AS SETE ERAS DA IGREJA – A ERA DA IGREJA DE PÉRGAMO
07 de dezembro de 1960
Jeffersonville – Indiana – E.U.A.
Tradução – GO


1 E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios:
Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Mas umas poucas de coisas tenho contra ti: porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.
Assim téns também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço.
Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.
Apocalipse 2:12-17.

PÉRGAMO
Pérgamo (antigo nome) ficava situada em Mísia, em um distrito banhado por três rios, por um dos quais ela se comunicava com o mar. Ela era descrita como a mais ilustre das cidades da Ásia. Era uma cidade de cultura com uma biblioteca sobrepujada somente pela de Alexandria. Porém ela era uma cidade de grande pecado, entregue a ritos licenciosos de adoração a Esculápius, a quem eles adoravam na forma de uma serpente viva a qual habitava e se alimentava no templo. Nesta bela cidade de bosques irrigados, passeios e parques públicos vivia um pequeno grupo de crentes dedicados que não foram iludidos pela beleza exterior, e que abominavam a adoração Satânica que enchia a praça.

A ERA
2 A Era de Pérgamo se estendeu por cerca de trezentos anos de 312 a 606 A.D.

O MENSAGEIRO
3 Usando nossa regra dada por Deus para escolher o mensageiro para cada dispensação, isto é, escolhemos um cujo ministério se aproxima mais de perto àquele do primeiro mensageiro, Paulo, nós sem nenhuma hesitação declaramos ser, para Pérgamo, Martin. Martin nasceu em 315 na Hungria. Porém, sua vida de trabalho transcorreu na França onde serviu como bispo em Tours e pelas suas redondezas. Ele morreu em 399. Este grande santo era tio de outro maravilhoso cristão. São Patrício da Irlanda.
4 Martin converteu-se a Cristo quando seguia carreira como soldado profissional. Foi quando ele estava engajado nesta ocupação que ocorreu um milagre maravilhoso. Conta-se que um mendigo caiu moribundo à margem da estrada da cidade para onde Martin tinha sido designado. O frio do inverno era mais do que ele podia resistir porque ele estava muito mal agasalhado. Ninguém prestava nenhuma atenção às suas necessidades até que Martin passou por ali. Vendo o estado deste pobre homem, não tendo porém uma túnica extra, ele tomando a sua capa, cortou-a em duas com sua espada, e enrolou uma parte no homem enregelado. Ele o socorreu da melhor maneira que pôde e seguiu seu caminho. Naquela noite o Senhor Jesus apareceu-lhe em uma visão. Ei-Lo, como um mendigo, envolto na metade da capa de Martin. Ele falou com ele dizendo-lhe, “Martin, embora ele seja simplesmente um catecúmeno ele Me cobriu com esta capa”. Daquele tempo em diante Martin procurou servir o Senhor com todo seu coração. Sua vida tornou-se uma série de milagres manifestando o poder de Deus.
5 Depois de haver deixado o exército e tendo se tornado um líder na igreja, ele assumiu uma posição militante contra a idolatria. Ele derrubou os bosques, quebrou as imagens e demoliu os altares. Quando enfrentado pelos pagãos por suas obras ele os desafiava quase da mesma maneira que Elias fazia com os profetas de Baal. Ele se ofereceu para ser amarrado em uma árvore no lado de baixo desta, de modo que quando ela fosse cortada ela o esmagaria a menos que Deus interviesse e rodasse a árvore enquanto ela estivesse caindo. Os astutos ímpios amarraram-no em uma árvore que estava crescendo ao lado de uma montanha, seguros de que a atração natural da gravidade faria com que a árvore caísse de modo a esmagá-lo. No instante em que a árvore começou cair, Deus tombou-a no sentido de morro acima, contrário a todas as leis. Os ímpios procurando fugir foram esmagados pela árvore que caiu sobre vários deles.
6 Os historiadores admitem que pelo menos em três ocasiões ele ressuscitou os mortos pela fé no Nome de Jesus. Certa vez ele orou por um menino morto. Como Elias, ele estendeu-se sobre o menininho e orou. Este voltou a viver e a ter saúde. Em outra ocasião ele foi chamado para ajudar a libertar um irmão que estava sendo levado para a morte em um tempo de tremenda perseguição. Na hora em que ele chegou o pobre homem já estava morto. Eles o tinham enforcado em uma árvore. Seu corpo estava sem vida e seus olhos estavam projetados para fora da órbita. Porém Martin o desceu da árvore, e quando orava, o homem foi restaurado à vida e à sua família regozijante.
7 Martin nunca temeu o inimigo, não importa quem fosse ele. Por isso ele enfrentou pessoalmente um imperador ímpio que era responsável pela morte de muitos santos cheios do Espírito. O imperador não lhe concedeu audiência, então Martin foi procurar um amigo do imperador, um certo Damasus, um bispo cruel de Roma. Porém o Bispo, sendo um crente nominal da falsa vinha não intercedeu. Martin voltou ao palácio, mas nesta oportunidade os portões estavam fechados a chave e eles não lhe permitiram entrar. Ele prostrou-se com o rosto em terra perante o Senhor e orou que lhe fosse dado capacidade de entrar no Palácio. Ele ouviu uma voz convidando-o a levantar-se. Quando ele o fez, ele viu os portões abrindo-se. Ele entrou no pátio. Porém o arrogante governador não se virava para lhe ouvir e falar com ele. Martin orou novamente. Repentinamente veio um fogo espontâneo do trono e o infeliz imperador o deixou vago imediatamente. Verdadeiramente o Senhor humilha o orgulhoso e exalta o humilde.
8 Tal era o seu ardor em servir o Senhor que o diabo levantou-se furiosamente. Os inimigos da verdade contrataram assassinos para tirarem a vida de Martin. Eles se aproximaram furtivamente de sua casa e quando estavam prestes a matá-lo, ele ficou em pé e expôs sua garganta para que a ferissem com a espada. Quando eles avançaram para ele, o poder de Deus repentinamente atirou-os para trás através da sala. Tão dominados ficaram naquela santa e terrível atmosfera que eles engatinharam sobre suas mãos e joelhos e começaram a pedir-lhe perdão por terem atentado contra sua vida.
9 Com demasiada frequência, quando os homens são usados pelo Senhor de uma maneira especial, eles se tornam inchados de orgulho. Porém tal não se deu com Martin. Ele continuou sempre um humilde servo de Deus. Certa noite quando estava preparando-se para subir ao púlpito, um mendigo chegou em seu escritório e pediu alguma roupa. Martin encaminhou o mendigo ao seu diácono chefe. O orgulhoso diácono o ordenou que saísse. Logo após ele voltou a se avistar com Martin. Martin levantou-se e deu ao mendigo sua fina toga, e pediu ao diácono para trazer-lhe outra túnica que era de qualidade inferior. Naquela noite quando Martin pregava a Palavra, o rebanho de Deus viu uma luz branca resplandecendo em torno dele.
10 Verdadeiramente este foi um grande homem, um verdadeiro mensageiro para aquela era. Nunca desejoso de qualquer outra coisa senão agradar a Deus e viver uma vida cheia de consagração. Ele não podia nunca ser induzido a pregar sem antes ter orado e chegado a uma tal disposição espiritual de modo a entregar o inteiro conselho de Deus pelo Espírito Santo enviado do céu. Várias vezes ele fazia o povo esperar enquanto ele orava pedindo a plena certeza.
11 O simples fato de conhecer sobre Martin e seu poderoso ministério poderia levar a pessoa a pensar que a perseguição dos santos tinha diminuído. Mas não diminuiu. Eles continuaram ainda a serem destruídos pelo diabo através da instrumentalidade dos ímpios. Eles eram queimados em fogueiras. Eram pregados com as cabeças para baixo em troncos de árvores e soltavam cães selvagens sobre eles, de modo que os cães rasgavam suas carnes e entranhas, deixando as vítimas morrerem em terrível tortura. As crianças eram arrancadas do ventre das mães grávidas e lançadas aos porcos. Os seios das mulheres eram cortados, e elas eram obrigadas a ficarem de pé, eretas, enquanto cada pulsação do coração fazia esguichar o sangue até que sucumbiam. E a tragédia era ainda maior, quando ao pensar nisto nos damos conta que isto não era somente o trabalho de um ímpio, mas muitas vezes foi levada a efeito pelos chamados cristãos que sentiam estarem fazendo um favor para Deus em exterminar estes leais soldados da cruz que permaneciam obedientes à Palavra e ao Espírito Santo.
Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. S.João 16:2.
Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Mateus 24:9.
12 Pelos sinais e maravilhas, pelo poder do Espírito, Martin foi verdadeiramente vindicado como o mensageiro para aquela era. Mas ele não somente recebeu o dom de um grande ministério, mas foi também sempre fiel à Palavra de Deus. Ele combateu a organização. Ele opôs-se ao pecado em lugares elevados. Ele combateu pela verdade com a palavra e com as obras e viveu uma vida de vitórias cristãs.
13 Dele, escreveu um biógrafo: “Ninguém jamais o viu irado, ou perturbado, ou aflito, ou rindo. Ele era sempre o mesmo, e parecia algo além de mortal, trazendo em seu semblante uma espécie de alegria celestial. Nunca encontrava outra coisa em seus lábios senão Cristo, nunca outra coisa em seu coração senão piedade, paz e compaixão. Frequentemente ele chorava pelos pecados até mesmo dos que o maltratavam, os quais quando ele se encontrava calado e ausente atacavam-no com lábios perversos e línguas venenosas. Muitos o odiavam pelas virtudes que eles próprios não possuíam e não podiam imitar; e aí, seus mais cruéis atacantes eram os bispos”.

