, ontem à noite começamos um pouco tarde e acabamos terminando tarde também. Aliás, quase sempre me atraso. Minha mãe dizia que eu já nasci atrasado: fiquei os nove meses completos antes de nascer. Cheguei ao mundo pesando apenas cerca de dois quilos e meio, tive um começo difícil e nunca cheguei a ser muito grande. Também me atrasei para o meu casamento; fiz minha esposa esperar bastante. Parece que sempre vivo um pouco atrasado. Agora, se eu conseguir me atrasar também para o meu funeral, ficarei satisfeito. [A audiência ri – N.T.] Quero que esperem o máximo possível, porque desejo permanecer aqui o maior tempo que puder, pregando o Evangelho e desfrutando da comunhão com meus irmãos. Esta noite tentarei ser um pouco mais breve.

14 Ontem à noite… pelo que entendi, há apenas ministros presentes aqui. Estou tentando lançar uma isca. Lá fora existem pecadores. Talvez alguns tenham estranhado o fato de eu não ter feito uma chamada ao altar imediatamente. Primeiro, porque já estávamos um pouco atrasados, e isso cansa as pessoas. Mas, ao apresentar um pouco de discernimento ou algo semelhante, desperta-se a atenção delas. Depois, lança-se a rede ao redor e então se recolhe a pesca. Apenas tenham paciência comigo. Estou procurando seguir exatamente a direção que creio que o Espírito Santo está me indicando.

15 Agora, se, durante essas reuniões, algumas pessoas entrarem na rede desejando ser salvas e receber o Espírito Santo, irmãos, vocês sabem de que região elas vieram. Levem-nas para suas igrejas. Nós conseguimos conduzi-las até o altar; dali em diante, o restante é responsabilidade de vocês. Recebam essas pessoas, batizem-nas e permaneçam ao lado delas até que recebam o Espírito Santo. É para isso que estamos aqui, nesta grande hora de trevas, quando o sol já está se pondo no Ocidente e a Luz do Entardecer está brilhando.

16 Agora, quando estou entre o povo, geralmente não entro em doutrinas profundas da Escritura como faço no tabernáculo ou entre ministros. Muitos de vocês têm as minhas fitas. E essas Mensagens são para os ministros estudarem cuidadosamente.

17 Esta manhã encontrei um irmão grego que possui minha gravação de seis horas sobre A Palavra-Semente. Ele me contou que estuda um pequeno trecho por dia, traduzindo cuidadosamente para o grego, mostrando como todas as Escrituras se encaixam perfeitamente, mesmo eu não conhecendo absolutamente nada da língua grega. Esse tipo de mensagem é para estudo.
Aqui, porém, estamos pescando. Estamos colocando a isca diante dos peixes. Nunca se mostra o anzol ao peixe; mostra-se apenas a isca. Ele morde a isca e acaba preso pelo anzol.

18 Por isso, grande parte do meu ministério de oração pelos enfermos e discernimento serve justamente para chamar a atenção dos pecadores. Esse é o papel da isca. Mas o anzol é o Evangelho. Eu apenas balanço a isca diante deles; depois, cabe a vocês usar o anzol.

19 Esta noite procurarei encurtar um pouco minha mensagem. O irmão Borders fala antes de mim, e depois eu continuo. Tentarei manter minhas palavras bastante simples diante de vocês, irmãos. Na verdade, qualquer coisa que eu diga talvez lhes pareça simples, porque vocês são professores da Palavra, enquanto eu não sou um mestre. Meu propósito é ajudar o Reino de Deus, fortalecer suas igrejas e fortalecer a fraternidade cristã enquanto aguardamos a vinda do Senhor. Tenho certeza de que vocês compreendem isso.

20 Nesta manhã encontrei aqui em Los Angeles alguns amigos: o irmão Sothmann, originalmente do Canadá, embora hoje more em Jeffersonville; o irmão Tom, também canadense, que atualmente está conosco em Jeffersonville; e o irmão Welch Evans, de Tifton, Geórgia, que dirige cerca de dois mil e quatrocentos quilômetros todos os domingos apenas para ouvir-me pregar o Evangelho. Também estão aqui o irmão Norman, a irmã Norman, a irmã Evans, o irmão Willie e todo aquele pequeno grupo reunido ali. Eles vieram conosco para orar, apoiar e fortalecer estas reuniões. Estou muito feliz por tê-los conosco.

21 Quando organizamos esta campanha, recebemos muitos convites de diversas pessoas. Contudo, uma das dificuldades que enfrentamos atualmente está relacionada às diferenças entre irmãos de várias denominações. E, embora muitos de vocês pertençam a denominações, gostaria de expressar meu ponto de vista. Vocês sabem muito bem que, entre o povo, alguém ouve uma coisa, interpreta de determinada maneira, conta para outra pessoa, essa pessoa transmite para outra, e, quando se percebe, a história já foi completamente distorcida.

22 Tenho certeza de que muitos comentários feitos a meu respeito surgiram exatamente dessa forma. Alguém compreendeu algo de maneira errada e passou adiante, até que o verdadeiro sentido se perdeu completamente.

23 Quanto a ser contra denominações, não sou de forma alguma. Meus próprios irmãos estão nelas. O problema é que muitas pessoas passaram a confiar mais na denominação do que em Cristo. Temos aqui irmãos da Igreja dos Irmãos Unidos e de várias outras igrejas. Essas denominações são boas enquanto mantêm seus corações abertos; enquanto deixam espaço para que Deus continue agindo; enquanto permanecem em comunhão uns com os outros.

24 Mas quando alguém diz, “Desde que você pertença à nossa denominação, isso é tudo de que você precisa.” Então há alguma coisa errada. É preciso mais do que isso, irmão. Foi exatamente aí que muitas igrejas fracassaram. Temos um historiador entre nós que sabe que, sempre que uma igreja traçou uma linha e disse, “Nós somos isto, e só isto.” Naquele momento Deus começou a mover-Se adiante, enquanto eles permaneceram onde estavam. E eu não conheço um único caso na história em que uma igreja tenha caído dessa maneira e depois voltado ao seu primeiro estado. Porque …

25 Quando entrei neste ministério, foram os irmãos da Igreja Pentecostal Unida os primeiros a me receberem de braços abertos. Lembro-me do irmão Richard Reed, do irmão Jack Moore e do irmão Ben Pemberton, em St. Louis, onde realizei minha primeira campanha. A primeira reunião pentecostal a que assisti foi entre os grupos conhecidos como P.A. de W. e P.A. de J.C., antes de eles se unirem, em Mishawaka, sob a liderança do irmão Ryall. Nunca havia visto uma comunhão como aquela entre irmãos.

26 Bem, então descobri… eu achava que o movimento pentecostal se resumia àquilo, que aquilo era o movimento pentecostal, mas descobri que havia grupos diferentes por toda parte, e homens excelentes em cada um deles. Por isso, tenho tentado me colocar na brecha de braços abertos, procurando chamar cada irmão para uma unidade de comunhão, para que possamos nos entender, não importando no que creem, desde que sejamos irmãos. Porque tenho certeza de que, se eu me colocasse… Há muitas falhas que Deus poderia apontar na minha cara esta manhã e dizer: “Rapaz, você está muito longe de ser perfeito”. Então, é assim que tenho tentado encarar a todos: buscando uni-los. Esse é o meu propósito: ter um companheirismo unido. Que Deus os abençoe.

27 E, como comecei a dizer há pouco, em meio a tudo isso, tenho centenas de lugares fazendo convites e demandas dos campos missionários… agora tenho uma viagem evangelística; vou atravessar o país e, logo que terminar, seguirei para o exterior em uma viagem missionária.

28 E estou buscando – algo que não tenho tempo de explicar agora – algo da parte de Deus, porque creio que a vinda de Cristo está mais próxima do que imaginamos. Creio que isso está bem às portas, e isso realmente me deixa nervoso quando penso a respeito – não nervoso por mim mesmo, mas nervoso com isto: será que dei o meu melhor? Existe mais alguma gota de energia em mim que eu poderia ter entregue ao Reino de Deus? Há algo mais que eu poderia ter feito? Porque esta é a única oportunidade que teremos – neste exato momento.

29 E eu… eu repreendi a Igreja, repreendi o nosso povo, repreendi as nossas irmãs por cortarem o cabelo, repreendi-as por usarem maquiagem, repreendi os nossos irmãos por permitirem que elas fizessem isso, e os nossos ministros e coisas do gênero; não porque eu tenha algo contra eles, mas porque eu… eu zelo por eles; eles são a herança de Deus.

30 E eu… e repreendi os meus irmãos ministros por não… por simplesmente permanecerem presos dentro de pequenos grupos. Ora, eu penso que, se houvesse uma denominação que dissesse: “Nós cremos nisto, e em qualquer outra coisa que Deus queira nos mostrar”… mas, quando criamos a nossa esfera denominacional, dizemos: “Nós cremos nisto. E param aí. E o Espírito Santo entra e logo sai dali; é assim mesmo. Ora, se pudermos em vez de colocar um ponto final, colocarmos uma vírgula…, então continuamos crescendo.

31 Recentemente, tive uma… uma reunião com um irmão luterano – creio que todos ouviram falar disso – em Minneapolis, Minnesota. E, puxa vida, como ele me criticou duramente numa carta de vinte e duas páginas! Ele disse: “Que absurdo!” Disse: “Dirigi quinze milhas ontem à noite, em meio a uma tempestade de neve intensa, pensando que ouviria um servo de Cristo; e o que ouvi? Um adivinho refinado.” E, ah, ele… E disse: “A própria ideia de você – um homem com quinze anos em campos missionários e… e que diz pregar o Evangelho há vinte e cinco anos…” e disse: “então ouvir… ouvir você usar a gramática que usa, e… e a própria Doutrina que você… você prega”, ele disse, “você até disse ontem à noite que Satanás não poderia curar”. Ele disse: “Que vergonha de você por tal comentário”.

