Grandes Avivamentos na África Com o Grupo Branham
Por A. J. Schoeman
Presidente do Comitê Nacional Para as Campanhas Branham na África do Sul

Depois de meses de oração e de organização, o dia da chegada do grupo Branham finalmente raiou. Um grande número de pastores e amigos esperava no aeroporto para ver aterrissar o avião Pan-Americano, que traria o grupo de avivamento (que incluía o irmão Branham, seu filho Billy Paul, W.J. Ern Baxter e F.F. Bosworth), que tinha sido anunciado para iniciar as grandes reuniões em Johanesburgo no dia seguinte, 4 de outubro.
10 Mil Pessoas Aguardam Branham
O avião no sábado estava atrasado, e tivemos que apressar o irmão Branham e seu filho, Billy Paul, através dos escritórios da alfândega e da imigração, a fim de levá-los para a reunião logo após às nove horas. Dez mil pessoas estavam à espera. Houve muita alegria quando o irmão Branham foi trazido para a reunião. Ele estava muito cansado e só conseguiu falar por um tempo curto e orar em massa pelas pessoas. Muitos testemunharam à cura recebida.
60 Igrejas Cooperam
As reuniões de Johanesburgo prosseguiram até a quinta-feira seguinte, e todos concordaram de que esta foi a maior campanha de avivamento jamais vista nesta área. Cerca de 60 igrejas pentecostais entusiasticamente colaboraram nestas reuniões. A reverência e a atenção das pessoas eram fora de série com grandes multidões de pé e sentadas durante horas. A cada noite o irmão Baxter trazia a mensagem do evangelho e cerca de 2.000 cartões de conversão foram assinados. Muitos milagres notórios foram testemunhados.
Alguns dos jornais estavam muito entusiasmados e publicaram relatórios detalhados e fotos dos cultos. Muitos de outras denominações compareceram e ficaram favoravelmente impressionados. Estas reuniões tiveram uma grande vitória a favor pelo testemunho pentecostal.
O irmão Branham se tornou querido de todos, com seu espírito humilde e sua bondade, com um espírito como o de Cristo, e a sua grande fé em Deus. Ele deixou definitivamente claro que somente Deus é capaz de curar. Os dois sinais que Deus deu para o irmão Branham, os quais operam a um alto grau de perfeição, certamente foram o motivo da admiração e espanto tanto do crente como do incrédulo. Quando o irmão Branham discernia as doenças e os incidentes descritos e as circunstâncias nas vidas daqueles com quem ele estava tratando, multidões ficavam profundamente comovidas, e Deus glorificado por Sua presença manifesta.
Ministros Incentivam Boicote
O diabo também estava ocupado, e inspirou a alguns dos ministros de igrejas estabelecidas, na companhia de muitos incrédulos, para denunciar e criticar. As reuniões foram realizadas para alertar as pessoas a boicotarem os cultos de avivamento. Como no dia de nosso Senhor, alguns foram tão longe que sugeriram que os milagres estavam sendo feitos em nome de Belzebu. Tudo isso nós consideramos um bom sinal, sabendo que quando o diabo está perturbado, o reavivamento está a caminho.
Cético Visitado Por Ser Sobrenatural
Um dos nossos jornais locais publicou um relato de uma ocorrência muito notável durante as reuniões. Um ancião de uma das igrejas holandeses reformadas, que havia sido muito cético sobre o ministério do irmão Branham, atribuindo-o a um poder demoníaco, pessoalmente entrevistou um representante do jornal e contou-lhe a extraordinária história. Ele sustenta que o Espírito Santo deu-lhe evidências tangíveis de que o irmão Branham é um homem enviado de Deus. Este ancião havia estado conversando com um certo Sr. Steyn, que disse-lhe que a menos que ele recebesse um sinal sobrenatural ele não iria crer que o irmão Branham era de Deus.
Depois que eles haviam se separado, o Sr. Steyn disse que ele foi para o jardim depois de ter falado com alguém no telefone, e em pé debaixo de um pessegueiro, sentiu uma mão no seu ombro. Ele se virou e viu uma nuvem. A nuvem se partiu, e ele viu um velho sentado em uma cadeira entre as duas partes da nuvem, exatamente como ele havia se assentado, mas pouco tempo antes, quando eles haviam conversado sobre o ministério do irmão Branham.
Steyn correu para a casa do ancião para dizer o que havia acontecido. Ele não estava a par de quaisquer marcas incomuns no ombro de sua camisa. No entanto, a esposa do ancião notou- as imediatamente e chamou a atenção para elas. Todos os presentes, incluindo os filhos, experimentaram uma sensação estranha. Havia claras e visíveis marcas de dedos na camisa de Steyn. Uma foto da camisa foi incluída no jornal. A camisa foi trazida para a reunião e mostrada para o público e depois entregue ao grupo de avivamento.
Os jornais estimaram uma multidão de 12 a 15 mil presentes nas últimas noites da reunião de Joanesburgo. Alguns dos milagres que foram manifestados durante as reuniões causaram grande celeuma nas comunidades e cidades em que os libertos moram.
Uma jovem dama foi trazida em uma maca, sua coluna estava quebrada em três lugares. A atenção do irmão Branham foi atraída para ela, e depois de ter percebido o que estava errado com ela, ele disse que ela estava curada e que ela poderia se levantar e andar. Na noite seguinte, com a cinta removida, ela veio à plataforma para testemunhar sobre a sua maravilhosa cura.
Outra jovem, que tinha uma ferida nas costas, chorava e chorava, enquanto ela estava sendo trazida para a reunião, por causa da dor intensa. O irmão Branham também ministrou a ela, dizendo a ela que se levantasse. Houve muita alegria quando ela se levantou e colocou as mãos no ar e louvou a Deus por sua cura. Sua mãe desmaiou e caiu sobre a cama tão logo foi desocupada pela sua filha, e a menina se ajoelhou para tranquilizar a sua mãe.