A SAUDAÇÃO
Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios. Apocalipse 2:12.
14 A mensagem para a terceira era da igreja está quase surgindo. O terceiro ato deste drama de “Cristo no meio de Sua igreja” está prestes a ser revelado. Com trombetas semelhantes a vozes, o Espírito apresenta Aquele Incomparável, “Aquele que tem a espada aguda de dois fios!” Quão diferente é esta apresentação do tempo quando Pilatos apresenta o Cordeiro de Deus, trajando vestes de zombaria, ferido e coroado de espinhos, dizendo, “Eis o vosso rei”. Agora, em trajes reais, Coroado de glória eis o Senhor ressurreto, “Cristo, o poder de Deus”.
15 Nestas palavras, “Aquele que tem a espada aguda de dois fios” anuncia outra revelação da Divindade. Na era de Éfeso, recordem, Ele foi proclamado como o Deus imutável. Na Era de Smirna vimo-Lo como o Único Deus verdadeiro e além Dele não existe outro. Agora nesta Era de Pérgamo, há mais uma revelação de Sua Divindade, estabelecida pela Sua associação com a espada aguda de dois gumes, a qual é a Palavra de Deus.
“Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hebreus 4:12
“Tomai também a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”. Efésios 6:17
“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.
E de Sua boca saía uma aguda espada”. Apocalipse 19:13-15
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. João 1:1-3.
“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo, e estes três são um”. I João 5:7
16 Agora podemos ver Sua associação com a Palavra, Ele é a Palavra. É isto o que Ele é. A Palavra em Seu Nome.
17 Em João 1:1 onde diz “No princípio era o Verbo”, a raiz de onde tomamos nossa tradução para “Palavra” é “Logos” que significa “o pensamento ou conceito”. Ela tem o duplo significado de “pensamento” e “fala”. Ora, um “pensamento” expresso é uma “palavra”, ou “palavras”. Isto não é maravilhoso e belo? João diz que o conceito de Deus foi expresso em Jesus. E Paulo diz a mesma coisa em Hebreus 1:1-3.
Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, (Logos)
A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;
18 Deus tornou-se expresso na pessoa de Jesus Cristo. Jesus era a expressa imagem de Deus. Novamente em João 1:14
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós…
19 A própria substância de Deus se fez carne e habitou entre nós. O grande Espírito Deus do Qual nenhum homem pode se aproximar, ao Qual nenhum homem jamais vira ou pudera contemplar, agora estava morando em carne e habitava entre os homens, expressando a plenitude de Deus aos homens.
Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer. João 1:18
20 Deus, que em certas ocasiões manifestou Sua presença pela coluna de nuvem ou de fogo que causava terror aos corações dos homens; este Deus, cujas características do coração foram tornadas conhecidas somente pela revelação de palavras através dos profetas, agora torna-Se Emanuel (Deus conosco) declarando-se a Si mesmo. A palavra “declarar”, é tirada da raiz grega que frequentemente interpretamos como exegesis, que significa explicar completamente e tornar claro. Isto é o que a Palavra Viva, Jesus, fez. Ele trouxe Deus a nós, pois Ele era Deus. Ele revelou Deus para nós com uma clareza tão perfeita que João pôde dizer Dele em I João 1: 1-3:
O que era desde o princípio, o que ouvimos, (Logos significa “fala”) o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida.
(Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna , que estava com o Pai, e nos foi manifestada);
O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.
21 Quando Deus foi verdadeiramente revelado, Ele foi manifesto em carne. “Aquele que vê a mim, vê o Pai”.
22 Agora volta em Hebreus 1:1-3, notamos que Jesus era a expressa imagem de Deus. Ele era Deus expressando-Se a Si mesmo em forma de homem ao homem. Há porém mais alguma coisa a se notar nestes versos, especialmente os versos um e dois. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Quero que você note aqui na margem de sua Bíblia que você verá uma correção. A palavra, “pelos” não é a tradução certa. Deveria ser “em”. Não, “pelos”. Lê-se então corretamente, “Havendo Deus antigamente falado aos pais, nos profetas através da Palavra”. I Samuel 3:21, “Porque o Senhor se manifestou a Samuel em Siló pela palavra do Senhor”. Isto esclarece I João 5:7 perfeitamente. “O Espírito e a Palavra são um”. Jesus revelou o Pai. A Palavra revelou o Pai. Jesus era a Palavra Viva. Graças a Deus, hoje Ele ainda é esta Palavra viva.
23 Quando Jesus estava sobre a terra Ele disse:
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. João 14:10
24 Eis aqui mais evidentemente estabelecido que a perfeita manifestação de Deus no Filho era pelo Espírito habitando Nele manifestando-Se em Palavra e obras. Isso é exatamente o que nós temos ensinado o tempo todo. Quando a noiva voltar a ser uma noiva Palavra, ela produzirá as mesmas obras que Jesus produziu. A Palavra é Deus. O Espírito é Deus. Eles todos são um. Um não pode agir em separado do outro. Se alguém verdadeiramente tem o Espírito de Deus, ele terá a Palavra de Deus. Assim também foi com os profetas. Eles tinham o Espírito de Deus habitando neles e a Palavra vinha a eles. Era desta maneira que acontecia com Jesus. Nele estava o Espírito sem medida e a Palavra vinha a ele. (Jesus começou a ensinar. Minha doutrina não é minha própria, mas do Pai que me enviou. Atos 1:1; João 7:16).
25 Lembre-se agora, João Batista era tanto profeta quanto mensageiro para o seu dia. Ele estava cheio com o Espírito Santo desde o ventre de sua mãe. Quando ele estava batizando no Jordão a Palavra de Deus (Jesus) veio a ele. A Palavra sempre vem aos verdadeiramente cheios do Espírito Santo. Esta é a evidência de se estar cheio do Espírito Santo. Isto é o que Jesus disse que seria a evidência. Ele disse:
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade que o mundo não pode receber”.
26 Agora, sabemos o que é a Verdade. “A tua Palavra é a verdade”. João 17:17. Novamente em João 8:43:
Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.
27 Você notou que Jesus disse que o mundo não podia receber o Espírito Santo? Bem, neste verso que acabamos de ler, nem também podem receber a Palavra. Por que? Porque o Espírito e a Palavra são um, e se você tem o Espírito Santo como os profetas, a Palavra virá a você. Você a receberá. Em João 14:26:
“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenha dito”.
Aqui novamente encontramos a Palavra vindo por causa do Espírito de Deus. De novo em João 16:13:
“Mas quando vier aquele Espírito de Verdade (A Palavra), ele vos guiará a toda a Verdade (Tua Palavra é a Verdade) porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido (A Palavra de Deus) e vos anunciará o que há de vir” (O Espírito trazendo a Palavra da Profecia).
28 Quero que note muito cuidadosamente que Jesus não disse que a evidência de ser batizado com o Espírito Santo era falar em línguas, interpretação, profetizar, ou gritar e dançar. Ele disse que a evidência seria que você estaria na Verdade; você estaria na Palavra de Deus para a sua era. A evidência tem a ver com o receber esta Palavra.
“Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. I Cor.14:37
29 Agora veja isto. A prova de se ter o Espírito habitando era reconhecer e seguir o que o profeta de Deus dava para a sua era enquanto põe em ordem a igreja. Aos que reclamavam outra revelação, Paulo tinha a dizer (Verso 36) “Porventura saiu dentre vós a Palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?” A evidência do cristão cheio do Espírito não é produzir a verdade (a Palavra), mas receber a verdade (a Palavra) e crer e obedecê-la.
30 Você já notou em Apocalipse 22:17 “E o Espírito e a noiva dizem, Vem – e quem ouve, diz: Vem”. Veja, a Noiva fala a mesma Palavra do Espírito, Ela é uma noiva Palavra provando que tem o Espírito. Em cada era da igreja ouvimos estas palavras: “Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. O Espírito dá a Palavra. Se você tem o Espírito, você ouvirá a Palavra para sua era, assim como aqueles verdadeiros cristãos receberam a Palavra para sua era.
31 Você captou este último pensamento? Eu repito, cada era da igreja termina com a mesma admoestação. “Aquele que tem ouvidos, ouça (individualmente) o que o Espírito diz às igrejas”. O Espírito dá a Palavra. Ele tem a verdade para cada era. Cada era tem tido seus próprios eleitos, e este grupo de eleitos sempre “ouve a palavra”, e a recebe, provando que têm a Semente neles. João 8:47.
Quem é de Deus escuta as palavras de Deus: por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.
32 Eles recusam a Palavra (Jesus) e Suas Palavras para seus dias, mas a verdadeira semente recebe a Palavra porque é de Deus. “E todos os teus filhos serão ensinados por Deus”. (Espírito Santo). Isaias 54:13. Jesus disse a mesma coisa em João 6:45. Sendo um com a Palavra prova se você é de Deus e cheio do Espírito. Não há outro critério.
33 Mas o que são línguas e interpretações e os outros dons? Eles são manifestações. Isto é o que ensina a Palavra. Leia em I Coríntios 12:7: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil”. Depois Paulo cita aquelas manifestações.
34 Agora surge esta pergunta muito boa que eu sei que todos estão ansiosos por formular. Por que a manifestação não é uma evidência de se estar batizado com o Espírito Santo, porque você certamente não poderia manifestar o Espírito Santo a menos que você estivesse cheio do Espírito? Pois bem, eu gostaria de poder dizer que isto é certo, porque eu não gosto de ferir as pessoas nem pisotear em suas doutrinas; mas eu não seria um fiel servo de Deus se eu não lhes dissesse o inteiro conselho de Deus. Isto é certo, não é? Permitam-nos simplesmente um pequeno retrospecto sobre Balaão. Ele era religioso, ele adorava a Deus. Ele compreendia o próprio método de sacrificar e aproximar-se de Deus, mas ele não era um profeta de Verdadeira Semente porque ele recebeu o salário da injustiça, e pior de tudo, ele conduziu o povo de Deus aos pecados de fornicação e idolatria. No entanto, quem ousaria negar que o Espírito de Deus manifestou-Se através dele em uma das mais belas e exatas profecias que o mundo já tem visto? Mas ele nunca teve o Espírito Santo. Pois bem, o que é que vocês acham de Caifás, o sumo sacerdote? A Bíblia diz que ele profetizou a espécie de morte que o Senhor deveria ter. Todos nós sabemos que não há nenhum registro de ser ele cheio do Espírito e guiado pelo Espírito como o querido Simeão ou aquela doce santa chamada Ana. Porém ele teve uma genuína manifestação do Espírito Santo. Não podemos negar isto. Então onde se encontra a manifestação como uma evidência? Aí não se encontra. Se você é verdadeiramente cheio com o Espírito de Deus você terá a evidência da Palavra em sua vida.
35 Permitam-me mostrar-lhes quão profundamente eu sinto e compreendo esta verdade por uma revelação que Deus me deu. Mas antes de dizê-lo, eu quero dizer o seguinte. Muitos crêem que eu seja um profeta. Eu não digo que o seja. Vocês o dizem. Mas tanto vocês quanto eu sabemos que as visões que Deus me dá nunca falham. Nem sequer uma vez. Se qualquer um de vocês puder provar que uma visão já falhou estou pronto a tomar conhecimento disto. Agora vocês que me seguiram até este ponto, eis aqui minha história.
36 Muitos anos atrás quando primeiramente me encontrei com o povo pentecostal, eu estava em reuniões em um acampamento onde havia muita manifestação de línguas, interpretação, e profecia. Dois pregadores em particular estavam empenhados nesta espécie de falar mais do que qualquer dos outros irmãos. Eu me deleitei completamente em todos os trabalhos e estava verdadeiramente interessado nas várias manifestações, porque elas tinham uma espécie de realidades para eles. O meu ardente desejo era aprender tudo que pudesse sobre estes dons, assim eu me decidi falar com os dois homens sobre eles. Através do dom de Deus residente em mim, procurei conhecer o espírito no primeiro homem, se era verdadeiramente de Deus ou não. Depois de uma breve conversação com aquele agradável e humilde irmão, conheci que ele era um cristão genuíno e firme. Ele era autêntico. O outro jovem não era de todo semelhante ao primeiro. Ele era jactancioso e cheio de orgulho e enquanto falava com ele uma visão atravessou diante de meus olhos e vi que ele era casado com uma mulher loira mas estava vivendo com uma morena e tinha dois filhos com ela. Se já existiu algum dia um hipócrita, era este.
37 Agora deixe-me dizer-lhe, eu estava chocado. Como poderia não estar? Ali estavam dois homens, um dos quais era um crente verdadeiro e o outro era um ator cheio de pecado. No entanto ambos estavam manifestando dons do Espírito. Eu estava atribulado por esta confusão. Eu deixei a reunião para buscar de Deus uma resposta. Eu fui sozinho a um lugar secreto e ali com a minha Bíblia eu orei e esperei em Deus pela resposta. Não sabendo exatamente qual a porção da Escritura que devia ler, abri casualmente a Bíblia em algum lugar em Mateus. Li por algum tempo e depois deixei a Bíblia. Em um momento um vento soprou dentro do quarto e virou as páginas da Bíblia abrindo-a em Hebreus, capítulo seis. Eu o li completamente e fiquei particularmente impressionado por aqueles versos estranhos, Hebreus 6:4-9:
Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo,
E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,
E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificaram o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.
Porque a terra que embebe a chuva que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus;
Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.
Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.
38 Eu fechei a Bíblia, larguei-a e meditei por um pouco de tempo e orei. Eu ainda não tinha nenhuma resposta. Eu novamente abri a Bíblia sem lugar certo. Repentinamente o vento soprou dentro do quarto novamente, e uma vez mais as páginas viraram e a Bíblia ficou aberta em Hebreus seis e permaneceu aí quando o vento parou de soprar. Eu li aquelas palavras novamente, e quando o fiz, o Espírito de Deus entrou no quarto e eu tive uma visão. Eu vi na visão um homem vestido em um branco puríssimo que saía para um campo recentemente lavrado e semeava. Era um dia claro, e a semeadura era feita pela manhã. Porém mais tarde, à noite depois que o semeador de branco tinha ido embora, um homem de preto veio e furtivamente semeou mais alguma semente entre a que o homem de branco tinha semeado. Passaram-se os dias – O sol e a chuva abençoaram a terra; e certo dia apareceu o trigo. Como era bom. Mas um dia depois apareceu o joio.
39 O trigo e o joio cresceram juntos. Participaram do mesmo alimento do mesmo solo. Aproveitaram o mesmo sol e as mesmas chuvas.
40 Depois de certo dia os céus se tornaram como bronze e as plantas começaram a morrer. Eu ouvi o trigo levantar seus pendões e clamar a Deus por chuva. O joio também levantou sua voz e suplicou chuva. Depois os céus se escureceram e veio a chuva e novamente o trigo, agora em toda a sua força elevava sua voz e clamava em adoração, “Louvado seja Deus”. E para minha admiração eu ouvia o joio reavivado olhar também para o alto e dizer “Aleluia!”
41 Então conheci a verdade do acampamento e da visão. A parábola do Semeador e a Semente, o sexto capítulo de Hebreus, e a evidente manifestação dos dons espirituais em uma audiência mista. Tudo se tornou maravilhosamente claro. O semeador de branco era o Senhor. O semeador de preto era o diabo. O mundo era o campo. As sementes eram as pessoas, eleitas e reprovadas. Ambos participaram do mesmo alimento, água e sol. Ambos oravam. Ambos recebiam ajuda de Deus, porque Ele faz Seu sol e chuva cair tanto sobre os bons como sobre os maus. Embora ambos tivessem a mesma maravilhosa bênção e ambos as mesmas maravilhosas manifestações, havia ainda aquela grande diferença, eles eram de diferentes sementes.
42 Aqui também estava a resposta para Mateus 7:21-23: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor ! Entrará no reino dos céus: mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E em Teu nome não expulsamos demônios? E em Teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Jesus não nega que tenham feito as obras poderosas que somente o Espírito Santo pode realizar através dos homens. Mas Ele negou conhecê-los em qualquer tempo. Estes não eram apóstatas. Estes eram ímpios, irregenerados, reprovados. Estes eram a semente de Satanás.
43 E eis aí. Você não pode reclamar que a manifestação seja evidência de ser nascido de novo, cheio do Espírito. Não senhor. Eu admitirei que a verdadeira manifestação é a evidência do Espírito Santo fazendo poderosos atos, mas não a evidência de se estar cheio do Espírito Santo, mesmo que este indivíduo tenha abundância destas manifestações.
44 A evidência de receber o Espírito Santo hoje é exatamente a mesma como nos dias do Senhor Jesus. É receber a Palavra da Verdade para o dia no qual vocês vivem. Jesus nunca acentuou a importância das obras como fizera com a Palavra. Ele sabia que se o povo recebesse a Palavra as obras seguiriam. Isto é bíblico.
45 Ora, Jesus sabia que ia haver um terrível abandono da Palavra na Era de Pérgamo que estava a duzentos anos da visão de Patmos. Ele sabia que este desvio os conduziria a Idade das Trevas. Ele sabia que a maneira como o homem originalmente se afastou de Deus foi abandonando a Palavra. Se você abandonar esta Palavra, você tem abandonado a Deus. Assim Ele se apresenta a Si mesmo à igreja de Pérgamo, e na verdade a todas as igrejas de todas as eras, “Eu sou a Palavra. Se vocês desejam a Deidade em vosso meio, então dêem as boas vindas e recebam a Palavra. Não permitam jamais a qualquer pessoa ou coisas intrometer-se entre vocês e a Palavra. Isto que estou dando a vocês (a Palavra) é a revelação de Mim mesmo. Eu sou a Palavra. Lembrem-se disto!”
46 Gostaria de saber se estamos suficientemente impressionados com a Palavra em nosso meio. Deixem-me dar-lhes um pensamento aqui. Como é que oramos? Oramos em Nome de Jesus, não oramos? Cada oração é em Seu Nome ou não haverá nenhuma resposta. Porém em I João 5:14 nos é dito: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos”. Agora perguntamos, “Qual é a vontade de Deus?” Há somente um meio de conhecer Sua vontade e este é pela Palavra de Deus. Lamentações 3:37, “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não manda?” Eis aí. Se não se encontra na Palavra você não pode tê-lo. Assim não podemos pedir a menos que esteja na Palavra, e não podemos fazer petição a menos que seja em Seu Nome. Eis aí novamente. Jesus (o nome) é a Palavra (vontade). Você não pode separar Deus de Sua Palavra. Eles são um.
47 Pois bem, esta Palavra que Ele deixou impressa é uma parte Dele mesmo quando você a aceita pela fé em uma vida cheia do Espírito. Ele disse que Sua Palavra era vida. João 6:63. Mas é isto exatamente o que Ele é: João 14:6, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Romanos 8:9. “Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Eis aí, Ele é Espírito e é Vida. É isto exatamente o que a Palavra é; É isto exatamente o que Jesus é. Ele é a Palavra. Assim quando um homem nascido do Espírito, cheio do Espírito em fé toma esta Palavra em seu coração e a coloca em seus lábios, isto é o mesmo como a Deidade falando. Cada montanha tem de se arredar. Satanás não pode resistir perante este homem.
48 Se a igreja, lá na terceira era tivesse tão somente preservado a revelação da Palavra viva em seu meio, o poder de Deus não teria desaparecido como aconteceu naquelas Idades das Trevas. E hoje mesmo, quando a igreja volta à Palavra em fé, podemos dizer sem nenhuma dúvida que a glória de Deus e os maravilhosos atos de Deus estarão em seu meio novamente.