E pensei: “Um diretor de um seminário luterano”.

32 E ele disse: “Bem perto da nossa faculdade aqui, há uma mulher com um espírito de feiticeira. Ela coloca um avental grande, as pessoas entram e ela põe as… as mãos sobre elas. E então ela tira uma gota de sangue da pessoa, arranca um fio de cabelo da nuca, enrola-o, suja-o com o sangue, vai até um riacho atrás da casa, joga-o por cima da cabeça assim dentro do riacho e começa a sair com as mãos assim…”

33 E disse: “As pessoas ficam ali paradas; se ela se sentir impelida a olhar para trás, a doença está no sangue da pessoa que está no cabelo dela”, e disse: “então, ao olhar para trás, a doença voltará para a pessoa; mas se não”, disse ele, “a pessoa ficará curada”. E disse: “Cerca de vinte por cento delas se curam. E aí você diz que o diabo não pode curar”.

34 Ah, ele… ele tinha uma boa abordagem intelectual, mas, irmão, não é essa a nossa abordagem; não é mental, nós nos baseamos nas Escrituras. Então eu… eu apenas pensei: “Bem, uma carta de vinte e duas páginas…” Nem sequer me tratou como “Irmão”, apenas disse: “Branham”. Então pensei: “Bem…”

Ele disse: “E você falando sobre os seus anos”, disse ele, “eu já pregava o Evangelho antes de você nascer”.

35 “Bem”, pensei eu, “um homem que pregou o Evangelho por tanto tempo merece respeito, não importa quem ele seja”. Compreendem? Devemos respeitá-lo. Então sentei-me e escrevi para ele – com a minha letra rabiscada, o melhor que pude – uma resposta de duas páginas, para agradecê-lo. E eu… eu disse: “Caro irmão, eu realmente aprecio os muitos anos que o senhor dedicou e tudo mais”, eu disse, “eu… eu aprecio isso, um servo de Cristo. E eu realmente aprecio a crítica”. Ora, um homem que não aceita críticas tem algo errado com a sua experiência. Porque Deus nos envia críticas para nos corrigir, para nos fazer ver os nossos… os nossos pontos fracos. Recebi muita ajuda de críticas – críticas amigáveis. Sem grosseria ou raiva, apenas… apenas críticas amigáveis. Então eu disse: “Agradeço ao senhor”.

36 E então eu disse: “Mas gostaria de expressar apenas uma coisa aqui: já que o senhor mencionou minha gramática – é claro que não sou… não tenho instrução formal, isso é verdade, mas…” – eu disse – “…o que me surpreende é que um diretor de um seminário luterano baseie sua teologia em uma experiência, em vez de na Palavra de Deus, quando o senhor falou sobre a feiticeira que conseguia curar”.

37 Eu disse: “Jesus disse: ‘Se Satanás pode expulsar Satanás, então seu reino está dividido’; ele não pode curar. Ora, o senhor pode…” “Se ele pode… Jesus disse que ele não podia curar, e o senhor disse que ele podia. Eu vou crer em Jesus” – veja, é isso mesmo – “porque Ele disse que a palavra de todo homem pode estar errada, mas a dEle está certa”, e eu disse: “Eu creio em Jesus. E é surpreendente para mim que um diretor de um seminário luterano baseie sua teologia em… uma experiência, ou uma emoção, em vez de na Palavra de Deus”. Eu disse: “Um diretor, ou qualquer outra pessoa, qualquer ministro, deve basear sua teologia na Palavra do Senhor”.

38 E eu disse: “Certamente… E quanto ao que o senhor chama de adivinho” – eu disse – “presumo que fosse o meu dom de discernimento”. E eu disse: “O senhor sabia que os fariseus e saduceus fizeram essa mesma observação quando viram a mesma coisa sendo feita pelo nosso Senhor, chamando-O de Belzebu?” Eu disse: “Ora, talvez… e se eu estiver certo? Jesus disse: ‘Quando o Espírito Santo vier para fazer o mesmo, falar uma palavra contra Ele jamais será perdoado, nem neste mundo nem no mundo vindouro’” – não importa se o senhor prega há cinquenta anos – “uma palavra contra o Espírito Santo”. Eu disse: “Eu o perdoo por isso, e sei que Deus também o perdoará, pois Ele viu que o senhor não compreendeu”. E escrevi para ele a carta mais gentil que pude. Mais tarde, recebi uma… uma carta convidando-me para ir até lá.

39 Então, [o irmão Branham tosse – N.E.] eu tinha um… (Perdoem-me.) Eu tinha um… um café da manhã de negócios lá, e estava palestrando para os Homens de Negócios do Evangelho Completo. E o Sr. Moore – o Irmão Jack Moore, com quem muitos de vocês, irmãos, estão familiarizados; um homem excelente – e eu… ele… esse Dr. Hegre veio até… até o Irmão Moore e perguntou se eu poderia… se ele poderia me levar ao seminário.

40 Pensei: “Agora estou em problemas”. Então eu… O irmão Moore é teólogo, então pensei: “Bem, é melhor levá-lo comigo”. E assim eu disse: “Você se senta bem ao meu lado e, se ele usar palavras ou uma gramática que eu não entenda, eu dou um chute na sua perna, assim, e você assume dali em diante”.

E ele disse: “Tudo bem”.

41 Então fomos até a faculdade. E quando chegamos lá, havia um local – mais ou menos do tamanho deste auditório aqui – para o… para o jantar. E o… eram noruegueses, e eles tinham preparado o jantar, tudo muito fino, muito bom. O diretor sentou-se de um lado, e seu associado, do outro.
Então, depois que terminei, ele disse: “Irmão Branham, queremos lhe fazer algumas perguntas”.

42 Eu disse: “Deixe-me dizer algumas palavras antes”. Eu disse: “Eu… talvez não consiga responder à sua pergunta”, disse eu, “eu… se eu não conseguir, tudo bem se o irmão Moore me ajudar aqui”. Eu disse: “Mas eu… eu talvez não seja bom em responder às suas perguntas, mas farei o que puder”.

43 E ele disse: “É o seguinte”, disse ele, “ouvimos falar dos pentecostais por anos e anos”, e disse: “fomos vê-los”. E disse: “O que encontramos? Cadeiras sendo chutadas, janelas quebradas e… e tudo mais”, disse ele, “e todo o barulho que já ouvimos em nossas vidas”. Disse: “O que esse povo tem?”

Eu disse: “O Espírito Santo”.

Ele disse: “O Espírito Santo?”

Eu disse: “Sim”. Eu disse…

Ele disse: “Você sempre foi pentecostal?”

44 Eu disse: “Bem, certa vez pertenci à Igreja Batista Missionária quando eu era apenas um rapaz, fui ordenado, mas”, eu disse, “logo depois de ser ordenado”, eu disse, “eu… eu recebi o Espírito Santo, então acho que tenho sido pentecostal”.

45 Ele disse: “Quer dizer que aquilo é pentecostal? Aquele pessoal pentecostal… é o Espírito Santo que os faz derrubar as cadeiras e agir daquela maneira?”

46 Eu disse: “Sim, é o Espírito Santo.” Eu disse: “A questão é que eles acumularam tanta pressão – tanto vapor – que o soltam pelo apito em vez de colocá-lo no motor para fazer as rodas girarem; entende? [O irmão Branham faz uma analogia com o trem a vapor – N.T.] É só isso.” Eu disse: “É isso mesmo.” Eu disse: “Eles… há tanto vapor ali que simplesmente precisam soltá-lo pelo apito; é só o que sei, entende?” E eu disse: “Eles não conseguem mais segurá-lo.”

E ele disse: “Bem…”

47 Eu disse: “Se eu pudesse unir o ensinamento fundamental à fé pentecostal, ou a fé pentecostal ao ensinamento fundamental! Eles são servos de Deus, mas eles realmente não se dão conta da posição que ocupam; é só isso.”

E ele disse: “Bem, o que você acha que nós, luteranos, temos?”

Eu disse: “O Espírito Santo.”

Então ele parou e disse: “Agora, não sei o que lhe perguntar.”

48 Eu disse: “Bem, entendo que vocês têm cerca de mil acres aqui onde plantam milho.” Eu disse: “Se os alunos não têm condições de pagar pelos estudos, eles podem trabalhar para custear o seminário.”

Ele disse: “Exato.”

49 Então o Senhor me deu uma pequena ideia, e eu disse: “Senhor, certa vez houve um homem que preparou um grande campo… para plantar milho, e ele plantou o milho no campo. E no dia seguinte… Certa manhã ele saiu e, ao olhar para o campo, viu duas pequenas folhas.” Qualquer pessoa que já cultivou milho sabe que é assim que ele nasce – o que chamamos de “milho brotando” lá no Sul; ele simplesmente nasce assim, com duas folhinhas.

E eu disse: “O homem ficou parado na porta de casa e disse: ‘Louvado seja o Senhor pela minha plantação de milho!’” Eu perguntei: “Ora, ele tinha uma plantação de milho?”

Ele disse: “Bem, ele… ele tinha um começo.”

E eu disse: “Bem, potencialmente ele tinha uma plantação de milho.” “Ele a tinha em sua forma inicial.” E eu disse: “Foram vocês, luteranos.”