O grupo de avivamento se dedicava ao povo sul-africano, e todos estavam aguardando com grande expectativa pela última campanha aqui em Joanesburgo.
Os patrocinadores da campanha de Joanesburgo foram: A Missão da Fé Apostólica de S. A., as Assembleias de Deus, Santidade Pentecostal, e a Igreja do Evangelho Pleno de Deus. A Igreja Apostólica Unida e irmãos cristãos compareceram às reuniões e cooperaram em todos os sentidos.
3 Mil Responderam a Chamada do Evangelho
A segunda campanha foi realizada em um dos centros de mineração de ouro, cerca de 100 quilômetros de Joanesburgo. Não havia um grande salão o suficiente para acomodar as multidões, de modo que o Estádio foi cedido para as reuniões. Apenas uma parte da multidão possuía abrigo, sendo que o restante sentou-se ao ar livre. O culto da primeira noite foi cancelado por causa da chuva. No entanto, os dois cultos restantes pareceram compensar a noite perdida.
Na noite seguinte, depois que o irmão Baxter entregou uma simples mensagem do Evangelho, estima-se que cerca de 3.000 pessoas responderam à chamada. Muitas curas notáveis aconteceram, e como o povo se alegrava enquanto viam o poder de Deus manifestado em curas sobrenaturais.
Um menino com os olhos cruzados chegou à plataforma para a oração. Ele foi imediatamente curado. Um médico, que tinha dado o seu coração para o Senhor na reunião, examinou o menino e declarou estarem os seus olhos completamente curados.
De Klerksdorp, o grupo foi para Kimberley, o lar das maiores minas de diamantes do mundo. As reuniões foram programadas pela Câmara Municipal. Este espaço revelou-se inadequado para o atendimento da primeira noite, quando centenas ficaram do lado de fora, incapazes de obter a entrada. Na verdade, havia mais gente fora do que dentro. No dia seguinte, os organizadores se aproximaram das autoridades locais com uma visão para garantir o Estádio grande, onde o culto foi assistido por aproximadamente 5.000 pessoas. Novamente o Senhor abençoou os Seus servos. Centenas ficavam para a salvação a cada noite enquanto o irmão Baxter fazia a chamada de altar. O irmão Branham foi grandemente usado por Deus, e muitos testemunharam à cura.
A Manifestação dos Dons Impressiona a Audiência
Nunca esquecerei a noite do culto de sábado quando o irmão Branham disse à audiência que ele não iria chamar as pessoas que haviam recebido cartões para formar a fila da cura, mas que os porteiros poderiam subir à tribuna e trazer vinte das pessoas doentes para a plataforma. Depois do seu ministério de discernir as doenças e as necessidades espirituais das pessoas, ele se virou para o público e houve um grande regozijo quando ele chamou a vários da audiência, declarando a sua cura, no Nome do Senhor. Muitos choravam enquanto testemunhavam da glória de Deus, e muitos foram embora dizendo que haviam estado de fato na presença do Todo- Poderoso.
O culto de domingo à noite atingiu um clímax quando o irmão Branham ministrou para a audiência. Houve muito clamor e aplausos, quando um após o outro recebia a cura. A fé, neste culto, chegou a um nível bastante elevado. Só a eternidade vai dizer o que foi feito nas almas e nos corpos de homens e mulheres naquela noite. O irmão Branham disse que raramente ele havia visto tal nuvem de glória descer sobre o povo, e tal fé forte dos doentes.
Fonte: Revista “A Voz da Cura” Volume 4, Nº. 46, Janeiro de 1952.
Em uma pequena nota publicada um ano depois dessa matéria, o irmão Branham fala sobre o seu desejo de um dia retornar à África para uma outra campanha de fé-cura:
Saudações de William Branham
Muitas pessoas estão perguntando quais são os meus planos para o tempo presente. Enquanto eu envio esta palavra de saudação, o irmão Gordon Lindsay está aqui comigo. Tivemos várias horas de maravilhosa comunhão juntos. Agora estou enviando esta mensagem para os leitores de A Voz da Cura.
Em primeiro lugar, quero dizer que estou pedindo a Deus que pela Sua graça eu possa permanecer humilde na Sua presença e diante do povo. Pois eu acho que a maior necessidade do dia é para que nós servos de Deus permaneçamos humildes e obedientes à Sua vontade.
Recentemente tenho sido poderosamente movido por Deus para se aproximar Dele. Sinto que tenho de uma certa forma deixado de andar tão suavemente diante Dele quanto eu deveria. Pela graça de Deus eu estou pedindo a Ele para manter-me no centro de Sua vontade.
Como muitos de vocês sabem, tenho me sentido pressionado no Espírito a algum tempo para retornar à África. Meus planos são de ir, logo que o meu itinerário seja concluído. Tenho a intenção a visitar de a Índia, Palestina, Alemanha, e, talvez, o Japão, quanto a viagens. Estou confiando na graça de Deus para conduzir muitas almas a Cristo. Eu solicito as orações de todos os leitores da Voz da Cura para que esta viagem missionária seja um sucesso para a glória de Deus.
Você irá ler a história de nossa viagem de vez em quando, quando ela for publicada na Voz da Cura.
Quero que os leitores da Voz da Cura saibam o quanto eu aprecio o irmão Lindsay, e que eu sou sinceramente a favor do grande trabalho que A Voz da Cura está fazendo.
Fonte: Revista “A Voz da Cura” Volume 6, Nº. 6, setembro de 1953.
Tradução: Diógenes Dornelles
Fotos da reunião Branham ocorrida no hangar do aeroporto de Capetown, África do Sul, 1951.