49 Certa noite enquanto buscava o Senhor, o Espírito disse-me para apanhar minha caneta e escrever. Quando peguei a caneta para escrever, Seu Espírito me deu uma mensagem para a igreja. Quero anunciá-la para vocês. Ela tem a ver com a Palavra e a noiva.
50 “Eis aqui o que estou tentando dizer-lhe. A lei da reprodução é a que cada espécie produza segunda a sua própria espécie, conforme Gênesis 1:11, “E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi” Qualquer vida que tivesse na semente passaria para a planta depois para o fruto. A mesma lei aplica-se à igreja hoje. Qualquer semente proveniente da igreja produzirá e será igual à semente original porque é a mesma semente. Nestes últimos dias a verdadeira Igreja Noiva (a semente de Cristo) chegará à pedra angular, e ela será a super igreja, uma super raça, assim que Dele se aproxima. Aqueles que compõem a noiva serão tão parecidos com Ele que estarão mesmo em Sua própria imagem. Isto é para que estejam unidos com Ele. Eles serão um. Eles serão a própria manifestação da Palavra do Deus vivo. As Denominações não podem produzir isto (semente errada). Elas produzirão seus credos e seus dogmas, misturados com A Palavra. Esta mistura de raças produz um híbrido.
51 O primeiro filho (Adão) era a semente – Palavra falada de Deus. A ele foi dada uma noiva para reproduzir-se a si mesmo. Foi para isso que a noiva foi dada a ele, para reproduzir-se a si mesmo; para produzir outro filho de Deus. Mas ela caiu. Ela caiu pela hibridização. Ela causou-lhe a morte.
52 O segundo Filho (Jesus), também uma Semente-Palavra falada de Deus foi-lhe dado uma Noiva como a Adão. Mas antes Dele poder desposá-la, ela também caiu. Ela, a exemplo da esposa de Adão, foi posta à prova para ver se ela creria na Palavra de Deus e viveria, ou se duvidaria da Palavra e morreria. Ela duvidou. Ela abandonou a Palavra. Ela morreu.
53 De um pequeno grupo da verdadeira semente da Palavra, Deus presenteará a Cristo com uma noiva amada. Ela é uma virgem de Sua Palavra. Ela é uma virgem porque ela não conhece nenhum credo ou dogma feito pelos homens. Pelos membros da noiva e através deles será cumprido tudo que está prometido por Deus para ser manifesto na virgem.
54 A Palavra de promessa veio à virgem Maria. Mas esta Palavra de Promessa era Ele, Ele Próprio, para ser manifesto. Deus foi manifestado. Ele, Ele Próprio, agiu naquele tempo e cumpriu Sua própria Palavra de promessa na virgem. Foi um anjo que tinha levado a ela a mensagem. Mas a Mensagem do anjo era a Palavra de Deus. Isaias 9:6. Ele cumpriu naquele tempo tudo que estava escrito Dele porque ela aceitou Sua Palavra para ela.
55 Os membros da virgem noiva O amarão, e eles terão Sua força, porque Ele é sua cabeça, e todo poder pertence a Ele. Eles são sujeitos a Ele como os membros de nossos corpos são sujeitos às nossas cabeças.
56 Note a harmonia do Pai e do Filho. Jesus nunca fez nada antes que Lhe fosse mostrado pelo Pai. João 5:19. Esta harmonia é para existir agora entre o Noivo e Sua Noiva. Ele lhe mostra Sua Palavra de Vida. Ela a recebe. Ela nunca duvida dela. Por conseguinte, nada pode causar-lhe dano, nem mesmo a morte. Porque se a semente for plantada, a água a ressuscitará novamente. Eis aqui o segredo disto. A Palavra está na Noiva (como estava em Maria). A Noiva tem a mente de Cristo porque ela conhece o que Ele quer fazer com a Palavra. Ela executa a ordem da Palavra em Seu nome porque ela tem o “assim diz o Senhor”. Depois a Palavra é vivificada pelo Espírito e se cumpre. Como uma semente que é plantada e regada, ela chega à plena ceifa, servindo seu propósito.
57 Os que estão na Noiva fazem somente Sua vontade. Ninguém pode fazê-los proceder de outro modo. Eles têm o “Assim Diz o Senhor” ou se conservam em silêncio. Eles sabem que tem de ser Deus neles fazendo as obras, cumprindo Sua própria Palavra. Ele não completou toda a Sua obra durante o Seu ministério terreno, assim agora Ele opera na Noiva e através dela. Ela sabe que não era tempo para Ele realizar certas coisas que deve fazer agora. Mas Ele cumprirá agora através da noiva a obra que ele deixou para este tempo específico.
58 Agora, permaneçamos como Josué e Calebe. Nossa terra prometida está começando a ser avistada como a deles. Ora Josué significa “Jeová-Salvador”, e ele representa o líder do último tempo que virá para a igreja como Paulo veio como líder original. Calebe representa os que permaneceram fiéis com Josué. Lembre-se, Deus tinha começado com Israel como uma virgem com Sua Palavra. Mas eles queriam algo diferente. Assim também fez a igreja do último dia. Note como Deus não moveu Israel, ou deixou-o entrar na terra prometida até que chegasse Seu tempo apropriado. Ora o povo podia ter pressionado Josué, o líder, e dito: “A terra é nossa, vamos e tomemo-la. Josué, você está liquidado, você deve ter perdido sua comissão, você não tem o poder que você costumava ter. Você costumava ouvir de Deus e conhecer a vontade de Deus, e agir rapidamente. Algo está errado com você!” Porém Josué era um profeta enviado de Deus e ele conhecia as promessas de Deus, assim ele esperou por elas. Ele esperou por uma decisão clara de Deus e esperou chegar o tempo para se porem em marcha, Deus colocou toda a liderança nas mãos de Josué porque ele tinha permanecido com a Palavra. Deus podia confiar em Josué, porém não os outros. Desta maneira se repetirá neste dia final. O mesmo problema, as mesmas pressões.
59 Tome o exemplo que vemos em Moisés. Este grande profeta de Deus teve um nascimento peculiar, nasceu no tempo certo para a libertação da semente de Abraão da terra do Egito. Ele não ficou no Egito para discutir as Escrituras com eles nem inquietar os sacerdotes. Ele foi para o deserto até que o povo estivesse pronto para recebê-lo. Deus chamou Moisés para o deserto. A espera não foi por causa de Moisés mas do povo que não estava pronto para recebê-lo. Moisés pensava que o povo entenderia mas não entendeu.
60 Então eis Elias a quem veio a Palavra de Deus. Quando passou pregando a verdade e aquele grupo lá no passado que foi o precursor do grupo da Jezabel americana não recebeu a Palavra. Deus o chamou para o campo e lançou uma praga sobre aquela geração por rejeitar o profeta e a mensagem que Deus tinha dado. Deus o chamou para o deserto e ele não apareceu nem mesmo para o rei. E aqueles que tentaram persuadi-lo a fazê-lo, morreram. Mas Deus falou com o fiel servo através de visão. Saindo do esconderijo ele foi e entregou de novo a Palavra a Israel.
61 Então veio João Batista, o fiel precursor de Cristo, o poderoso profeta para seu dia. Ele não foi à escola de seu pai, nem à escola dos Fariseus – ele não foi a nenhuma denominação, mas foi para o deserto chamado por Deus. Ali ele ficou até que o Senhor o enviou com a mensagem, clamando: “O Messias está à mão”.
62 Agora tomemos aqui uma advertência Escriturística. Não foi nos dias de Moisés a quem Deus tinha vindicado que se levantou Coré e resistiu aquele poderoso profeta? Ele disputou com Moisés e reclamou que tinha tanto de Deus para guiar o povo e que outros participavam da revelação divina tão bem quanto Moisés. Ele negou a autoridade de Moisés. Pois bem, o povo naqueles dias quando ouviu a verdadeira Palavra e ficou bem familiarizado com o fato que um verdadeiro profeta era vindicado por Deus, aquele povo foi conquistado por Coré e sua contradição. Coré não era um profeta escriturístico, mas o povo em grande número com seus líderes seguiram-no. Como é semelhante aos evangelistas hoje com seus bezerros de ouro iguais ao de Coré.
Eles parecem bons ao povo como Coré parecia bom para eles. Eles têm sangue em suas testas, óleo em suas mãos e bolas de fogo na plataforma. Eles permitem às mulheres pregarem, deixam as mulheres cortarem o cabelo, usarem calças de homens e shorts, substituem a Palavra de Deus por credos e dogmas. Isto mostra qual a espécie de semente que há neles. Mas nem todas as pessoas se foram de Moisés e deixaram a Palavra de Deus. Não. Os eleitos permaneceram com ele. O mesmo está acontecendo hoje novamente. Muitos estão deixando a Palavra, mas alguns estão permanecendo com ela. Mas recordem da parábola do joio e do trigo. O joio tem que ser ajuntado para ser queimado. Estas igrejas apóstatas estão se ajuntando e ajuntando, prontas para o fogo do julgamento de Deus. Mas o trigo vai ser ajuntado para o Mestre.
63 Agora eu quero que você seja muito cuidadoso aqui e veja isto. Deus prometeu que nos últimos tempos Malaquias 4 vai ser cumprido. Tem de ser porque é o Espírito vivo da Palavra de Deus falando pelo profeta Malaquias. Jesus refere-Se a isto. É logo antes de Cristo vir a segunda vez. A época em que Jesus vem toda a Escritura deve ser cumprida. A dispensação gentílica estará na última era da igreja quando este mensageiro de Malaquias vem. Ele estará certo com a Palavra. Ele tomará toda a Bíblia desde Gênesis a Apocalipse. Ele começará na semente da serpente e continuará até ao mensageiro da última chuva. Mas ele será rejeitado pelas denominações.
64 Ele tem de ser pois esta é a repetição da própria história dos tempos de Acabe. A história de Israel sob Acabe está acontecendo aqui mesmo na América onde o profeta de Malaquias aparece. Como Israel deixou o Egito para adorar em liberdade, expulsou os nativos, edificou uma nação com grandes líderes como Davi, etc, e depois colocou um Acabe no trono com uma Jezabel atrás dele para dirigi-lo, assim temos nós feito o mesmo na América. Nossos antepassados deixaram esta terra para adorarem e viverem em liberdade. Eles rechaçaram os nativos e tomaram a terra. Poderosos homens como Whashington e Lincoln foram levantados, mas após algum tempo outros homens de pobre calibre sucederam esses homens dignos tão rápido que um Acabe se assentou na cadeira presidencial com uma Jezabel atrás dele para direcioná-lo. É em um tempo como este que deve vir o mensageiro de Malaquias. Depois na última chuva virá ao acerto de conta no Monte Carmelo. Observe isto cuidadosamente agora para ver na Palavra. João foi o precursor de Malaquias 3. Ele plantou a chuva de então e foi rejeitado pelas organizações de seus dias. Jesus veio e teve um acerto de contas no Monte da Transfiguração. O segundo precursor de Cristo semeará para a última chuva. Jesus será a peleja entre as denominações e credos, para Ele voltar para levar de volta Sua Palavra e tomar Sua noiva no rapto. O primeiro acerto de contas foi no Monte Carmelo; o segundo foi no Monte da Transfiguração; e o terceiro será no Monte de Sião.
65 O estranho comportamento de Moisés, Elias e João retirando-se do povo para a solidão deixaram muitos confusos. Eles não perceberam que foi por causa de suas mensagens que tinham de ser rejeitadas. Mas a semente foi semeada, o plantio tinha se passado. O julgamento vinha a seguir. Eles tinham servido seu propósito como um sinal para o povo, assim o julgamento estava próximo.
66 Eu creio de acordo com Apocalipse 13:16 que a noiva terá de parar de pregar porque a besta está exigindo a marca na mão ou na testa para garantir a pregação. As denominações receberão a marca, ou serão forçadas a cessar a pregação. Então virá o Cordeiro para Sua noiva e julgará a grande prostituta.
67 Ora, lembre-se que Moisés nasceu para um determinado trabalho, mas ele não pôde realizar aquela obra enquanto não recebeu dons que o capacitariam para realizar a obra. Ele teve de sair ao deserto e esperar lá; Deus tinha um tempo determinado. Deveria haver determinado Faraó no trono, e o povo tinha de estar clamando pelo pão da vida, antes de Deus poder enviá-lo de volta. Isto é uma verdade para nossos dias.
68 Mas o que temos em nossos dias? Multidões estão operando sinais até que agora vemos uma geração de seguidores de sinais que sabe pouquíssimo ou nada da Palavra, ou de um verdadeiro movimento do Espírito de Deus. Se eles vêem sangue, óleo e fogo estão satisfeitos; não importa o que esteja na Palavra. Eles sustentam qualquer sinal, mesmo os inescriturísticos. Mas Deus nos tem advertido quanto a isto. Ele disse em Mateus 24 que nos últimos dias os dois espíritos estariam tão juntos que somente os verdadeiramente eleitos poderiam separá-los, porque somente eles não seriam enganados.
69 Como é que você pode reconhecer os espíritos? Simplesmente dando-lhes um teste da Palavra. Se eles não falarem esta Palavra, eles são malignos. Como o maligno enganou uma vez as primeiras duas noivas, ele tentará enganar a noiva deste último dia, tentando fazê-la hibridizar através de credos, ou mais claramente desviando-a da Palavra para qualquer sinal que a agrade. Mas Deus nunca colocou sinais adiante da Palavra. Os sinais seguem a Palavra, como quando Elias disse à mulher para cozer um bolo para ele primeiro, segundo a Palavra do Senhor. Quando ela fez como dissera a Palavra, veio o sinal. Venha primeiramente para a Palavra depois e somente depois observe o milagre. A semente da Palavra recebe vigor do Espírito.
70 Como pode qualquer mensageiro enviado de Deus crer somente em uma parte da Palavra e negar alguma parte dela? O verdadeiro profeta de Deus neste último dia proclamará toda a Palavra. As denominações o odiarão. Suas palavras podem ser tão rudes quanto as de João Batista que os chamou de víboras. Mas os predestinados ouvirão e estarão prontos para o rapto. A Semente Real de Abraão, com uma fé igual a de Abraão sustentará a Palavra com ele, porque eles são predestinados juntos.
71 O mensageiro do último dia aparecerá no tempo apontado por Deus. Agora é o tempo final como todos sabemos, porque Israel está em sua terra. Qualquer tempo agora será de acordo com Malaquias. Quando o virmos, ele será dedicado à Palavra. Ele será indicado (Apontado na Palavra. Apocalipse 10:7), e Deus vindicará seu ministério. Ele pregará a verdade como Elias e estará pronto para a peleja do Monte Sião.
72 Muitos não o compreenderão porque têm sido ensinados nas Escrituras em uma certa maneira que consideram verdade. Quando ele vem contra estas coisas, eles não crerão. Até mesmo alguns ministros verdadeiros não compreenderão o mensageiro porque assim tem sido chamado a verdade de Deus por impostores.
73 Porém virá este profeta, e como o precursor para a primeira vinda clamava, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, assim também ele sem dúvida nenhuma clamará, “Eis o Cordeiro de Deus vindo em glória”. Ele fará isto, porque assim como João foi o mensageiro da verdade para os eleitos, assim este é o último mensageiro para os eleitos e a noiva nascida da Palavra”.