50 E eu disse: “Finalmente, aquele milho cresceu até o ponto de produzir o pendão. E sabe o que o pendão fez? O pendão olhou para baixo, para as folhas, e disse: ‘Não tenho mais utilidade para vocês; eu sou um pendão’. Mas ele teve de usar a folha novamente para se reproduzir. Então, ele produziu – a partir daquele pendão, de volta à folha – uma espiga”.

51 Eu disse: “Ora, os primeiros foram vocês, luteranos; o segundo foi o movimento de Deus entre os metodistas; e o terceiro – a espiga – foi o grupo pentecostal, que trouxe de volta à Igreja a restauração dos dons, daquele Grão original que caiu na terra. É apenas uma restauração, como disse Joel”. Entende? Eu disse: “Sei que há muito fungo naquela espiga, mas ainda temos alguns Grãos ali também, sabe?” Eu disse: “Nós…” E eu disse…

E ele disse: “Bem…”

52 Eu disse: “Aquele é o Grão original”. Eu disse: “Ora, a igreja pentecostal é a igreja luterana em um estágio mais avançado. Afinal… se não houvesse a folha, não haveria o pendão; e a Vida que estava na folha produziu o pendão, e a Vida que estava no pendão produziu os Grãos. Portanto, é uma Igreja do Deus vivo em um estágio mais avançado”.

53 E ele parou, afastou o prato e disse: “Irmão Branham, certa vez fui para o oeste. Eu… li um livro… ouvi falar de um livro escrito sobre… todos os dons espirituais”. E disse: “Eu… eu fui para o oeste para encontrar o autor”, e disse: “quando o encontrei, ele disse: ‘Ah, eu apenas escrevi sobre eles; eu não os possuía’. Disse: ‘Eu apenas escrevi sobre eles’. Bem”, disse ele, “eu poderia ter feito isso”. E disse: “Observei tudo isso, fui aos grupos pentecostais e tudo mais”, e disse: “Eu… eu os vi clamando e glorificando a Deus”.

54 Veja bem, aconteceu de ele estar lá; o diabo o colocou lá na hora errada, sabe, quando o povo estava realmente se regozijando. Então ele formou uma opinião e saiu. Percebem?

55 E ele disse: “Peço desculpas pela carta que lhe escrevi”. Disse: “Eu havia criado uma ideia tão fixa de que era contra Isso – foi aí que bati o martelo, bem ali – e disse que o senhor não passava de um adivinho”. Ele disse: “Peço que me perdoe”.

Eu disse: “Ora, certamente, senhor. Eu jamais guardaria rancor, e nunca guardei. O senhor sabe o que lhe disse na carta”.

56 Ele disse: “Eu queria ouvir isso de seus próprios lábios”. Disse: “Agora, Irmão Branham, eu e todos os estudantes, estamos todos famintos pelo Espírito Santo. O que devemos fazer?”

57 Então o senhor sabe o que eu lhe disse, não é? Eu disse: “Virem as costas – as costas para cá – e os rostos para a parede, de joelhos, todos vocês, e tomem a firme decisão em seus corações de que jamais se levantarão até que Deus lhes dê o batismo do Espírito Santo”. E eu disse: “Agora, não pensem nisto, naquilo ou naquilo outro; apenas fiquem aí e digam: ‘Deus, eu quero o Espírito Santo’”. Passei por eles impondo as mãos, e quarenta receberam o Espírito Santo ali mesmo. E agora eles são um grupo forte de cerca de quinhentas pessoas, avançando, vivenciando sinais, milagres e maravilhas, e assim por diante.

58 Irmãos, creio que temos Aquilo de que o mundo precisa. Mas temos de abordar isso de uma maneira… E se você fosse carpinteiro? Veja o homem no canto aqui, ou… o Irmão Borders ali é carpinteiro, creio eu.

59 Bem, e se ele estivesse batendo com um martelo assim, pregando pregos, e eu tivesse um martelo automático qualquer, no qual eu despejasse um barril de pregos, segurasse assim e… trrr… pregasse aquelas tábuas muito melhor do que ele conseguiria com o martelo dele?

60 Agora, se eu chegar até ele e disser: “Puxa, rapaz, você nem está por dentro do assunto, não sabe nada sobre isso. Ora, você está é machucando os dedos! Nossa, você nem tem um produto que preste para começar”, eu o estarei ofendendo; nunca vou vender o martelo. É isso mesmo. Veem? É a minha abordagem com aquilo que importa. Sei que o meu produto é melhor do que o dele, mas tenho de me lembrar de abordá-lo da maneira certa.

E se eu chegar até ele e disser: “Como vai, senhor? Meu nome é Branham.”

“O meu é Borders.”

“Vejo que o senhor é carpinteiro.”

“Sim. Sim, senhor, sou.”

“Creio mesmo que o senhor seja um carpinteiro de verdade.”

“Sim.”

“Eu estava observando a maneira como o senhor manuseia o seu martelo.”

“Ah, sim, a ‘velha Betsy’ está comigo há muito tempo.”

Eu digo: “É, esse é um martelo bom, sim. Muito bom mesmo, e você realmente sabe usá-lo.”

“É.”

Continue conversando com ele um pouco. Eu digo: “Já… Já ouviu falar do novo martelo tal-e-tal?”

“Não, acho que nunca ouvi falar.”

61 “Pois bem, aqui está ele. Você coloca os pregos aqui e vamos apenas fixar aquelas tábuas ali. Veja a economia de tempo que isso proporciona e que produto fantástico eu tenho!” Mostre a ele dessa forma. Diga: “Leve-o, experimente por alguns dias e veja o que acha; eu volto depois.” Se for o tipo certo de produto, ele se venderá sozinho. Vocês entendem o que quero dizer, não é, irmãos?

62 Vejam, nós temos a Coisa certa; temos de abordar as pessoas com Ela da maneira correta. Entendem? Essa é a questão. É a Coisa verdadeira e genuína. Este é o Espírito Santo; eu creio nisso de todo o meu coração.

63 Eu não creio que os irmãos sejam renegados; creio que são irmãos. Não creio que o Espírito que opera o discernimento seja algum adivinho; creio que é o Espírito Santo revelando-Se em Sua Igreja, simplesmente levando a Igreja a ocupar o seu lugar.

64 E se pudéssemos encontrar uma maneira de pegar todo o movimento pentecostal, derrubar nossas pequenas barreiras e ter um lugar para nos reunirmos e nos assentarmos nos lugares celestiais em Cristo Jesus – lugar para o qual fomos batizados por um só Espírito… oh, creio que haveria manifestações jamais vistas antes. E se pudéssemos abordar os metodistas, os batistas, os pentecostais, e ir a toda parte, a todos os lugares… creio que isso poderia ser feito.

65 Irmãos, não quero ficar aqui parado; quero ler apenas uma ou duas palavras da Bíblia e conversar com vocês por um momento. Mas eu queria… sei que vocês precisam ir, e eu também; tenho aquele café da manhã no… sábado de manhã, e… e depois a expectativa de ficar também para a noite de segunda-feira, outra reunião aqui. Ainda não sei ao certo; preciso falar com o Irmão Borders e tudo mais. Mas quero deixar isto com vocês: estou aqui para ajudá-los. É apenas… basta nos assentarmos juntos por alguns minutos. Quem dera pudéssemos ficar aqui até o culto começar esta tarde, depois voltar amanhã de manhã, e eu ouvir o que vocês, irmãos, têm a dizer. E como eu aprecio isso!

66 Mas, apenas para que saibam o que tem no meu coração: eu aprecio vocês e vou fazer tudo o que puder para ajudá-los, como meus irmãos, com o pequeno ministério que o Senhor me deu… …a mim, e o que Ele lhes deu, e estamos unindo isso agora para ver o que podemos fazer pelo Seu Reino.

67 Vamos curvar nossas cabeças por um momento, antes de nos aproximarmos da Sua Palavra.

68 Deus mui Gracioso, em Nome de Jesus Cristo, vimos a Ti com espíritos humildes e contritos, quebrantados, Senhor, sabendo que estamos prontos para a moldagem, assim como o profeta desceu à casa do oleiro para ser moldado. E Pai, desejamos, nesta manhã, em nossos corações, que Tu nos quebrantes para que sejamos moldados em pessoas diferentes, pessoas que representarão Jesus Cristo.

69 Toma o meu coração insensato, Senhor, toma as minhas palavras vacilantes e despedaça-as, Senhor; quebra a minha própria vontade e faze de mim uma nova pessoa em Cristo. Concede-nos isso, Senhor. Esse é o desejo dos nossos corações; é por isso que estamos aqui.

70 E, Senhor, enquanto falamos Contigo junto a este altar, onde este pequeno irmão judeu, que crê em Ti – o Irmão Michaelson -, eu… eu oro por ele, Pai; oro para que Tu o abençoes. E somos gratos pela oportunidade de estar aqui nesta sinagoga cristã.

71 Abençoa-nos agora, enquanto aguardamos alguns instantes para ler a Palavra; abençoa-a em nossos pensamentos. Abençoa os nossos cultos, Senhor. Deus, Tu conheces o nosso coração. E eu só quero estar unido, com um só coração e uma só alma, em um único propósito, juntamente com os meus irmãos aqui. Que… Aqui nesta terra sombria e lúgubre do século vinte, aqui em 1962, perto da virada de mais um século – o tempo está se esgotando.

72 E aqui na Costa Oeste, para onde a civilização viajou do leste para o oeste, percebemos que agora ela não pode ir mais adiante. Quando deixamos esta costa, voltamos novamente para o leste. E, assim como a civilização veio, percebemos que o S-o-l (Sun) viaja do leste para o oeste. E houve um tempo em que o F-i-l-h-o (Son) veio ao povo do Oriente, e Ele mostrou uma grande Luz, e sinais de que Ele era o Messias.

73 E Ele prometeu… O profeta disse que haveria um dia que não poderia ser chamado nem de dia nem de noite. Tivemos este dia sombrio e enevoado de quase dois mil anos, apenas conseguindo crer em Luz suficiente para nos guiarmos, e… e sabendo que Ele era o Filho de Deus, e construindo igrejas e organizações, e tentando manter irmãos e irmãs unidos, e chamando-os para viver corretamente; mas, Senhor, a neblina está se dissipando, uma Luz está surgindo sobre o povo do ocidente – o mesmo F-i-l-h-o com os mesmos sinais, o mesmo Evangelho, uma restauração.

74 Tu prometeste que, nos últimos dias, surgiria uma Mensagem que restauraria a fé dos filhos aos pais. Ó Deus, permite-nos retornar àquele Dia do Pentecostes original; permite-nos voltar àquela grande fé que foi uma vez entregue aos santos.

75 Que a grande Árvore Noiva de Deus, que as lagartas devoraram, produza em seu topo o fruto que as Luzes do entardecer amadurecerão para a vinda do Filho de Deus. Concede-nos isso, Senhor. Ajuda-nos enquanto nos unimos para este propósito.

76 Nós nos entregamos a Ti; somos Teus; faze conosco, Senhor, como achares melhor. Nós nos entregamos, nesta manhã, nesta sinagoga, às Tuas mãos, Senhor. Que o Teu grande propósito se cumpra em nossas vidas à medida que nos entregamos totalmente a Ti – não como Sansão; Sansão deu a sua força, mas nunca deu o seu coração. Deus, que o nosso coração, a nossa força, o nosso tudo – o nosso tudo – seja entregue a Ti; torna-o poderoso, Senhor, multiplica-o para o bem do Reino de Deus. Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.

No Salmo 16 – apenas para leitura -, o último versículo:

Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.

E agora, vocês sabem que eu não tentaria pregar; eu gostaria apenas de conversar com vocês por um minuto, ou digamos, por uns quinze ou vinte minutos.

77 Aqui, Davi falava sobre a vida: “Far-me-ás ver a vereda da vida.” Vocês notaram isso? “Tu me farás ver?” Ou: “Poderias me mostrar? Espero que Tu me mostres.” “Tu me farás ver.”

78 Creio que todos aqueles que Deus chamou ouvirão e virão. Creio que é isso que estamos vivenciando agora em nossa reunião. Nós só podemos semear a Semente. Algumas cairão à beira do caminho, algumas cairão de um jeito e outras de outro, mas algumas cairão em boa terra. É verdade. “Mostra-me a vereda da Vida.”

79 Ora, a vida é a maior coisa que poderíamos alcançar. Não há nada maior do que a vida. Se eu pudesse ir para a Glória nesta manhã – e se todos nós pudéssemos subir para lá – e eu pudesse encontrar Abraão:

“Qual é a maior coisa que existe, Abraão?”

80 Ele diria: “Vida”. Aí… Não importa o que seja, a vida é a maior coisa que alguém pode alcançar, é a vida. O que você daria pela vida?

81 Tenho um livro em casa, e creio que foi escrito pelo irmão Nugent, um capelão prisional. E ele reúne, nesse livro, os testemunhos de grandes homens que morreram sobre a terra, desde os dias de Cristo. Ele apresenta, de um lado do livro, o testemunho dos grandes ímpios; e, do outro lado, o testemunho dos grandes homens espirituais. Eu estava lendo ali, creio que era sobre Maria, a Sanguinária, da Inglaterra. Ela disse: “Se eu pudesse… Oh! Eu daria o meu reino por mais cinco minutos de vida!” O reino pelo qual ela havia mandado tantas pessoas à morte, e assim por diante; contudo, ela daria aquele reino por mais cinco minutos de vida.

82 Ainda me lembro do testemunho de Paul Rader, ali mesmo, quando ele morreu no tabernáculo… ou melhor, onde ele tinha o tabernáculo. Quando estava morrendo, chamou Luke, seu irmão. Eles eram muito companheiros, mais ou menos como Billy Paul, meu filho, e eu. E, conforme entendo, havia um quarteto da escola Moody cantando. Paul tinha um grande senso de humor. Eles estavam cantando “Mais Perto Quero Estar”. E ele disse: “Digam, quem está morrendo aqui? Eu ou vocês?” E disse: “Abram essas cortinas e cantem para mim alguns hinos animados do Evangelho”. Então começaram a cantar “Ao Pé da Cruz”, ou algo parecido”, aquele quarteto.

83 E ele disse: “Onde está Luke?” Ele estava na sala ao lado, eles o trouxeram. Ele segurou a mão de Luke e disse: “Luke, pense nisso, daqui a cinco minutos estarei na Presença de Jesus Cristo, vestido em Sua justiça.” Deixe-me ir assim.

84 Vocês conhecem o testemunho de Dwight Moody, quando ele ressuscitou, ele disse: “Isto é a morte?” Disse: “Este é o dia da minha coroação!” É assim que eu gostaria de partir.

85 Há pouco tempo estive segurando a mão de minha preciosa mãe enquanto ela partia. Segurei a mão de minha esposa quando ela partiu. Tenho observado quando eles chegam ao fim da estrada. A vida é a maior coisa que existe. E, para aqueles que não têm esperança depois que tudo isto termina, isso é uma coisa terrível.

86 Caminhamos pelas veredas da vida. Muitas pessoas dizem: “O que é a vida? Onde posso encontrá-la?” Ora, está ao nosso redor! Deus a fez tão…

87 Assim como em Jó, descobrimos no – no… em Jó, ele perguntou sobre isto. Durante toda a vida nós ouvimos essa pergunta.

88 Isso me lembra um – um garotinho que morava em Jeffersonville, onde moro. Um dia, eles disseram que ele era…foi até sua mãe e ele perguntou: “Mãe, Deus, esse Deus de quem você fala, Ele é uma Pessoa tão grande, alguém poderia vê-Lo?”

Ela disse: “Pergunte ao pastor”.

89 Então, ele foi até o pastor e perguntou a ele, ele disse, ou, melhor dizendo, perguntou ao professor de escola dominical, e ele disse: “É melhor você perguntar ao pastor”, ele não sabia.

90 Então, ele foi falar com o pastor, e o pastor disse: “Não, não, meu filho”, disse ele, “nenhum homem pode ver a Deus e viver”, disse: “você não vê a Deus”. Bem, isso meio que decepcionou o garotinho.

91 E havia um velho pescador; um dia, ele estava no rio com esse velho pescador, pescando, quando surgiu uma tempestade. Como muitos de vocês, imagino, são do Leste e sabem como a chuva… lava as folhas. E eles vinham descendo o rio; o garotinho estava sentado na popa do barco, o sol estava se pondo no oeste e um arco-íris surgiu atravessando o rio daquela maneira. O velho pescador remava – as águas haviam se acalmado após a tempestade, tudo estava fresco e havia o perfume das flores. E, enquanto ele remava, grandes lágrimas prateadas começaram a escorrer por sua barba grisalha, enquanto ele olhava.

92 O garotinho olhou em volta para ver o que ele estava olhando; ele olhou para o velho pescador, correu da popa até o meio do barco, sentou-se junto aos joelhos do velho pescador e disse: “Senhor, quero lhe perguntar uma coisa; minha mãe não consegue me responder, nem meu professor da escola dominical, nem meu pastor”. Disse: “Será que… Deus, sendo tão grande, algum homem poderia vê-Lo?”

93 E o velho pescador puxou os remos para o colo, encostou a cabeça do garotinho em seu ombro e disse: “Deus abençoe seu coraçãozinho, meu filho. Tudo o que vi nos últimos quarenta anos foi Deus”. Veem? Ele estava apenas… Você precisa ter Deus aqui dentro para vê-Lo do lado de fora, entendem? Deus no interior, olhando através dos seus olhos.

94 Estou olhando para uma árvore do outro lado da rua. Penso agora: quando atravessei o deserto de Mojave – ou o deserto vindo para cá -, tudo parecia tão morto; mas, assim que cheguei perto do Rio Colorado, havia um pequeno arbusto verde; ele se destacava muito. Pensei: “De onde ele… tira a sua vida?” Veja, ele tinha vida; ele estava vivo. Deus está dentro – dentro da vida. Ele é… Tudo o que está vivo tem Deus dentro de si.

95 Jó disse um dia: “Se uma árvore morre, ela viverá novamente. Mas o homem deita-se, entrega o espírito, ele… e onde está ele? Seus filhos vêm lamentar e prestar-lhe honras, mas ele não percebe isso. Oh, se Tu me escondesses na sepultura e me guardasses no lugar secreto, até que a Tua ira passasse!”

96 E ele – ele viu, ele notou Deus em Sua natureza, na vida; como uma pequena flor brota, ela permanece ali, depois de um tempo está linda, e há algumas jovens no canteiro de… de flores, e algumas de meia-idade, e algumas velhas, mas quando a geada chega e as atinge, ela mata todas. E a pequena flor deixa cair suas pétalas, e de dentro daquele botão de flor, sai uma sementinha preta, uma coisinha minúscula. E, por mais estranho que pareça, Deus realiza um cortejo fúnebre para aquela flor. Vocês sabiam disso? As chuvas de outono chegam, e Ele derrama grandes lágrimas de água, e enterra aquela sementinha no solo. Então vem o frio do inverno e a congela; ela rompe, e a polpa escorre para fora.