CRISTO ELOGIA A IGREJA
Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Apocalipse 2:13.
74 “Eu sei as tuas obras”. Estas são palavras idênticas pronunciadas a cada um dos sete mensageiros referentes ao povo de Deus em cada era. Quando estão falando às duas vinhas (a verdadeira e a falsa) eles trazem alegria e felicidade aos corações de um grupo, mas devem causar terror aos corações dos outros. Porque embora sejamos salvos pela graça, independente das obras, a verdadeira salvação produz obras, ou trabalho que agrade a Deus. I João 3:7, “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo”. Se este verso significa alguma coisa no fim das contas, esta é que, aquilo que um homem faz ele é. Tiago 3:11, “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” Romanos 6:2, “Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” Mateus 12:33-35. “Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”. Ora, se um homem é nascido da Palavra (sendo nascido de novo, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. I Pedro 1:23) ele produzirá a Palavra. O fruto ou obras de sua vida serão um produto de espécie de semente ou vida que está nele. Suas obras por conseguinte serão Escriturísticas. Oh, que terrível acusação esta verdade será contra a Era de Pérgamo. Lá se encontra Aquele Incomparável, e em Sua mão a aguda espada de dois fios, a Palavra de Deus. E esta Palavra está julgando-nos neste último dia. De fato a Palavra está nos julgando agora, porque ela é a discernidora dos pensamentos e intentos do coração. Ela separa o carnal do espiritual. Ela faz de nós epístolas vivas, lidas e conhecidas de todos os homens para a glória de Deus.
75 “Eu sei as tuas obras”. Se um homem teme que não possa agradar a Deus, então deixe-o cumprir a Palavra. Se um homem quer saber se ouvirá as palavras, “Bem está, servo bom e fiel”, cumpra a Palavra de Deus em sua vida, e seguramente ouvirá estas palavras de louvor. A Palavra de verdade foi o critério ontem; ela é ainda o critério hoje. Não existe outro padrão; não há outra linha de prumo. Assim como o mundo vai ser julgado por Cristo Jesus, assim também ele vai ser julgado pela Palavra. Se um homem quer saber como está se apresentando, faça como sugere Tiago: “Olhe no espelho da Palavra de Deus.”
76 “Eu sei as tuas obras”. Enquanto Ele estava ali com a palavra, examinando suas vidas à luz do plano que ele estabeleceu para eles, Ele deve ter sido agradado sobremaneira, porque eles, como os outros que tinham vivido antes, estavam resistindo a perseguição dos injustos e apegando-se ao Senhor. Embora fosse difícil servir ao Senhor, ainda assim eles O serviram e O adoravam em Espírito e em verdade. Mas com a falsa vinha tal não se deu. Eles repudiaram a vida que é edificada sobre a Palavra e estavam agora mais e mais afastados da verdade. Suas ações davam testemunho das profundezas em que tinham mergulhado.

TU RETÉNS O MEU NOME
77 “A quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna!” Eles pois a retiveram; Eles estão hoje retendo-a, mas não com um temor fatalista como homens de vidas infrutíferas. Eles estavam retendo em Sua força, na segurança do Espírito de que eram um Nele. Eles tinham o conhecimento seguro de que seus pecados tinham sido perdoados e eles ostentavam o nome de cristãos em testemunho disto. Eles conheciam e amavam este Nome que está acima de todos os nomes. Seus joelhos curvaram-se a este Nome. Suas línguas O tinham confessado. Tudo que faziam, eles faziam em Nome do Senhor Jesus. Eles tinham tomado este Nome e se apartado do mal, e tendo sua posição firme estavam agora preparados para morrer por este nome, estando seguros de uma melhor ressurreição.
Toma o Nome de Jesus contigo
Filho de tristeza e dor.
Ele te dará conforto.
Tome-O então onde quer que fores.
Precioso Nome, Oh quão doce,
Esperança na terra e alegria no céu
78 Já no segundo século as palavras “Pai, Filho e Espírito Santo” eram soletradas por muitos como “Trindade” e a idéia politeísta de três deuses tinha se tornado uma doutrina na falsa igreja. Não passaria muito tempo até que o Nome fosse deixado de lado, como realmente o foi nesta era, e em seu lugar os títulos do único grande Deus seria substituído pelo nome, Senhor Jesus Cristo. Enquanto muitos se apostatavam e abraçavam a trindade e batizavam usando os títulos da Divindade, o Pequeno rebanho ainda batizava no Nome de Jesus Cristo e assim se retivera na verdade.
79 Com tantos desonrando a Deus, tornando-O três deuses, e mudando Seu gracioso Nome em títulos, a gente gostaria de saber se os sinais e maravilhas que acompanham um tão grande Nome ainda se dariam entre o povo. Verdadeiramente estes sinais foram poderosamente e maravilhosamente manifestados, posto que certamente não na falsa vinha. Homens como Martin foram grandemente usados e Deus manifestou-Se a favor dele tanto com sinais como com maravilhas e dons do Espírito Santo. Este Nome era ainda eficaz como tem sido sempre e sempre será onde os santos O honram através da Palavra e fé.

NÃO NEGASTE A MINHA FÉ
80 Em Atos 3:16 quando Pedro foi inquirido sobre como tinha se dado aquele poderoso milagre da cura do homem coxo na Porta Formosa, ele o explicou do seguinte modo, “E pela fé no Seu nome (Jesus) fez o seu nome (Jesus) fortalecer a este (que antes era coxo) que vedes e conheceis; e a fé que é por ele (dele) (Jesus) deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.” Veja aí. O Nome de Jesus, e a Fé de Jesus produziu aquele milagre. Pedro não reinvindicou que fosse sua própria fé humana nem tão pouco que fosse seu próprio nome. Ele disse que o Nome de Jesus usado na fé que é de Jesus realizou aquela grande obra.
É sobre esta fé que o Senhor estava falando em Apocalipse 2:13. Era Sua fé. Não era a fé Nele. Mas era a sua própria fé que ele tinha dado aos crentes. Romanos 12:3 “Conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um (segundo o verso 1 os homens são irmãos)”. Efésios 2:8, “Porque pela graça sois salvos por meio da fé; e isto (a fé) não vem de vós; é dom de Deus”. E está dito também em Tiago 2:1, “Meus irmãos (note que ele, também, está falando aos irmãos) não tenhais a fé de nosso (não em) Senhor Jesus Cristo em acepção de Pessoas”.
81 Nesta Era de Pérgamo onde os homens estavam humanizando a salvação, tendo se desviado da verdade que a “Salvação é do Senhor”, tendo posto de lado a doutrina da eleição e escancarado a porta da igreja e sua fraternidade a qualquer que subscreviam seus dogmas (Nunca entendendo a Palavra), nesta era de rápida degradação, havia ainda os poucos que tinham a medida desta fé de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não somente usavam esta fé em atos de poder mas resistiam aos que ousavam dizer que eles eram salvos simplesmente na base de se filiar à igreja. Eles sabiam que nenhum homem podia verdadeiramente crer para a vida eterna e a justiça de Deus separadamente da medida da fé do Senhor Jesus. Assim como a igreja de hoje está cheia de crentes mentalmente que endossam nascimento virginal, o derramamento do sangue, indo à igreja e recebendo a comunhão, e não são nascidos de novo, assim também naquela terceira era havia também o mesmo problema. A fé humana não era suficiente naquela época e não é suficiente hoje. É necessário a própria fé do Filho de Deus derramar-se no coração do homem de modo que ele possa receber o Senhor da glória no templo não feito por mãos.
82 Esta era uma fé viva. “Eu vivo pela fé do Filho de Deus”. Paulo não disse que ele vivia pela fé no Filho de Deus. Era a fé do Filho de Deus que lhe tinha dado vida e lhe conservava vivendo em vitória cristã.
83 Não. Eles não tinham negado esta salvação que era sobrenatural desde o princípio até ao fim. Eles guardaram viva a verdade de Seu Nome e Sua Fé e eles foram abençoados pelo Senhor e contados como dignos dele.

ANTIPAS, MEU FIEL MÁRTIR
84 Não existe qualquer outro registro na Palavra ou em qualquer outra história profana sobre este irmão. Mas certamente não é necessário. É mais do que suficiente que ele foi preconhecido e conhecido do Senhor. É mais do que suficiente ver sua fidelidade ao Senhor registrada na Palavra viva. Ele era um cristão. Ele tinha o Nome de Jesus. Ele tinha a fé de Nosso Senhor Jesus Cristo e se encontrava entre os que viveram por ela. Ele tinha respondido às palavras de Tiago: “Não tenhais a fé de Nosso Senhor Jesus Cristo em acepção de pessoas”. Cheio do Espírito Santo e de fé como foi Estêvão, ele não respeitou ninguém, ele não temeu ninguém; e quando a morte foi pronunciada sobre todos que tinham tomado este Nome e andavam pela fé de Jesus Cristo, ele tomou sua posição com os que não voltariam atrás. Sim, ele morreu, mas como Abel, ele conseguiu um testemunho de Deus (seu nome está escrito na Palavra) e embora morto, sua voz ainda fala nas páginas do Registro Divino. Outro fiel mártir foi levado ao seu descanso. Mas Satanás não triunfou então, assim como ele não triunfou quando matou o Príncipe da Paz, porque como Satanás foi despojado na cruz, assim também agora o sangue de Antipas clamará a centenas que tomarão suas cruzes e O seguirão.

ONDE SATANÁS HABITA
85 A razão disto fazer parte do elogio do Espírito é porque estes bravos soldados da cruz estavam vencendo a Satanás exatamente ali no centro da localização do seu trono. Eles estavam vencendo a batalha através do Nome e fé de Jesus exatamente no acampamento dos líderes das trevas. Que tremenda aprovação. Como os poderosos homens de Davi que invadiram o acampamento do inimigo para levar a Davi a água para matar a sede, igualmente estes gigantes da fé invadiram o reino da fortaleza terrena de Satanás, e pregando e exortando levaram a água da salvação aos que viviam sob a sombra da morte.
86 Pois bem, como estas palavras concernentes ao trono e império de Satanás são uma parte do louvor de Deus para Seus eleitos, elas verdadeiramente estabelecem o cenário para a denúncia do mal que tinha ganhado supremacia na igreja.
87 Pérgamo: Trono e lugar de habitação de Satanás. Para muitos, estas frases têm sido meramente descritivas ao invés de verdadeiramente históricas. Mas elas são verdadeiramente reais e a história confirma-as. Pérgamo foi verdadeiramente o trono e lugar de habitação de Satanás. Aconteceu do seguinte modo:
88 Pérgamo não era originalmente o lugar onde Satanás (quanto aos negócios humanos) habitava. A Babilônia tinha sido sempre literalmente e figurativamente seu quartel-general. Foi na cidade de Babilônia que a adoração a Satanás teve origem. Gênesis 10:8-10, “E Cusí gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra. E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. E o princípio de seu reino foi Babel, e Ereque, e Acade, e Calné na terra de Sinar”. Gênesis 11:1-9: “E era toda a terra duma mesma língua, e duma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar, e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal. E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; E disse: Eis que o povo é um e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra, e cessaram de edificar a cidade. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra”.
89 Babel é o nome original de Babilônia. Significa confusão. Ela foi literalmente começada por Cusí, filho de Cão, mas chegou a um reino de poder e grandeza sob seu filho, Ninrode, o poderoso caçador. Ninrode, segundo Gênesis 11 e também segundo a história profana, propôs realizar três coisas. Ele queria edificar uma forte nação, o que fez. Ele queria propagar sua própria religião, o que fez. Ele queria criar um nome para si mesmo, o que também conseguiu realizar. Suas realizações foram tão monumentais que o reino da Babilônia foi chamado a cabeça de ouro entre os reinos mundanos. Que sua religião ganhou proeminência é provado pelo fato que a Escritura identifica-a completamente com Satanás em Isaias capítulo 14 e em Apocalipse capítulo 17-18. E pela história podemos provar que ela invadiu todo o mundo e é a base para cada sistema de idolatria, e o tema da mitologia, embora os nomes dos deuses difiram em várias regiões da terra segundo a linguagem do povo. Que ele fez um nome para si e para seus seguidores subtende-se, pois até onde se estender esta presente era (até Jesus revelar-Se a Si mesmo a Seus irmãos) ele será adorado e honrado, embora sob diferentes nomes de Ninrode, e em um Templo ligeiramente diferente daquele onde ele foi originalmente adorado.
90 Desde que a Bíblia não trata da história de outras nações em detalhe, será necessário investigar os antigos da história profana para encontrar nossas respostas quanto a como Pérgamo tornou-se o lugar da religião Satânica da Babilônia. As fontes principais de informação serão os registros da cultura Egípcia e Grega. A razão disto é que o Egito recebeu sua ciência e matemática dos Caldeus e por sua vez a Grécia recebeu-as do Egito. Ora desde que os sacerdotes eram encarregados de ensinar estas ciências, e desde que estas ciências eram usadas como uma parte da religião, nós já conhecemos a chave quanto e como a religião Babilônica ganhou sua força nestes dois países. É verdade também que em qualquer tempo em que uma nação era capaz de vencer outra nação, no devido tempo a religião do vencedor tornava-se a religião do vencido. É muito bem conhecido que os gregos tiveram os mesmos símbolos do Zodíaco que os Babilônicos; e foi encontrado nos antigos manuscritos egípcios que os egípcios transmitiram aos gregos os seus conhecimentos do politeísmo. Assim os mistérios da Babilônia espalharam-se de nação a nação até revelar-se em Roma, na China, Índia e até mesmo nas Américas do Norte e do Sul encontramos a mesma adoração básica.
91 Os historiadores antigos concordam com a Bíblia que esta religião Babilônica era mais certamente não a religião original dos povos primitivos da terra. Ela foi a primeira a desviar-se da fé original, mas ela não foi em si mesma a original. Historiadores tais como Wilkinson e Mallet provaram conclusivamente de documentos antigos que houve um certo tempo quando todos os povos da terra criam em um Deus supremo, eterno, invisível, Quem pela Palavra de Sua boca criou todas as coisas, e que em Seu caráter Ele era amoroso e bom e justo. Mas como Satanás sempre corrompe tudo que pode, encontramo-lo corrompendo as mentes e os corações dos homens de modo que eles rejeitaram a verdade. Como sempre ele tem tentado receber adoração como se fora Deus e não servo e criatura de Deus, ele desviou a adoração de Deus com a finalidade de poder dirigir esta adoração para si mesmo e assim ser exaltado. Ele certamente fez realizando seu desejo de espalhar sua religião por todo o mundo. Isto é autenticado por Deus no Livro de Romanos, “Porquanto tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu, e adoraram a criatura e não o criador”. Lembre-se, Satanás era uma criatura de Deus (Filho da Alva). Assim descobrimos que onde uma vez a verdade foi disseminada entre os homens e todos sustentaram esta verdade, eis que mais tarde chegou um dia quando um vasto fruto desviou-se de Deus e espalhou uma forma diabólica de adoração em torno do mundo. A história testemunha que os da tribo de Sem que permaneceram com a verdade ficaram em sólida oposição aos da tribo de Cão que se desviaram da verdade para a mentira do diabo. Não há tempo para empreender uma discussão sobre isso; isso é meramente introduzido para que você possa ver que havia duas religiões e duas somente, e a má tornou-se mundial.
92 Monoteísmo tornou-se em politeísmo na Babilônia. A mentira do Diabo e os mistérios do Diabo levantaram-se contra a verdade de Deus e os mistérios de Deus nesta cidade. Satanás verdadeiramente tornou-se o deus deste mundo, exigiu adoração dos que ele tinha enganado, levando-os a crerem que ele era verdadeiramente o Senhor.
93 A religião politeísta do inimigo começou com a doutrina trinitariana. Foi lá longe no passado que a idéia do “único Deus em três pessoas” começou a existir. Que estranho que nossos modernos teólogos não pararam com isto; mas evidentemente assim como seus predecessores foram enganados por Satanás, eles também o foram e ainda crêem em três pessoas na Divindade. Que se nos mostre ao menos um lugar nas Escrituras onde haja uma tal autoridade para esta doutrina. Não é estranho que enquanto os descendentes de Cão continuaram seu caminho na adoração Satânica que envolvia o conceito básico de três deuses que não haja nenhum traço dos descendentes de Sem crendo em tal coisa ou tendo qualquer adoração cerimonial que envolvesse ainda que um tipo disto? Não é estranho que os Hebreus cressem, “Ouve ó Israel, o Senhor teu Deus é um Deus”, se houvesse três pessoas na Divindade? Abraão, o descendente de Sem, em Gênesis 18 viu somente um Deus com dois anjos.
94 Agora, como foi expressada esta trindade? Foi expressada por meio de um triângulo equilátero, assim como é expressado hoje em dia em Roma. Estranho, os Hebreus não tinham tal conceito. Ora quem está certo? Os Hebreus ou os Babilônicos? Na Ásia a idéia politeísta de três deuses em um veio em uma imagem com três cabeças em um corpo. Ela é expressada com três inteligências. Na India, sentiram em seus corações expressá-la em um deus em três formas: Ora, isto é realmente uma boa teologia modernista. No Japão há um grande Buda com três cabeças como o que acima descrevemos. Mas a mais reveladora de todas é a que anuncia o conceito trinitariano de Deus em uma forma trindade: 1. A cabeça de um homem velho simbolizando Deus o Pai; 2. Um círculo que nos mistérios significava “Semente” que por sua vez significa Filho; 3. As asas e o rabo de um pássaro (pomba). Aí estava a doutrina do Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas na Divindade, uma trindade genuína. Você pode ver a mesma coisa em Roma. Agora permitam-me perguntar novamente, não é estranho que o diabo e seus adoradores tivessem mais verdade revelada do que o pai da fé, (Abraão) e seus descendentes? Não é estranho que os adoradores de Satanás, sabiam mais sobre Deus do que os filhos de Deus? Ora, isto é o que os teólogos modernos tentam dizer-nos quando falam sobre a trindade. Simplesmente lembre-se disto de hoje em diante: estes registros são fatos e este é um fato – Satanás é um mentiroso e pai dos mentirosos, e em qualquer tempo que ele surge com uma luz é ainda mentira. Ele é um assassino. E sua doutrina da trindade tem destruído as multidões e continuará a destruir até Jesus vir.
95 Segundo a história não se passou muito tempo para uma mudança ser feita neste conceito de um Pai e um Filho e o Espírito Santo. Satanás fê-los dar um passo de cada vez para longe da verdade. O conceito da Deidade era agora: 1. O Pai eterno. 2. O Espírito de Deus encarnado em uma mãe humana (O que fez você pensar?) 3. Um Filho Divino, o fruto desta encarnação, (Semente da mulher)
96 Porém Satanás não está contente. Ele não tinha alcançado ainda a adoração para si mesmo, a não ser de uma maneira indireta. Assim ele levou o povo mais longe ainda da verdade. Através de seus mistérios ele revela ao povo que desde que o pai invisível não se interessa pelos negócios dos homens, mas permanece silencioso relativamente a eles, então segue-se que ele pode muito bem ser adorado em silêncio. Verdadeiramente isto significa ignorá-lo tanto quanto possível, se não completamente. Esta doutrina espalhou-se também por todo o mundo, e hoje mesmo na India você pode ver que os templos ao grande criador, ao Deus silente, são positivamente poucos em números.
97 Desde que não era necessário adorar o pai-criador, era natural que a adoração fosse dirigida para a “Mãe e o Filho” como objetos de adoração. No Egito houve a mesma combinação de mãe e filho chamado Isis e Osiris. Na India era Isi e Iswara (Note até a similaridade dos nomes). Na Ásia era Cybele e Deoius. Em Roma e na Grécia isto seguiu docemente. E na China. Imagine a surpresa de alguns Católicos Romanos quando entraram na China e encontraram ali a Madona e a Criança com raios de luz emanando da cabeça do bebê. A imagem podia bem ter sido tomada por uma do Vaticano exceto pelas feições do rosto.
98 Agora estamos capacitados para descobrir a mãe original e a criança. A original mãe-deusa da Babilônia era Semíramis que era chamada Rhea nos países orientais. Em seus braços ela segurava um filho, que embora criança, era descrito como algo alto, forte, elegante e sobremaneira cativante às mulheres. Em Ezequiel 8:14 ele foi chamado Tamuz. Entre os escritores clássicos ele era chamado Baco. Para os Babilônicos era Ninus. O que justifica o fato dele ser representado como um bebê nos braços e ainda descrito como um grande e poderoso homem é que ele é conhecido como o “Esposo-Filho”. Um de seus títulos era “Esposo da Mãe”, e na India onde os dois eram conhecidos como Iswara e Isi, ele (esposo) é representado como o bebê no seio de sua própria esposa.
99 Que este Ninus é o Ninrode da Bíblia podemos afirmar comparando a história com o registro de Gênesis. Pompeu disse, “Ninus, rei da Assíria, mudou os antigos meios de vida moderados pelo desejo de conquista. Ele foi o primeiro que levou a guerra contra seus vizinhos. Ele conquistou todas as nações desde a Assíria até a Líbia quando estes homens não conheciam a arte de guerra. Diodoruz diz, “Ninus foi o mais antigo dos reis da Assíria mencionados na história. Sendo de tendências guerreiras ele treinou muitos jovens rigorosamente na arte da guerra. Ele subjugou a Babilônia quando ainda não havia cidade de Babilônia”. Assim vemos este Ninus começando a tornar-se grande na Babilônia, construindo Babel e dominando a Assíria, tornando-se seu rei, e depois pôs-se a devorar outros territórios onde o povo também era inexperiente na guerra e vivia de uma maneira moderada como disse Pompeius. Pois bem, em Gênesis 10, falando de Ninrode diz, “E o princípio do seu reino foi Babel, e Ereque, e Acade, e Calné, na terra de Sinar. Desta mesma terra saiu Asshur e edificou a Nínive, e Calá, etc”. Porém os tradutores cometeram um erro em traduzir Asshur como um nome porque é um verbo, e em Caldaico significa “tornar forte”. Assim é Ninrode, que tendo sido feito forte (ele edificou seu reino formando o primeiro exército no mundo o qual ele treinou através de exercícios e do rigor da caça) foi para além de Sinar com seu exército e subjugou nações e edificou cidades como Nínive, a qual tomou o seu nome, porque mesmo hoje uma parte principal das ruínas daquela cidade é chamada Ninrode!
100 Desde que descobrimos quem foi Ninus, agora torna-se necessário descobrir quem era seu pai. Segundo a história era Bel, o fundador de Babilônia. (Agora deve ser notado aqui que Bel a fundou no sentido que ele começou este movimento todo, mas foi o filho, Ninus, que a estabeleceu e foi o primeiro rei, etc.). Porém de acordo com a Escritura, o pai de Ninrode era Cusí: “E Cusí gerou Ninrode”. Não somente encontramos isto desta maneira, mas vemos também que Cão gerou Cusí. Ora, na cultura Egípcia Bel era chamado Hermes, e Hermes significa, “O Filho de Cão”. Segundo a história Hermes era o grande profeta da idolatria. Ele era o intérprete dos deuses. Outro nome pelo qual era chamado era Mercúrio. (Leia Atos 14:11-12).
101 Hyginus diz o seguinte sobre este deus que era conhecido diversamente como Bel, Hermes, Mercúrio etc. “Por muitas eras os homens viveram sob o governo de Júpiter (não o Júpiter Romano, mas Jeová dos Hebreus antedata a história romana ) sem cidades e sem leis, e todos falando uma língua. Mas depois que Mercúrio (Bel, Cusí) interpretou a língua dos homens (daí um intérprete ser chamado Hermeneuta) o mesmo indivíduo distribuiu as nações. Então começou a discórdia”. Disto se vê que Bel ou Cusí, o pai de Ninrode, originalmente era líder do grupo que conduziu o povo a desviar-se do verdadeiro Deus e encorajou o povo como “intérprete dos deuses” a tomar outra forma de religião. Ele os encorajou a prosseguirem com a torre que seu filho verdadeiramente construiu. Este encorajamento foi o que trouxe a confusão e a divisão dos homens, de modo que ele foi ambos, “intérprete e confundidor”.
102 Cusí, pois, foi o pai do sistema politeísta e quando os homens foram deificados pelos homens, ele naturalmente, tornou-se o pai dos deuses. Ora, Cusí era chamado Bel. E Bel na mitologia Romana era Janus. Ele é descrito como tendo duas faces e ele levava um cassetete com o qual ele confundia e “espalhava” o povo. Ovídio escreve que Janus disse de si mesmo, “os antigos chamavam-me Cão” Assim descobrimos que o Cusí da Bíblia, o primitivo rebelde contra o monoteísmo era chamado Bel, Belus, Hermes, Janus, etc, entre os povos antigos. Ele pretendia trazer revelações e interpretações dos deuses ao povo. Por fazer assim ele provocou a ira de Deus para espalhar o povo, trazendo divisão e confusão.
103 Agora, até este ponto temos visto onde se originou o politeísmo ou a adoração de muitos deuses. Porém, você notou que encontramos também uma menção sobre um homem chamado Cusí a quem foi dado o título de “o pai dos deuses”? Você notou aqui o velho tema da antiga mitologia, que os deuses identificavam-se a si mesmos com os homens? Aí é onde vem a adoração dos ancestrais. Assim podemos examinar simplesmente a história para encontrar sobre a adoração ancestral. Bem, foi revelado que Cusí introduziu a adoração de um deus trino, pai, filho e espírito. Três deuses que eram todos iguais. Mas ele sabia sobre a semente da mulher vindo, por isso deveria haver uma mulher e sua semente entrou em cena. Isto veio acontecer quando morreu Ninrode. Sua esposa, Semíramis o deificou, e desta maneira fez-se a si mesma a mãe do filho e também a mãe dos deuses. (Exatamente como a Igreja Romana tem deificado Maria. Eles proclamam que ela era sem pecado e era Mãe de Deus). Ela (Semíramis) chamou a Ninrode de “Zeroashta” que significa, “A semente prometida da mulher”.
104 Porém não levou muito tempo e a mulher já estava atraindo mais atenção do que o filho, e logo ela foi representada esmagando sob os pés a serpente. Eles chamaram-na a “rainha dos céus” e fizeram-na divina. Como é semelhante aos dias de hoje onde Maria, a mãe de Jesus, tem sido elevada à imortalidade e agora mesmo quando em setembro de 1964 o Concílio Vaticano está tentando dar uma qualidade a Maria que ela não possui, porque eles gostariam de chamá-la, “Maria a Medianeira”, “Maria a mãe de todos os crentes”. Ou “Maria mãe da Igreja”. Se já houve uma adoração ancestral da Babilônia, em uma religião, esta é a religião da Igreja Romana.
105 Não somente a adoração ancestral originou-se na Babilônia, mas também a adoração da natureza. Foi na Babilônia que os deuses foram identificados com o sol e a lua, etc. O principal objeto na natureza era o sol que tinha a luz e o calor como suas propriedades e aparecia ao homem com uma bola de fogo nos céus. Assim o deus principal seria o sol ao qual chamaram de Baal. Frequentemente o sol era representado como círculo de chamas e logo em torno daquelas chamas aparecia uma serpente. Não demorou muito e a serpente tornou-se um símbolo do sol e consequentemente adorada. Assim o desejo do coração de Satanás estava completamente cheio. Ele estava sendo adorado como Deus. Seu trono foi estabelecido. Seus escravos curvaram-se a ele. Lá em Pérgamo na forma de uma serpente viva ele foi adorado. A árvore do conhecimento do Bem e do Mal, agora simbolizada na forma de uma serpente viva tinha não somente seduzido Eva mas a maioria do gênero humano.
106 Mas como Pérgamo se tornou o trono de Satanás se a Babilônia era seu trono? A resposta novamente se encontra na história. Quando a Babilônia caiu sob os Medos e Persas, o sacerdote-rei, Attaluz fugiu da cidade e foi para Pérgamo com seus sacerdotes e mistérios sagrados. Ali ele estabeleceu seu reino fora do Império Romano, e floresceu sob os cuidados do diabo.
107 Este é apenas um resumo muito breve da história da Religião da Babilônia e seu advento a Pérgamo. Muitas perguntas ficaram sem dúvida sem resposta e muito mais, sem dúvida, podia ter sido dito para esclarecer-nos, mas não há intenção de se fazer um estudo da história, pelo contrário a intenção é uma ajuda para o estudo da Palavra.