97 Toda coisa natural para a qual você possa olhar desaparece. Um cientista poderia pegar um punhado daquela terra, levá-la ao laboratório e examiná-la de todas as formas, mas não conseguiria encontrar aquele germe de vida; ele não está lá. O… o potássio, o cálcio, o petróleo e a umidade – tudo o que havia nela – retornaram ao pó; mas, escondido em algum lugar ali dentro, existe um germe de vida e, tão certo quanto o sol nasce novamente na primavera, ela viverá de novo; Deus providenciou um meio para isso.

98 Imagine que você coloque concreto no seu quintal durante o inverno, ou assente pedras. Onde cresce a maior parte da grama? Bem ao redor da borda do seu caminho. Por quê? São aquelas sementes que estavam cobertas; e quando o sol começa a brilhar sobre aquela vida vegetal, aquela pequena semente de vida abre caminho por entre todo aquele concreto, passa por cima de cada pedra, por baixo de cada graveto, e continua avançando até emergir e erguer sua cabecinha para fora, louvando o Deus da vida. Simplesmente não se pode esconder a vida. É para isso que estamos aqui, irmãos: para trazer Vida.

99 Não faz muito tempo, eu estava jantando com um velho pastor metodista – um santo de Deus, idoso e amável, que tinha o Espírito Santo em sua vida. Estávamos ouvindo o programa “Hora da Agricultura”, transmitido de Louisville, e o clube 4-H havia desenvolvido uma máquina capaz de aperfeiçoar um grão de milho a tal ponto que ele produzia um pão de milho tão bom quanto aquele feito com milho cultivado no campo, além de gerar flocos de milho idênticos. E, na verdade, se você os cortasse ao meio e os analisasse em laboratório, veria que… o núcleo estava no lugar certo, com a quantidade exata de umidade, potássio e todos os outros componentes do milho. Não era possível distingui-los; uma vez misturados, não se conseguia diferenciar um do outro, de tão perfeita que era a imitação.

100 Ele disse: “A única maneira de distinguir um do outro é enterrá-los”. Aquele que a máquina produziu apodrece, e é só isso; mas aquele que Deus fez crescer tem uma vida dentro de si que ressurgirá.

101 Um homem pode parecer um cristão, imitar um cristão, andar como um cristão, e assim por diante, mas, a menos que aquele germe de Vida esteja presente, ele não pode renascer.

102 Jesus disse: “Eu vim para que tenham Vida” – Zoe, a própria Vida de Deus neles. E há… Tudo o que teve um começo tem um fim. São aquelas coisas que não tiveram começo que não têm fim; há apenas uma Coisa que nunca teve começo: Deus. E nós nos tornamos filhos d’Ele, parte d’Ele; então Zoe – a própria Vida de Deus, a Vida Eterna – é comunicada a nós, e essa é a única maneira de vivermos. E essa é a única maneira pela qual nossos amigos perdidos aqui fora – até mesmo membros de igrejas – podem voltar a viver: porque Zoe lhes foi concedida, e nós nos tornamos parte disso.

103 Vocês notaram o que aconteceu no Dia de Pentecostes? Como aquela grande Coluna de Fogo (que todos sabemos ser o Mensageiro da Aliança, isto é, Jesus Cristo – pois Moisés considerou o opróbrio de Cristo como riquezas maiores do que os tesouros do Egito, visto que ele deixou o Egito seguindo aquele grande Mensageiro, aquela Luz)… no dia de Pentecostes, quando aquela grande Luz chegou ali, Deus Se repartiu! Línguas de Fogo pousaram sobre cada um deles, e todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem; Deus Se repartindo, passando de um único Ser para estar em Sua Igreja, repartindo Sua Vida com Seu povo. Essa é a Mensagem que devemos levar às pessoas; elas perecerão sem ela, é inevitável.

104 Minha própria mãe faleceu recentemente. Quando eu estava ao lado dela, ela disse: “Billy” – todos os nossos filhos… isto é, os filhos dela estavam ali, os que ainda viviam; dois de nós, de um total de dez, já haviam partido. E a minha irmã… ela olhou para mim e disse… primeiro ela olhou para a Delores e disse: “A minha última e a minha primeira”. E a mamãe era uma cristã exemplar; eu a havia conduzido a Cristo e a batizado muitos anos antes.

105 E ela disse: “Delores, você foi boa para mim, você me ajudou. Você… você lavou muita roupa para mim quando eu já estava velha e não conseguia mais lavar. Você vinha limpar minha casa; você fazia essas coisas”. Ela disse: “Eu amo você, querida”.

E a Delores, uma jovem cristã, estava ali com a voz embargada, de cabeça baixa, e disse: “Mamãe, foi tão pouco”.

Ela disse: “Billy, você garantiu que eu não passasse fome”.

106 E eu disse: “Mamãe, quantas vezes a senhora se afastou da mesa para que eu pudesse comer, quando nós… não tínhamos nada para comer?” E eu disse: “Era apenas um dever, mamãe”.

E ela disse: “Então você foi, de certa forma, um guia espiritual para mim, Billy. Você me batizou, você me mostrou o caminho da Vida”.

107 Eu disse: “Mamãe, a senhora sabe que nossa origem é católica”, e disse: “e eu… eu… eu ia à igreja, mas eles diziam: ‘Esta é a igreja’, e aquilo contrariava a Palavra. Eu ia de igreja em igreja e descobria que era tão contrário a ela; então, eu me mantive fiel à Palavra, mamãe”. E eu disse: “Tentei lhe mostrar o que era certo e conduzi-la a Cristo”. E minha querida santa mãe partiu para encontrar Deus, e então entreguei a alma dela de volta a Deus.

A Delores me chamou e disse: “Billy, eu… eu simplesmente não consigo superar isso”, ela disse, “a mamãe”.

Eu disse: “Delores, olhe para o outro lado da rua, onde você mora. Não há um grande carvalho lá?”

Ela disse: “Sim”. Isso foi apenas alguns dias antes de a mamãe falecer. E ela disse: “Sim”.

Eu disse: “Agora está chegando o outono”. Eu disse: “Mais ou menos um mês atrás, aquelas folhas estavam bem bonitas e verdes.”

“Sim”, ela disse, “Bill.”

Eu disse: “Quando foi…? Como elas estão agora?”

E ela disse: “Bem, elas estão amarelas, marrons, verdes e vermelhas.”

E eu disse: “Delores, o que faz com que fiquem amarelas, marrons, verdes e vermelhas?”

Ela disse: “Elas estão morrendo.”

Eu disse: “Em que tempo a árvore estava mais bonita?”

Ela disse: “Exatamente agora.”

108 Eu disse: “A Bíblia diz: ‘Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos’.” É aí que chega o momento. Eu disse: “A vida está voltando. A vida é uma árvore; todos nós estamos pendurados em uma Árvore da Vida.” É verdade.

109 O Sr. Wood, que é o vendedor de livros nas reuniões, ele era Testemunha de Jeová. E ele… tinha um menino, que estava com ele também, com a perna contraída assim por causa da poliomielite. E ele havia estado em Louisville, em uma das reuniões, e notou aquele discernimento, e disse: “Ora, isso me parece correto.”

110 E assim ele foi a Houston, Texas – quando eu estava lá com o Irmão Kidson e outras pessoas -, na ocasião em que a foto do Anjo do Senhor foi tirada. E, bem, ela foi tirada em várias ocasiões; e, recentemente, ela foi tirada novamente – foi tirada na Alemanha, muitas vezes.

111 Então… o Irmão Wood havia levado seu filho e estava presente em uma das reuniões; eles estavam sentados bem lá no fundo, oh, quase a meia quadra de distância, ou até mais longe. Certa noite, enquanto eu estava no púlpito – sem nunca ter ouvido falar dele na vida, apenas parado ali e olhando ao redor -, tive uma visão diante de mim e eu disse: “Há um homem; ele está sentado bem lá no fundo, ele e sua esposa, e são do estado de Kentucky, de um lugar chamado LaGrange, Kentucky. O nome dele é Wood, ele é carpinteiro; ele tem um filho com sequelas de poliomielite que deixaram a perna dele retraída. ‘ASSIM DIZ O SENHOR: o menino está curado’”, e continuei falando assim. E a esposa dele era metodista, ou… creio que da Igreja de Deus, a Igreja de Deus de Anderson.

112 Então, ele disse: “Você ouviu isso, Ruby?” E assim, ele disse: “David, levante-se”. A perna dele estava perfeita, igual à outra. Ele está na reunião. E então aquele Testemunha de Jeová entregou-se a Cristo.

113 E então, por causa disso, o irmão dele veio até… Oh, eles… vocês sabem como eles, as Testemunhas de Jeová, pensam. Eles vieram para expulsar o irmão da… da comunhão deles. Ele disse: “Você está ouvindo essas coisas?”, disse, “essas coisas falsas que falam por aí? Você tem sido…” O pai dele é um leitor entre as Testemunhas de Jeová. Ele disse: “Você sabe que isso não é certo”. Ele disse: “Se eu algum dia vir aquele homem, vou dizer umas boas verdades a ele”. Disse: “Eu sei; o ensino que meu pai me deu…”

Disse: “É ele ali, cortando a grama”.

114 E eu cheguei com um chapéu velho de abas caídas, sabe, e me sentei, conversei com ele. Ele disse: “Bem”, disse ele, “vou lhe dizer, Sr. Branham”, disse ele, “nós fomos criados como Testemunhas de Jeová”.