A DENÚNCIA
“Mas umas poucas de cousas tenho contra ti: porque tens lá os que seguem a doutrina da Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.
Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço”. Apocalipse 2: 14-15.
108 Nesta Era de Pérgamo o Senhor denuncia duas doutrinas que Ele odeia: 1- A doutrina de Balaão que trouxe idolatria e excessivo pecado a Israel em Baal-Peor, e 2- A doutrina dos Nicolaítas, que era meramente as obras da Era de Éfeso. Combine esta denúncia com o fato que Ele tem enfatizado Pérgamo como o lugar de Satanás e se torna muito fácil e próprio concluir que de algum modo a religião da Babilônia tem se tornado misturada com o cristianismo.
109 Ora, isto não é meramente um assunto, mas é um fato histórico que provaremos voltando à história por volta de 36 A.D. E chegando até ao Concílio Niceno de 325. Quando os cristãos (principalmente Judeus de nascimento) foram espalhos para fora de Jerusalém e foram para todos os lados pregando o Evangelho, particularmente nas Sinagogas. Assim dentro de três anos, ou por volta de 36 A.D. O Evangelho tinha sido levado para Roma por Junius e Andronicus, que segundo Romanos 16:7 eram apóstolos. O trabalho floresceu ali durante vários anos até que constantes alterações entre eles levou o Imperador Cláudio a expulsá-los de Roma. Com os Judeus banidos da cidade a espinha dorsal daquela pequena igreja foi praticamente quebrada. Talvez até mesmo os pastores tinham sido Judeus e por isso tinham ido embora. O rebanho estaria só e desde que a Palavra não tinha sido ainda escrita como um guia seria muito fácil para este pequeno rebanho desviar-se ou ser inundado pelos filósofos e pagãos daqueles dias. Com lobos devoradores à espreita, e o espírito do anticristo à solta, descobrimos pela história que esta pequena igreja em Roma tornou-se desesperadamente apóstata, e começou a introduzir cerimônias pagãs sob títulos cristãos.
110 Como o período do banimento perdurou por 13 anos, os fundadores, Junius e Andronicus, não retornaram até 54 A.D. Imagine seu horror ao encontrar uma igreja com um título cristão que era terrivelmente pagã. Havia altares na igreja sobre os quais eles colocavam incenso e celebravam ritos pagãos. Os líderes estabelecidos desta igreja não podiam ser aproximados, de modo que com os poucos que tinham tentado permanecer fiéis começaram uma nova igreja ou Segunda Igreja de Roma. Deus graciosamente operou entre eles com sinais e maravilhas de modo que uma terceira igreja foi começada. E embora a Primeira igreja fosse reprovada por ser pagã e não cristã em sua adoração ela não desistiria de seu título mas permaneceria e ainda permanece a Primeira Igreja de Roma – a Igreja Católica Romana.
111 Pois bem, a maioria de nós tem a idéia errada que alguns e todos que a si mesmos se chamam cristãos seriam o alvo do diabo e consequentemente sofreriam o furor da tirania governamental. Porém tal não se dá. Esta primeira igreja tinha começado a florescer e a multiplicar-se tanto em número que os imperadores e vários oficiais do governo verdadeiramente favoreciam aquela igreja por razões políticas. Assim quando os líderes da Primeira Igreja em Roma encontraram-se sob os favores dos grandes, eles aproveitaram a oportunidade para inclinarem o governo contra os verdadeiros crentes e exigiram a perseguição contra eles a menos que voltassem para seu aprisco. Aniceto foi um bispo da Primeira Igreja de Roma que viveu no segundo século e era contemporâneo de Policarpo. Quando o venerável Policarpo ouviu que a Primeira Igreja Cristã de Roma estava envolvida em cerimônias pagãs e tinha corrompido a verdade do Evangelho, ele foi lá para implorar-lhes que mudassem. Ele os viu prostrados perante imagens com nomes de apóstolos e santos. Ele os viu acendendo velas e queimando incenso no altar. Ele os viu celebrando a Páscoa sob o nome de Easter, onde elevavam o pão em formato de disco honrando o deus sol, e depois espargindo vinho como uma libação aos deuses. Mas este velho santo que tinha viajado 2.400 quilômetros não podia deter o mergulho da decadência. Deus falou através dele exatamente quando ele estava partindo, “Efraim está entregue aos ídolos, deixa-o”. Oséias 4:15. Policarpo nunca mais retornou.
112 Sucedendo Aniceto veio o bispo mais ímpio de Roma chamado Victor. Ele ainda introduziu mais festivais e cerimônias pagãs na Primeira Igreja, e também empenhou-se ao máximo tentando persuadir as verdadeiras igrejas cristãs a incorporarem as mesmas idéias. Eles não fizeram como ele solicitara então ele induziu os oficiais do governo a perseguirem os crentes levando-os às barras dos tribunais, lançando-os nas prisões e até mesmo levando muitos à morte. Um certo exemplo de suas obras vis é encontrado na história onde o Imperador Sétimo Severo foi induzido por Calixto (o amigo de Vitor) a matar 7.000 de Tessalônica porque estes verdadeiros crentes celebraram a Páscoa segundo o Senhor Jesus e não segundo a adoração de Astarte.
113 Já a falsa vinha estava libertando sua ira contra o Deus vivo ao matar os eleitos, assim como fez seu antepassado, Caím, matando Abel.
114 A verdadeira igreja continuou tentando conduzir a Primeira Igreja ao arrependimento. Ela porém não atendia. Ela cresceu em tamanho e influência. Ela empenhou-se em constante campanha para desacreditar a verdadeira semente. Eles reclamaram que eles, e somente eles, eram os verdadeiros representantes do Senhor Jesus Cristo, e exaltaram o fato que eles eram a igreja original em Roma, e eles somente eram a Primeira Igreja. Na verdade eles eram a Primeira Igreja, e verdadeiramente eram.
115 Assim ao tempo desta terceira era da igreja temos duas igrejas sustentando o mesmo nome mas com uma amarga diferença entre elas. Uma tinha se separado da verdade, desposado os ídolos e não tinha vida em si. Ela tinha se hibridizado a si mesma e os sinais da morte, (não da vida), seguiram em sua esteira. Ela é poderosa com muitos membros. Ela é favorecida pelo mundo. A outra é um pequeno grupo perseguido. Mas ela segue a Palavra, e os sinais seguem-na. Os enfermos são curados e os mortos são ressuscitados. Ela é vivificada com a vida e Palavra de Deus. Ela ama não sua vida, mas retém Seu Nome e Sua fé mesmo até a morte.
116 E deste modo a terrível perseguição da Roma oficial caiu sobre os verdadeiros crentes até que se levantou Constantino e garantiu a liberdade religiosa. Parece haver duas razões pelas quais esta liberdade foi concedida. Em primeiro lugar vários bons imperadores não tinham permitido a perseguição, mas quando passaram foram sucedidos pelos que matavam os cristãos. Era tão insensato que finalmente chegou à consideração pública que os cristãos deviam ser deixados sossegados. A segunda razão e que melhor se nota é que Constantino tinha pela frente uma batalha dificílima para tomar o controle do império. Certa noite em um sonho ele viu uma cruz branca aparecendo diante dele. Ele sentiu que este era um sinal para ele que se os cristãos orassem a seu favor ele ganharia a batalha. Ele lhes prometeu liberdade no caso de se tornar vencedor. Ele foi vitorioso e a liberdade de adoração foi garantida pelo edito de Nantes em 312 A.D.