115 Eu disse: “Muito bem”. Eu disse: “Prefiro ser um ‘Russelita’ a não ter Luz alguma” [O termo russelita se refere aos seguidores de C. T. Russel, grande influenciador dos testemunhas de Jeová – N.T.], e continuei assim, sem menosprezar nada do que ele – do que ele havia dito, e conversei com ele da melhor maneira que pude. E eu disse: “Vejo que o senhor é um homem casado e tem dois filhos”. E ele… eu disse: “Mas o senhor se separou de sua esposa”.

116 E ele olhou para o Banks. Aquele é o Sr. David, pai de David Wood, aquele que está aqui na reunião. Ele olhou, achando talvez que o Sr. Wood tivesse me contado isso, e eu percebi o pensamento dele rapidamente, sabe.

117 Então eu disse: “O senhor achou que o Irmão Banks tinha me contado isso; ele não contou, ele não me disse nada sobre a família dele”. Mas eu disse: “Talvez o senhor pense que foi o Banks quem me contou isto: anteontem à noite o senhor estava com uma… uma mulher de cabelos castanho-avermelhados. O senhor estava no quarto com ela quando o amante dela chegou à porta e bateu; ela foi até a porta e não deixou o senhor ir junto, e o senhor olhou pela janela. Ainda bem; ele teria estourado os seus miolos”. Eu disse: “O homem que estava ali de terno escuro e gravata vermelha”.

118 Ah, ele quase caiu no chão! “Isso”, disse ele, “é a verdade. É a verdade”. E então eu o batizei alguns dias depois daquilo; eis que o pai dele veio. Eis que a irmã dele veio – ela veio para endireitar a vida dos dois rapazes. Batizei-a no mesmo dia em que ela chegou, da mesma maneira. O pai dele veio, e ele pretendia colocar todos nós na linha. Então ele queria nos levar…

119 Eu disse… Ele era pescador; eu disse: “Olha, Banks, vamos levá-lo para pescar”. Então começamos a atravessar o rio. Choveu a noite toda – você sabe como é no Leste: os rios sobem, e tudo mais. Estávamos indo para a Represa Wolf Creek. E no caminho… Ele ainda não tinha dito nada sobre religião; um senhor muito austero. E ele disse… E era extremamente inteligente. Então atravessamos o rio.

120 Eu disse: “Bem…” Tive uma visão ali enquanto estava sentado; Banks estava dirigindo, e eu observava a visão. Eu disse: “Agora, cada riacho que atravessarmos…”

Ele tinha acabado de dizer – naquela noite ele disse: “Se eu pudesse ver algo assim acontecer, eu creria.”

121 E então, naquela manhã, pela graça do Senhor, eu disse: “Nós… Cada riacho que atravessarmos estará barrento. Quando chegarmos à Represa Wolf Creek – a chuva caiu acima da represa e lá, ou melhor, abaixo da represa, a água não estará barrenta, e pescaremos hoje; não pegaremos nada hoje até o anoitecer. E então, Sr. Wood, Banks Wood, você vai pegar um bagre pequeno; eu vou pegar cerca de vinte libras [aprox. 9 kg], e alguns deles pesarão até dez libras [aprox. 4,5 kg] cada. Você pescará com a mesma isca, no mesmo lugar, e não pegará nada. Pescaremos até umas onze horas da noite; os peixes pararão de morder. Iremos comer – comer nossa ceia às onze da noite e ficaremos a noite toda. E na manhã seguinte, sairemos, e eu vou pegar um peixe grande com escamas, e essa será a última coisa que será pega. Nós não… pescaremos o resto do dia e não pegaremos nada.”

122 E o velho olhou em volta, daquele jeito. Nós fomos, e tudo aconteceu exatamente nos mínimos detalhes, da maneira como foi previsto. E quando saí sobre o deck naquela noite, ele disse: “Aqui está a água; o que me impede de ser batizado?” E lá estava todo o grupo deles. Oh, é algo glorioso saber que estamos firmados na Árvore!

123 Agora, havia… o Sr. Wood e eu estávamos caçando esquilos. Como vocês sabem, eu… gosto de caçar. E então estávamos caçando esquilos juntos lá no Kentucky, há cerca de dois anos. Eu vim durante minhas férias naquele outono. E eu já cacei na África, na Índia e praticamente no mundo todo, mas eu… basta me dar uma manhã de neblina em agosto, ou algum momento lá em cima nas montanhas… com um rifle .22. E então, eu simplesmente adoro caçar esquilos.

124 E nós estávamos no Kentucky, numa estadia de duas semanas, e fez muito calor. Agora, você – você, californiano, talvez não saiba do que estou falando: quando as folhas e tudo mais estão tão quentes, e o… e você pisa ali, e aqueles esquilinhos cinzentos…

125 E nós atiramos apenas a olho nu, a cinquenta jardas de distância. Se ele estiver a quarenta jardas, nós recuamos para as cinquenta jardas e atiramos no olho. Se eles não… se o tiro acertar abaixo do olho ou acima do olho, vá trocar o rifle; há algo errado. E assim nós mantemos o padrão; é desse jeito. Eu tentei me condicionar para isso, para atirar exatamente no ponto certo.

126 E então, bem, estávamos lá acampando, e fez um calor terrível. E aqueles esquilinhos cinzentos… você fala do Houdini como mestre da fuga, mas ele não passa de um amador perto de um deles. Basta tocar num arbusto, e já era.

127 Vocês todos conhecem o Irmão G. H. Brown. Perguntem a ele sobre isso qualquer dia; nós caçamos juntos. Então… E eu brinco com ele sobre aquela velha espingarda automática que a esposa dele comprou para ele, sabe, uns vinte anos atrás – caçar esquilos com espingarda.

128 Então, estávamos caçando, e havia um… o Irmão Wood disse: “Sabe, Irmão Branham”, disse ele, “aqui num certo lugar há alguns vales”. Acho que vocês não têm isso na Califórnia. É lá embaixo, bem lá embaixo, onde os riachos correm e deixam o terreno úmido. Lá em cima, no terreno plano, você toca no arbusto e eles somem. Você não consegue chegar perto deles, porque… Eles vão para duzentas ou trezentas jardas de distância. Eles somem num instante. [O irmão Branham estalou os dedos – Ed.]

Então dissemos: “Vamos até ali e ver se ele nos deixa caçar” – disseram: “ele tem cerca de quinhentos acres”.

E eu disse: “Bem, está ótimo”.

129 Então fomos até lá – não por estradas boas como as que vocês têm aqui, mas por trilhas de porcos e tudo o mais, passando por matagais e vales, até chegarmos lá. Ele disse: “Agora, há apenas um problema nisso”. Disse: “Esse velho”, disse ele, “é um incrédulo e, ah, ele é durão”.

130 Eu disse: “Ah, eu… eu vou deixar você falar.” Então, sentei-me na caminhonete e fomos até uma casa branca, uma casa branca bonita, bem lá no fundo, ao pé de um grande morro, e… e havia um grande campo de mato e uma plantação de milho deste lado. Chegamos lá e havia dois senhores sentados do lado de fora; bem ao estilo de Kentucky. E Kentucky tem seu próprio jeito de viver, sabe?

131 O Irmão David, ali atrás – o irmão grego -, disse: “Irmão Branham, ouvi suas fitas.” Disse: “Eu…” É meio estranho dizer isso depois do café da manhã. Ele disse: “O senhor mencionou um ‘cabelo num biscoito’.” Disse: “Procurei saber o que é isso, mas não encontro.”

132 E eu disse: “Isso é coisa de Kentucky”, sabe, “‘um cabelo num biscoito’.” Eu disse: “Não tente procurar isso no dicionário, porque não vai estar lá.” Eu disse: “Em Kentucky…” [‘Cabelo num biscoito’ é uma expressão do Sul dos EUA que pode significar persistência/teimosia – N.T.]

133 Então chegamos lá naquele vale de sassafrás, sabe, com aqueles chapéus grandes pendurados. Paramos, e o Irmão Wood desceu e deu a volta; havia dois senhores sentados ali, e ele se aproximou de um deles e o cumprimentou, dizendo: “Como vai o senhor?”

134 E ele respondeu: “Como vai o senhor?” E ele disse: “Eu sou… Meu nome é Wood, sou Banks Wood.” Ele disse: “Eu queria saber… Estivemos caçando aqui em Dutton…” E eles dão aos lugares os nomes dos riachos. Disse: “Estivemos caçando em Dutton e queríamos saber se poderíamos caçar na sua propriedade.”

Ele perguntou: “De qual família Wood você é?”

Ele respondeu: “Sou filho do Jim Wood.”

135 Ele disse: “Qualquer um deles…” Aquele era um grupo de Testemunhas de Jeová que eram pessoas genuínas. Ele disse: “Qualquer coisa que o Jim Wood – qualquer pessoa da família dele – precisar, é bem-vinda a tudo o que tenho nesta propriedade.” Ele perguntou: “O velho Jim, ele ainda está vivo?”
Ele disse: “Sim. Ele está morando em Indiana agora”, e acrescentou: “Eu também moro lá”, e disse: “e venho caçar esquilos todo outono”.

Ele disse: “Fique à vontade; tenho quinhentos acres, com muitos vales e tudo mais. Pode aproveitar.”

Ele disse: “Bem, muito obrigado.” Ele disse: “Trouxe meu pastor comigo.”

Ele disse: “Você não se importaria se ele caçasse também?”

Ele disse: “Wood, quer dizer que você chegou ao ponto de ter que levar um pregador com você aonde quer que vá?” E ele disse…

Então achei que estava na hora de eu sair do carro. Então saí do carro, e fui até lá, e disse: “Como vai?”

Ele disse: “Olá.” E ele disse… Antes que pudessem me apresentar, ele interrompeu logo e disse: “Bom”, disse ele, “não tenho muita estima por vocês.”