117 Porém este livramento da perseguição e morte não era tão magnânimo como a princípio parecera. Constantino era agora o patrão. Como patrão seu interesse agora era mais do que o de um simples observador, porque ele decidiu que a igreja necessitava de sua ajuda em seus negócios. Ele os vira discordando sobre vários assuntos, um dos quais envolvia Arius, bispo de Alexandria, que ensinava a seus fiéis que Jesus não era verdadeiramente Deus mas um ser menor, tendo sido criado por Deus. A Igreja Ocidental sustentava o ponto de vista contrário, crendo que Jesus era a verdadeira essência de Deus e como diziam eles, “co-igual com o Pai”. Com tais matérias, ao lado da intromissão de cerimônia pagãs na adoração, o imperador convocou o Concílio Niceno em 325 com o pensamento de que ele conseguiria unir as duas facções destruindo suas diferenças, e levando-os a um comum acordo, e finalmente todos serem um. Não é peculiar que embora começasse com Constantino, não morreu ainda, mas se encontra vivo hoje como o “Concílio Mundial de Igrejas”? E onde ele falhou verdadeiramente de atingir o alvo, atingirá hoje através do movimento ecumênico.
118 Ora esta interferência do Estado na igreja é algo insensato porque o mundo não entende as verdades encontradas na Palavra ou os caminhos da igreja. Ora, a própria decisão legada pelo concílio que Arius estava errado foi invertida dois anos mais tarde pelo imperador e por muitos anos esta doutrina foi imposta sobre o povo.
119 Porém que a igreja e o Estado acabariam por se unir como foi predito pelo Senhor. O próprio nome Pérgamo significa” inteiramente casado”. E verdadeiramente o Estado e a igreja estavam casados; estavam unidos política e religiosamente. O filho desta união tem sido consistentemente o mais horrível dos híbridos que o mundo já tem visto. A verdade não está neles, mas sim todos os ímpios caminhos de Caím (o primeiro híbrido).
120 Não somente a igreja e o Estado casados nesta era mas também a religião Babilônia estava oficialmente unida à Primeira Igreja. Satanás agora tinha acesso ao Nome de Cristo e ele estava entronizado, como Deus, em adoração. Com a ajuda de auxílios federais as igrejas caíram herdeiras de lindos edifícios que estavam ornados de altares de mármore branco e imagens de santos já falecidos. E foi exatamente nesta era quando a “besta de Apocalipse 13:3 que foi ferida de morte: (o Império Romano Pagão) voltou a viver e a ter poder como o “Santo Império Romano”. Roma como uma nação material tinha sofrido muito decaimento e logo se escoaria completamente; mas agora não tinha mais importância, porque seu império religioso a manteria no topo do governo mundial do lado interno onde não apareceria a quem observasse pelo lado externo.

121 Deixe-me expor a verdade Escriturística exata desta matéria, porque não quero que ninguém pense que estou dando uma revelação de mim mesmo – uma revelação não encontrada na Escritura. Daniel 2:31-45.
Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua. Esta estátua, que era grande e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti, e a sua vista era terrível.
A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata , o seu ventre e as suas coxas de cobre;
As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.
Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se fez um grande monte, e encheu toda a terra.
Este é o sonho; também a interpretação dele diremos na presença do rei.
Tu, ó rei, és rei de reis; pois o Deus do céu te tem dado o reino, o poder, e a força, e a majestade.
E onde quer que habitem filhos de homens, animais do campo, e aves do céu, ele tos entregou na tua mão, e fez que dominasse sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.
E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra.
E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiuça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará.
E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com o barro de lodo.
E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.
Quanto ao que viste do ferro misturado com o barro do lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro.
Mas nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre.
Da mesma maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mão, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disto; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.
122 Aqui está revelado um registro exato do futuro, da história ainda não passada que foi profetizada vir sobre a terra desde o tempo de Daniel até Jesus vir a reinar como o Filho de Davi. É conhecido como “Os tempos dos gentios”. Ele tem em si quatro divisões históricas que eram conhecidas pelo império dominante em cada divisão: Babilônico, Medo-persa, Grego, Romano. A monarquia maior e mais absoluta foi a Babilônica que foi tipificada como a cabeça de ouro. A próxima em glória foi Medo-Persa que como testemunha a história era verdadeiramente inferior em glória e foi tipificada como o peito e os braços de prata. Depois seguia a era Grega cujo rei foi o mais brilhante de todos os líderes militares que o mundo já conheceu assim ela foi propriamente tipificada com o ventre e as coxas de cobre. Ela era menos gloriosa do que as duas precedentes. Finalmente veio o último reino que era o Império Romano tipificado com as pernas e pés. Porém onde os reinos que precederam foram tipificados como minerais puros (ouro, prata e cobre puros) este último império tinha ferro puro somente nas pernas, porque quando chegou nos pés era uma mistura de ferro e barro, e o mineral e o solo simplesmente não combinam produzindo constância e força. Porém não somente é desta maneira, mas o mais espantoso, este último império (Romano) duraria em seu peculiar “estado misturador” até o retorno de Jesus.
123 Este Império de ferro (o ferro significa poder e grande força destrutiva contra a oposição) era para ser constituído de duas principais divisões. E certamente era para o império literalmente dividir-se em dois – Leste e Oeste. Ambos eram poderosos, esmagando todos perante eles.
124 Mas como a glória e o poder de todos os impérios perecem, assim este império começou a perecer também. Deste modo Roma pereceu. O Império Pagão de Roma não era mais de ferro. Ela desintegrou-se. Ela estava ferida de morte. Roma não podia governar agora. Ela tinha passado. Assim pensou o mundo. Mas como o mundo estava enganado, porque aquela cabeça (Roma) embora ferida não estava ferida de morte. (Na versão de Apocalipse 13:3 por Wuest, “E uma de suas cabeças pareceu ter sido mortalmente ferida, a garganta tendo sido retalhada. E sua ferida mortal foi curada. E toda a terra maravilhada seguiu após a Besta Feroz”).
125 Os povos olham para Roma. Eles olham para a nação da Itália. E enquanto olham não percebem que Roma com seus estreitos limites onde o papa tem realmente uma área como seu império é literalmente uma nação dentro de outra nação, e ela tem embaixadores e recebe embaixadores. A Papal e falsa Roma cristã (ela é mesmo chamada a cidade eterna – que blasfêmia) controla agora pela religião ainda mais habilmente do que quando a Roma imperial pagã controlava pelo puro ferro da força. Roma tomou um novo alento de vida quando Constantino uniu a igreja e o Estado e firmou a união pela força. O espírito que motivou a Roma pagã é o mesmo espírito que motiva agora a falsa Roma Cristã. Você pode ver que é assim porque você sabe que o quarto império não deixou nunca de existir; ele simplesmente mudou em sua aparência exterior.
126 Uma vez que o Concílio de Nicéia tinha inoculado o poder político de Roma na Igreja, parecia que não havia limites a que chegaria esta Primeira Igreja Cristã. O nome, Cristã, que trouxe originalmente perseguição, agora tornava-se o nome dos perseguidores. Foi nesta era que Agostinho de Hippo (354-430 ) estabeleceu o preceito que a igreja deve e tem de usar a força se necessária, para trazer de volta ao rebanho seus filhos, e que estava em harmonia com a Palavra de Deus matar os heréticos e apóstatas. Em sua controvérsia com os Donatistas ele escreve… “É verdadeiramente melhor que os homens sejam conduzidos à adoração a Deus pelo ensino do que serem compelidos à adoração pelo temor do castigo ou da dor, mas não compreende que porque o primeiro curso produza melhores homens, por conseguinte os que não se submetem a ele sejam negligenciados. Porque muitos têm achado conveniente (como temos provado e estamos provando diariamente pela experiência atual) ser inicialmente compelidos pelo medo ou pela dor, de modo que eles possam depois ser influenciados pelo ensino, pois assim podem seguir no ato o que já aprenderam pela palavra… Enquanto aqueles são melhores pois são guiados acertadamente pelo amor, estes são certamente mais numerosos pois são levados pelo medo. Pois quem pode amar-nos mais do que Cristo, que deu Sua vida pelas ovelhas? No entanto depois de chamar a Pedro e os outros apóstolos pelas Suas Palavras somente, quando veio chamar a Paulo, Ele não somente o constrangeu com Sua voz, mas ainda lançou-o por terra com Seu poder; e para que Ele pudesse trazer à força um que estava engajado no meio das trevas da infidelidade, a desejar a luz do coração, Ele primeiramente feriu-o de cegueira física. Por que então não deve a igreja usar de força para compelir seus filhos perdidos a voltarem? O Senhor mesmo disse: “Saí pelos caminhos e valados e força-os a entrar”. Por conseguinte se o poder que a igreja tem recebido por decreto divino em sua devida época, através do caráter religioso e da fé dos reis, é o instrumento pelo qual aqueles que são encontrados nos caminhos e valados – isto é em heresias e cismas – sejam compelidos a entrar, então que não encontrem faltas ao serem compelidos.
127 A sede de sangue crescia rapidamente. A falsa vinha na Espanha pressionava agora o Imperador Maximus a ajuntar-se a ela no ataque aos verdadeiros crentes que tinham a Palavra e os sinais e as maravilhas com eles. Assim alguns Princilianistas foram levados a Treves pelo Bispo Ithacus (385). Ele os acusou de feitiçaria e imoralidade e muitos foram executados. Martin de Tours, e Ambrósi de Milão protestaram contra isto, e pelejaram em vão para cessar a perseguição. Quando a perseguição foi prolongada estes dois bispos recusaram a fraternidade com o bispo Hydatus e outros como ele. É estranho dizer que o Sínodo em Trevas aprovou os assassinatos.
128 Desta época em diante, especialmente através da Idade das Trevas, veremos os filhos da carne perseguindo e destruindo os filhos do Espírito, embora ambos clamem a um mesmo Pai assim como acontecia no caso de Ismael e Isaque. As trevas da corrupção espiritual escurecerão e a verdadeira luz de Deus enfraquecerá até brilhar embaçadamente em certo ponto. No entanto a promessa de Deus continuará fiel, “A luz brilha nas trevas e as trevas não podem fazer nada contra ela”.
129 Ora, até este momento não cheguei ainda àquele ponto na história que prometera cobrir, isto é, a mistura de religião de Ninrode e a religião cristã. Você se recorda que Atallus fugiu da Babilônia para Pérgamo e estabeleceu seu reino fora do alcance do Império Romano. Ele floresceu pelos anos, alimentado pelo deus deste mundo. Uma sucessão de reis sacerdotes seguiu Atallus até o reino de Atallus III quando por razões conhecidas somente da soberania de Deus ele legou o reino a Roma. Júlio César então tomou ambos os reinos, o físico e o espiritual porque ele se tornou o Pontífice Máximo da Religião Babilônica e foi por conseguinte sacerdote-rei. Este título passou sucessivamente aos imperadores até ao tempo de Máximus III que o recusou. Segundo a História de Estêvão foi então que o Papa tomou a supremacia que o imperador rejeitara e hoje existe ainda um pontífice no mundo, e ele é verdadeiramente o Pontífice Máximo. Ele usa uma coroa tríplice e reside em Roma. E em Apocalipse 17 Deus não se refere mais a Pérgamo como trono de Satanás nem diz que é onde Satanás habita. Não, a sala do trono não se acha mais em Pérgamo, mas sim no mistério da grande Babilônia. Ele não esta na Babilônia mas no mistério da Babilônia. Ele se encontra numa cidade sobre sete colinas. Sua cabeça é o anticristo porque ela usurpou o lugar de Cristo que é o Único Mediador e o Único que pode perdoar pecados. Sim, o Pontífice Máximo está conosco hoje.