Eu disse: “Bem, admiro sua honestidade.”

136 E – e ele disse: “O motivo é uma coisa só”, disse ele, “primeiro, você não parece um pregador.” Sangue de esquilo e barba por fazer, e sem tomar banho há duas semanas. Eu… Hmm! Então eu disse: “Bem, eu – acho que isso é verdade também.”

E ele disse: “O que eu tenho contra vocês, rapazes, é que vocês ficam latindo para uma árvore onde não há nada.”

137 Agora, não sei se vocês sabem o que é isso. É outra expressão do Kentucky, David; não tente procurar isso no dicionário. Quando um cachorro de caça a guaxinins é mentiroso, ele corre para uma árvore – e o guaxinim tem um truque: ele corre, pula na árvore e depois pula fora, entendem? E se o cachorro não for bem treinado, ele corre para a árvore onde viu o guaxinim e sentiu o cheiro dele circulando o tronco, fica lá latindo, mas não há nada na árvore. Então, geralmente, eles matam esse cachorro.

138 Então – então ele disse: “Pessoal, é disso que vocês precisam: uma boa carga de chumbo grosso”, disse ele, “porque vocês estão latindo para a árvore errada – não tem nada lá”. Vocês entendem o que ele queria dizer. Estava falando da pregação. Ele disse: “Sou considerado um infiel”.

Eu disse: “Bem, cada um tem a sua opinião, mas, para mim, isso não é motivo de orgulho”.

139 E ele disse: “Bem” – disse: “bem” – disse ele: “a questão é” – disse: “você está – você está falando de algo aí… que tal Coisa não existe”.

Disse: “Sim, senhor”. Eu disse: “Claro, isso é uma questão de opinião”.

140 E ele disse: “Bom”, disse ele, “vocês ficam falando de um Deus, e tal coisa não existe”. E disse: “Se houvesse Um, eu poderia vê-Lo”. E disse: “Vivi todos esses anos, tenho setenta e poucos anos”, e disse: “Ainda não vi nada d’Ele”. E disse: “Simplesmente não existe tal coisa; vocês estão latindo para a árvore errada, pegando o dinheiro das pessoas para o seu sustento e coisas do tipo; não passam de um bando de vigaristas”.

141 Pensei: “Puxa vida!” Eu disse: “Sim, senhor, claro, essa é a sua opinião”. Pensei: “Ó Deus, se o Senhor não me ajudar!” Então eu disse: “Sim, senhor, claro, essa é a sua opinião”, eu disse.

142 E sabem, minha mamãe – minha velha mamãe do Sul – sempre me dava bons conselhos; ela usou uma expressão certa vez: “Dê corda suficiente a uma vaca e ela mesma vai se enforcar”. Então pensei que isso serviria bem para ele: deixe-o latir um pouco e veremos em que árvore ele está latindo. Então, deixei que ele continuasse falando, e algo me veio à mente.

143 Havia uma macieira ali, sob a qual eles estavam sentados. E, chegando o outono, as maçãs – era mais ou menos… mais ou menos a última semana de agosto – as maçãs estavam caindo, e as vespas estavam comendo-as. Sabem o que são vespas? Certo. Bem, de que parte de Kentucky vocês são? Então eu disse a ele: “Você se importa se eu pegar uma daquelas maçãs?”

Ele disse: “Fique à vontade, as vespas estão comendo-as”.

Estendi a mão, peguei uma, esfreguei-a naquelas minhas calças velhas e surradas – sabem como é – e dei uma mordida; eu disse: “Puxa, é uma maçã boa!”

Ele disse: “É, é uma maravilha”.

Eu disse: “Parece que ela produz bastante fruta.”

“Sim, senhor”, disse ele, “eu colho muitos alqueires dela todo ano.”

“Qual a idade da árvore?” Mudando de assunto com ele, sabe?

144 E ele disse: “Ah”, disse ele, “está vendo aquela velha chaminé ali em cima?” Disse: “Eu nasci lá em cima.” Disse: “Mamãe e papai moravam lá”, e disse: “e um incêndio a destruiu. Nós construímos esta casa nova aqui embaixo.” E disse: “Então, fui criado aqui.” E disse: “Quando papai e mamãe morreram, eu… eu simplesmente fiquei com a casa.” E disse: “E quando nos mudamos para cá, plantei aquela árvore ali, uns quarenta ou cinquenta anos atrás, ou algo assim.” E disse: “Ela está lá desde então.”

Eu disse: “Que bom.” Eu disse: “Nossa, isso é maravilhoso!”

Ele disse: “Sim, senhor.” Ele disse: “Voltando ao assunto de ser pregador”, disse ele, “quero lhe perguntar uma coisa.”

Eu disse: “Sim, senhor. O que é?”

Ele disse: “Vocês, se pudessem produzir alguma coisa, bem, seria diferente.” Ele disse: “Olha, ouvi falar de um pregador uma vez, ou… ouvi falar dele.”

145 Disse: “Uma velha irmã, lá no alto da colina”, disse ele, “estava morrendo de câncer.” E disse: “Havia um pregador que veio aqui para Acton, Kentucky” (Certo, ficava a cerca de trinta milhas dali. E eu… Wood olhou para mim, e eu… eu balancei a cabeça negativamente), ele disse, “lá no acampamento metodista.” Ele disse: “Esse pregador vinha de Indiana.” E ele disse: “E ele veio para cá”, e disse: “disseram que havia umas duas mil e quinhentas pessoas reunidas lá naquela noite.” E isso é lá no meio das colinas, sabe; eles vinham a cavalo e de todo jeito para chegar lá.

146 E disse: “Ele ficou lá por três noites.” E disse: “Na segunda noite”, disse ele, “a irmã desta senhora morava num lugar chamado Campbellsville; e, enquanto aquele pregador estava pregando, ele olhou para trás, para a plateia – bem lá no fundo, onde aquela mulher estava -, chamou-a pelo nome e disse: ‘Hoje à noite, antes de sair de casa, você olhou dentro de uma gaveta da cômoda, do lado esquerdo, pegou um lencinho com um desenho azul num dos cantos – você está com ele na sua bolsa – e você tem uma irmã chamada Fulana que está morrendo de câncer no estômago. Vá, pegue esse lenço, coloque-o sobre a mulher e ela ficará curada’.”

147 “Bem”, disse ele, “por volta da meia-noite daquela noite, pensamos que o Exército de Salvação estivesse lá no alto do morro.” Ele disse: “Nunca ouvi um estrondo daqueles na minha vida; eles estavam gritando.” E, se algum de vocês souber, eram o Irmão Ben e o pessoal dele, lá em cima, colocando aquele lenço na mulher. E disse: “Pensamos que talvez a senhora tivesse morrido. E na manhã seguinte”, disse ele, “subimos lá para ver quando fariam os preparativos para o funeral”, e disse: “ela estava sentada à mesa, ela e o marido, comendo pastéis de maçã fritos e bebendo café.”

148 Você sabe o que é uma torta de maçã frita, aquele pastelzinho em forma de meia-lua? Sinto-me em casa falando disso. Então… Sabe, eu… eu gosto dela com melaço por cima. E não gosto de apenas salpicar; eu… eu “batizo” a torta, sabe? Despejo bastante melaço nela. Gosto de bastante melaço na minha torta. Então… eu simplesmente adoro essas coisas.

149 E então, ela estava comendo essa torta de maçã frita. E ele disse: “No dia anterior, ela estava em uma situação tão crítica que nem conseguíamos…” Já não dava mais para usar a comadre; tivemos que usar apenas um lençol de transferência. E disse: “Eu e minha esposa íamos lá e trocávamos a roupa de cama dela duas vezes por dia.” E disse: “O médico já tinha desistido do caso dela umas seis semanas antes, receitando apenas fenobarbital suficiente para durar até o fim. O câncer… eles abriram a barriga dela e apenas a fecharam de novo; disseram que não adiantava mais tentar nada.” E disse: “E sabe, ela estava sentada ali comendo, quando se levantou de um salto, correu e apertou a nossa mão.” E disse…

Eu disse: “Não me diga!”

150 Disse: “É.” Disse: “Olha,” e disse, “se você não crê,” disse, “vá lá ver; ela mesma vai lhe contar.” Ele estava pregando para mim naquele momento. Deixei-o testemunhar um pouco.

Eu disse: “Ah, você não crê nisso, não é?”

Ele disse: “Claro que sim.” Disse: “Se você não crê, vá lá… vá lá no alto da colina e descubra. Eu te levo lá.”

Eu disse: “Hum-hum.” Disse: “Não,” eu disse, “vou crer na sua palavra.” Eu disse: “Vou crer na sua palavra.” Eu disse: “Diga, quem era aquele sujeito?”

151 “Não sei.” Ele disse: “Ele é lá de Indiana, e disseram que ele vai vir aqui de novo”. Disse: “Vou procurá-lo quando ele vier”. Disse: “Vou chegar perto dele e dizer: ‘Quero lhe contar uma coisa, pregador. Diga-me como foi que o senhor soube daquilo, sendo que nunca esteve nesta região antes'”. Eu nunca tinha estado lá, veja bem. Disse: “Como foi que o senhor soube disso?”

Eu disse: “Sim, senhor. Bem, espero mesmo que o senhor o encontre”. Eu disse: “Espero que ele o ajude”.

E ele disse: “Bem, eu vou”. Ele estava mascando fumo, sabe, e cuspiu no chão assim, e as folhas voaram.

152 E eu disse: “E quer dizer então… Voltando àquela árvore”, eu disse, “eu… eu fico impressionado com isso”. E eu disse: “Sabe, nem tivemos uma noite fresca, nem geada nem nada”, e eu disse, “aquelas folhas estão caindo da árvore no chão. E foi por isso que viemos para cá, saindo daquela mata de terreno plano, onde as folhas caem e secam, para vir a estes vales aqui, onde elas caem na água e ficam úmidas”. Eu disse: “E você… Por que raios aquelas folhas estão caindo da árvore?”

“Bem”, disse ele, “a vida as deixou”.

Eu disse: “O quê?”

Ele disse: “A vida as deixou”.

“Deixou a folha?” “É.” Disse: “É isso que faz ela cair”.

Eu disse: “Bem, não tivemos geada nem sinal de tempo frio”.

Ele disse: “Bem, ela simplesmente… ela as deixa”.

E eu disse: “Bem, o que acontece com a vida?”

Ele disse: “Ela desce para a raiz da árvore”.

Eu disse: “Como assim, raiz?”

Disse: “Bem, o inverno a congelaria, e isso mataria aquele germe de vida na árvore”.

E eu disse: “Então ela desce para a… para a raiz da árvore para se esconder lá, até quando?”

Ele disse: “Até a primavera”.

“E ela faz subir outra leva de maçãs e um monte de folhas?”

“Sim, senhor.”

“Hum”, eu disse, “isso é estranho”. Eu disse: “Eu… eu gostaria de lhe perguntar uma coisa”.

Ele disse: “Sim, senhor”.

153 Eu disse: “Que Inteligência diz àquela árvore – àquela vida na árvore – que o inverno está chegando e que, se ela não sair destes galhos e descer para cá, ficando coberta por estas raízes, ela morrerá? E aquela vida obedece a essa Inteligência, desce para a raiz da árvore, permanece lá embaixo até que o inverno passe e, então, faz brotar uma folha novamente”. Eu disse: “Que Inteligência faz isso, senhor?”

E ele disse: “Ah, é da natureza”.

Eu disse: “O que é a natureza?”

154 Ele disse: “Bem, ela simplesmente faz isso”. Ele entendeu o meu ponto de vista, veja bem, e estava tentando fugir disso. E ele disse: “Bem, você…”, ele disse, “você vê…”

155 Eu disse: “Bem, quer saber? Vamos pegar um balde de água e colocá-lo aqui em cima daquele poste de carvalho; agora, no meio de agosto, será que a água vai escorrer até a base do poste, ficar lá até a primavera e depois voltar para encher o balde novamente? Ela faria isso?”

Ele disse: “Não, não”.

156 E eu disse: “Bem, diga-me que Inteligência é essa. Tem de ser uma Inteligência, pois a árvore não possui Inteligência. Tem de haver uma Inteligência para fazer aquela vida ir da árvore – aqui em cima, nos galhos – para baixo, até as raízes, e uma Inteligência para dizer a ela que é hora de subir novamente”.

Ele disse: “Eu simplesmente não tinha pensado nisso”.

157 E eu disse: “Agora, pense nisso por um bom tempo; e quando você descobrir que Inteligência é essa que disse… que diz àquela seiva na árvore, àquela vida, para descer às raízes e se esconder, senão morrerá, então eu lhe direi a Inteligência que me disse quem era aquela mulher e o que fazer para salvar a vida dela.”

Ele disse: “Você não é o pregador!”

Eu disse: “Sou, sim.”

158 Ali: “Mostra-me. Tu me mostrarás a vereda da Vida”, ainda que seja algo tão simples. E ali, de joelhos, com o chapéu na mão, eu o conduzi a Cristo. “Mostra-me a Tua vereda da Vida” – a um fazendeiro ignorante, que provavelmente não sabia escrever o próprio nome, mas Deus tem uma maneira de tomar uma vereda de Vida e conduzi-lo a Isso.

159 E, irmãos, nós estamos pendurados na Árvore da Vida, e um dia esta velha folha vai cair; mas um dia virá uma ressurreição, um grande Milênio está diante de nós, uma grande ressurreição. Nós voltaremos um dia, porque temos a Vida Eterna; nós entendemos isso através da Palavra. Se tivéssemos tempo – vocês sabem como é -, poderíamos abordar isso de muitas maneiras. Às vezes, é preciso usar métodos diferentes para alcançar uma pessoa.

160 No ano passado, eu fui lá; pensei: “Vou caçar novamente na propriedade daquele velho”. Cheguei ao local de carro e vi mato crescido por toda parte; vi uma senhora idosa sentada na varanda, descascando maçãs daquela mesma árvore. Aproximei-me e disse: “Como vai a senhora?”

Ela respondeu: “Como vai o senhor?”

E eu disse… eu tinha visto grandes placas de aviso por toda parte antes de entrar ali. E eu disse: “Será que seria possível eu caçar esquilos?”

161 Ela disse: “Senhor, quando meu marido era vivo, ele era muito peculiar; ele sinalizou a propriedade com avisos de proibição de caça.” E disse: “Tenho uns rapazes de… que moram lá no Kentucky, em Louisville, Kentucky”, disse ela, “e eles vêm aqui para caçar.”

Eu disse: “Eu sabia disso, ele me contou. Poderia vê-lo?”

Ela disse: “Ele já partiu.”

Eu disse: “Não me diga.”

“É verdade.”

Eu disse: “Bem, ele me disse, quando era vivo, que eu poderia caçar.”

Ela disse: “Quem é o senhor?”

Eu disse: “Sou o Irmão Branham.”

162 Ela deixou cair a panela, segurou minha mão e disse: “Irmão Branham, ele está na Glória agora.” Ela disse: “Ele viveu uma vida cristã firme desde aquele momento.”

163 Eu disse: “E a senhora está descascando maçãs daquela mesma árvore.” Eu disse: “As maçãs voltaram a nascer, não foi?” Eu disse: “Assim também ele voltará um dia, na grande ressurreição.”

164 E, irmão, irmã, não podemos nos dar ao luxo de deixar que as pessoas que amamos, e por quem Cristo morreu, se afastem desta Vida, morrendo sem a Vida Eterna. Vamos fazer tudo o que pudermos para levá-las àquele lugar onde possam ressurgir na ressurreição. “Tu me mostrarás a vereda da Vida.”

165 Vocês, irmãos, são capazes de fazer isso com suas congregações, porque muitos de vocês são ministros e teólogos instruídos. Eu… eu não tenho essa capacidade. Mas o meu pequeno… não tenho capacidade, exceto um pequeno dom que me foi dado, como o de engrenar numa certa sintonia, onde percebo o que as pessoas estão pensando, o que estão fazendo e o que deve ser feito; essa é uma pequena vertente do meu ministério. É apenas um dos pequenos caminhos que Deus me permite usar para… para trazer Seus filhos para aquele Lado.

E estou unindo o meu ao seu, agora. E vamos mostrar às pessoas a vereda da Vida, para que elas possam encontrar o caminho do Senhor.

166 E o… Ele disse aqui: “Pois há alegria na Presença de Deus”. Há alegria enquanto percorremos este caminho, olhando de um lado para o outro – a ressurreição das árvores, as folhas, tudo – tudo fala de Deus. Portanto, sejamos como criaturas de Deus, falando de Deus em tudo o que fazemos ou… ou dizemos; que isso resplandeça para a glória d’Ele. Deus os abençoe. Vamos curvar nossas cabeças por um momento agora.

167 Senhor Jesus, o Grande Pastor do rebanho, estou tão feliz, Senhor, por teres me mostrado a vereda da Vida. E estou tão feliz por caminhar nesta grande e antiga estrada; sou tão grato por unir meus braços aos destes irmãos hoje, enquanto estamos à beira da estrada, clamando com nossas vozes – e com todos os talentos que Tu nos deste – àquela massa de humanidade moribunda lá fora, por quem Tu morreste. Senhor, ajuda-nos.

168 Que cada uma de nossas vidas seja uma árvore, ou algo que traga tal convicção ao pecador e ao descrente, que as pessoas possam ver o caminho do Senhor e entrar nas alegrias do Senhor. Concede-o, Pai. Abençoa-nos em nossos esforços conjuntos, por mais humildes que sejam.

169 Agradecemos-Te por este tempo maravilhoso de comunhão, por este grande café da manhã. E, Pai, sentimos que… nossas almas e nossos corpos foram alimentados pela bondade de Deus.

170 Esteja conosco agora, enquanto prosseguimos para outras reuniões, e esteja conosco esta noite; e que algo seja feito que leve os pecadores a virem rapidamente ao altar para serem salvos. Que os enfermos sejam curados e que aqueles que não têm o Espírito Santo sejam batizados no Corpo de Cristo. Concede-o, Senhor.

171 Nós nos entregamos a Ti. Tomamos nossas orações, nossa fé, e as unimos, depositando-as sobre o Teu altar, e as enviamos a Ti, Senhor. Em nome de Jesus Cristo, recebe-nos. Amém.

172 Deus os abençoe, meus irmãos. E suponho que agora um dos irmãos virá para encerrar a reunião da igreja – ou melhor, da congregação – formalmente, como deve ser.

173 E enquanto decidem quem virá, quero dizer que agradeço a excelente presença de vocês e peço desculpas por tê-los mantido aqui até a hora do almoço; já são quase cinco minutos depois das onze, pelo meu relógio aqui. E eu poderia ficar sentado conversando com vocês sobre grandes coisas que vi acontecerem – coisas que o Senhor tem realizado nos campos missionários – coisas realmente grandiosas. Nunca tenham medo. Apenas lembrem-se: Deus prometeu, e Deus tem de cumprir a Sua promessa; Ele simplesmente tem de cumprir a Sua promessa.

Que Deus os abençoe agora. Irmão Borders.

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