A DOUTRINA DOS NICOLAÍTAS
Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço. Apocalipse 2:15.
130 Você se recorda que eu expus na Era de Éfeso que a palavra “Nicolaíta”, vem de duas palavras gregas: “Nikao” que significa “conquistar”, e “Leo” que significa o “Laicalismo”, isto é, os leigos. Nicolaítas significa, “conquistar o laicalismo”. Ora, por que isto é uma coisa terrível? É terrível porque Deus nunca colocou Sua igreja nas mãos de uma liderança eleita a qual muda com a mente política. Ele tem deixado Sua igreja sob os cuidados de homens ordenados por Deus, cheios do Espírito, vivendo a Palavra, que lideram ao povo alimentando-os na Palavra. Ele não separou o povo em classes de modo que as massas fossem guiadas por um sacerdócio santo. É verdade que a liderança deve ser santa, mas igualmente o deve ser toda a congregação. Além disso, não há nenhum lugar na Palavra onde sacerdotes ou ministros ou tal mediador entre Deus e os homens, nem existe um lugar onde eles sejam separados na adoração ao Senhor. Deus quer que todos O amem e O sirvam juntos. O Nicolaitismo destrói estes princípios e em contraposição separa os ministros do povo e faz dos líderes senhores sobre o povo ao invés de servos. Ora, esta doutrina verdadeiramente começou como uma obra na primeira era. Parece que o problema estava em duas palavras; “anciãos” (presbíteros) e “supervisores” (bispos). Embora a Escritura mostre que haviam vários anciãos em cada igreja, alguns começaram (entre eles Inácio) a ensinar que a idéia de um bispo era um com preeminência ou autoridade e controle sobre os anciãos. Ora a verdade da matéria é que a palavra “ancião” significa quem a pessoa é, enquanto que a palavra “bispo” significa o ofício da mesma pessoa. O ancião é o homem. Bispo é o ofício do homem. “Ancião” sempre tem e terá sempre referência simplesmente à idade cronológica do homem no Senhor. Ele é um ancião não porque seja eleito ou ordenado, etc, mas porque ele é mais velho. Ele é mais maduro, treinado, não um noviço, de confiança por causa da experiência cristã. Mas não, os bispos não se prendem às epístolas de Paulo, mas ao invés disso vão ao registro de Paulo do tempo que ele chamou os anciãos de Éfeso a Mileto em Atos 20. No verso 17 o relatório declara, “os anciãos” foram chamados e depois no verso 28 eles são chamados bispos. E estes bispos, (sem dúvida, de mentalidade política e ansiosos pelo poder) insistiram que Paulo tivesse dado a significação de que “supervisores” eram superiores ao ancião local com capacidade oficial somente sobre sua própria igreja. Para eles um bispo estava agora com sua autoridade estendida sobre muitos líderes locais. Tal conceito não era nem Escriturístico nem histórico, porém até mesmo um homem da estatura de Policarpo inclinou-se em direção a tal organização. Assim, aquilo que começara como uma obra na primeira era se tornara agora uma doutrina literal e assim o é hoje. Os bispos reivindicam ainda o poder de controlar homens e lidar com eles como desejam, colocando-os onde bem entendem no ministério. Isto nega liderança do Espírito Santo que disse, “Aparta-me a Paulo e a Barnabé para a obra que os tenho chamado”. Isto é anti-Palavra e anticristo. Mateus 20:25-28:
Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.
Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal;
E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo;
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. Mateus 20: 25-28.
Vós porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Mateus 23: 8 – 9.
131 A fim de esclarecer mais ainda este ponto deixe-me explicar o Nicolaitismo do seguinte modo. Você se recorda que em Apocalipse 13:3 diz, “E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta”. Ora, sabemos que a cabeça ferida era o Império Romano pagão, aquele grande poder político mundial. Esta cabeça levantou-se novamente como o “império espiritual da Igreja Católica Romana”. Agora observe isto cuidadosamente. O que foi que fez a Roma política pagã que tornou-se a base de seu sucesso? Ela, “dividiu e conquistou”. Esta era a semente de Roma – dividir e conquistar. Seus dentes de ferro dilaceravam e devoravam. Aqueles aos quais dilacerava não podiam mais se levantar como quando ela destruiu Cartago deixando-a totalmente estéril. A mesma semente de ferro permaneceu nela quando ela levantou-se como a falsa igreja, e sua política permaneceu a mesma – dividir e conquistar. Isto é Nicolaitismo e Deus o odeia.
132 Ora, é uma história muito bem conhecida o fato que quando este erro introduziu-se na igreja, os homens começaram a disputar o ofício de bispo, resultando que esta posição ficou sendo dada aos homens mais educados e materialmente progressistas e de mentalidade mais política. O conhecimento e o programa humano começaram a tomar lugar da Divina sabedoria e o Espírito Santo não controlava mais. Isto era verdadeiramente um mal trágico, porque os bispos começaram a sustentar que não era mais necessário um evidente caráter cristão para ministrar a Palavra ou os ritos na igreja porque eram os elementos e a cerimônia que tinham valor. Isto abriu caminho a homens maus (sedutores) para apascentarem o rebanho.
133 Com a doutrina de fabricação humana da elevação dos bispos a uma posição contrária às Escrituras, o passo seguinte era dispor os títulos que construíam a hierarquia religiosa; pois logo havia arcebispos acima dos bispos e cardeais acima dos arcebispos e ao tempo de Bonifácio o terceiro havia um papa sobre todos, um Pontífice.
134 Pois bem, com a doutrina dos Nicolaítas e a amalgamação do cristianismo com o Babilonismo os resultados tinham de ser o que Ezequiel viu no capítulo 8:10, “E entrei, e olhei, e eis que toda a forma de répteis, e de animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor”. Apocalipse 18:2, “E clamou fortemente com grande voz dizendo; Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição”.
135 Agora, esta doutrina dos Nicolaítas, esta regra que tinha sido estabelecida na igreja não alcançou muito de muitas pessoas que podiam ler as epístolas e ensaios originais sobre a Palavra escrita por algumas pessoas piedosas. Então que foi que fez a igreja? Ela excomungou os professores justos e queimou os pergaminhos. Eles disseram, “É necessária uma educação especial para ler e compreender a Palavra. Porque até mesmo Pedro disse que muitas coisas que Paulo escreveu eram difíceis de serem entendidas”. Tendo tirado a Palavra do povo, logo o povo ficou na contigência de ouvir somente o que o sacerdote tinha a dizer, e a fazer somente o que eles lhes mandavam. Eles chamavam a isto Deus e Sua santa Palavra. Eles dominaram as mentes e as vidas do povo e fê-los servos de um sacerdócio despótico.
136 Ora se você deseja uma prova que a Igreja Católica domina a vida e a mente dos homens, atente simplesmente para o edito de Theodosius X. “Theodosius’ First Edict “.
137 Este edito foi imediatamente publicado depois que ele foi batizado pela Primeira Igreja de Roma “Nós três imperadores desejamos que nossos súditos se unam firmemente à religião que foi ensinada por São Pedro aos Romanos, que tem sido fielmente preservada pela tradição e que é agora professada pelo pontífice Damasus, de Roma, e Pedro, bispo de Alexandria, um homem de santidade Apostólica segundo a instituição dos apóstolos, e a doutrina do Evangelho; creiamos em uma Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de igual majestade na Santíssima Trindade. Ordenamos que os seguidores desta fé sejam chamados cristãos católicos. Nós estigmatizamos todos os insensatos seguidores de outras religiões com o infame nome de heréticos, e proibimos a seus frequentadores de assumirem o nome de igrejas. Além da condenação da justiça divina, eles devem esperar pesadas penalidades que nossa autoridade, guiada pela sabedoria celestial julgar apropriadas afligir-lhes…”.
138 As quinze leis penais que este imperador decretou despojaram por muito tempo os evangélicos de todos os direitos de exercer sua religião, excluindo-os de todos os ofícios civis, e tratando-os com multas, confiscação, banimento e até em alguns casos com a morte.
139 Você sabe por que? Estamos nos dirigindo exatamente para este ponto hoje.
140 A Igreja Católica Romana chama-se a si mesma a igreja Mãe. Ela se chama a primeira igreja ou igreja original. Isto é absolutamente correto. Ela é a original Primeira Igreja de Roma que se apostatou e se afundou no pecado. Ela foi a primeira que se organizou. Nela foram encontradas as obras e depois as doutrinas dos Nicolaítas. Ninguém negará que ela é a mãe. Ela é a mãe e tem gerado filhas. Ora, uma filha vem de uma mulher. Uma mulher vestida de escarlata e estabelecida nos sete montes de Roma. Ela é uma prostituta e tem gerado filhas. Estas filhas são as igrejas Protestantes que saíram dela e a seguir foram de volta diretamente à organização e ao Nicolaitismo. Esta Mãe das igrejas filhas é chamada prostituta. Isto é, uma mulher infiel a seus votos de casamento. Ela era casada com Deus e depois entrou em fornicação com o diabo e em fornicação ela produziu as filhas que são iguais a ela. A combinação da mãe e das filhas é anti-Palavra, anti-Espírito, e consequentemente anticristo. Sim, anticristo.
141 Ora, antes de me aprofundar muito, desejo mencionar que estes bispos primitivos pensavam que eram superiores à Palavra. Eles disseram ao povo que eles podiam perdoar seus pecados depois da confissão dos ditos pecados. Isto nunca foi verdade. Eles começaram a batizar crianças no segundo século. Eles verdadeiramente praticaram a regeneração batismal. Não é de se admirar que o povo esteja tão confuso hoje. Se eles já tinham tanta confusão naquela época tão perto do Pentecostes, hoje eles estão em uma condição muito desesperadora, estando a cerca de 2.000 anos da fé original.
142 Oh, Igreja de Deus, há somente uma esperança. Volte para a Palavra e permaneça com ela.

A DOUTRINA DE BALAÃO
“Tu tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem”- Apocalipse 2:14.
143 Ora, não se pode ter um Nicolaíta na igreja e não se ter esta outra doutrina também. Veja, se você lança fora a Palavra de Deus e o movimento do Espírito como um meio de adoração (Os que Me adoram devem me adorar em Espírito e em verdade) então você tem de dar ao povo outra forma de adoração como substituta, e a substituição se soletra Balaanismo.
144 Se vamos buscar compreender o que é a doutrina de Balaão na Igreja do Novo Testamento melhor faríamos voltando e vendo o que ela era na Igreja do Velho Testamento e aplicá-lo a esta terceira era e depois trazê-la até o presente.
145 A história se encontra em Números capítulos 22 a 25. Pois bem, sabemos que Israel era o povo escolhido de Deus. Eles eram os Pentecostais de seus dias. Eles tinham se refugiado sob o sangue, eles tinham todos sido batizados no Mar Vermelho e eles saíram das águas cantando no Espírito e dançando sob a energia do Espírito Santo, enquanto Miriam, a profetisa tocava tamborim. Bem, depois de um certo tempo de jornada estes filhos de Israel chegaram a Moabe. Você se recorda quem era Moabe. Ele era o filho de Ló com uma de suas filhas, e Ló por sua vez era um sobrinho de Abraão, assim Israel e Moabe eram parentes. Eu quero que note bem isto. Os Moabitas conheciam a verdade, quer vivesse por ela ou não.
146 Assim chegou às fronteiras de Moabe e enviou mensageiros ao rei dizendo, “Somos irmãos. Permitam-nos passar pela sua terra. Se nosso povo ou nossos animais comerem alguma coisa, nós pagaremos prontamente”. Porém o rei Balaque ficou muito excitado. Aquela cabeça do grupo Nicolaíta não estava disposta a permitir à igreja passar com seus sinais e maravilhas e várias manifestações do Espírito Santo, com suas faces brilhando com a glória de Deus. Era muito arriscado, assim ele poderia perder alguns de sua multidão. Por isso Balaque recusou deixar a Israel passar. De fato, tão grande era o seu temor deles, que ele recorreu a um profeta mercenário chamado Balaão e pediu-lhe para interceder entre ele e Deus e que pedisse ao Altíssimo para amaldiçoar a Israel, e deixar o povo de Deus impotente. E Balaão, faminto de tomar parte em negócios políticos e tornar-se um grande homem, ficou muitíssimo alegre em assim proceder. Porém vendo que tinha de se aproximar de Deus e ter uma conferência com Ele para conseguir a maldição contra o povo pois ele não podia fazê-lo por si mesmo, ele foi perguntar a Deus se ele podia ter Sua permissão para ir. Ora, isto não é exatamente igual aos Nicolaítas que temos conosco hoje? Eles amaldiçoam a todos que não seguem seu caminho.
147 Quando Balaão pediu permissão a Deus para ir, Deus o rejeitou. Oh, isso foi doído. Porém Balaque insistiu, prometendo-lhe recompensa maiores ainda e honra. Assim Balaão voltou a Deus. Ora, uma resposta de Deus deveria ser suficiente. Mas não para o egoísta Balaão. Quando Deus viu sua perversidade, ele lhe disse para subir e ir. Rapidamente ele selou o jumento e foi-se embora. Ele teria imaginado que esta era simplesmente a vontade permissiva de Deus e ele não seria capaz de amaldiçoá-los se ele fosse vinte vezes e tentasse vinte vezes. Como Balaão é semelhante ao povo de hoje! Eles crêem em três deuses, batizam em três títulos ao invés de batizarem em o Nome, e no entanto Deus envia o Espírito sobre eles como Ele fez com Balaão, e eles continuam crendo que estão completamente certos, e eis que são verdadeiramente perfeitos Balaanistas. Veja, a doutrina de Balaão. Prossiga em qualquer caminho. Fazem seu caminho. Dizem eles, “Bem Deus nos tem abençoado. Deve estar certo”. Eu sei que Ele os tem abençoado. Eu não nego isto. Mas é a mesma rota organizadora que Balaão seguiu. É o desprezo à Palavra de Deus. É o falso ensino.
148 Assim Balaão desceu tempestuosamente até que um anjo enviado por Deus se pôs em seu caminho. Mas este profeta (bispo, cardeal presidente, bispo presidente e supervisor geral) estava tão cego para as coisas espirituais pelo pensamento de honra e glória e dinheiro que ele não podia ver o anjo à sua frente com espada desembainhada. Ali estava ele para bloquear o profeta louco. O pequeno jumento o viu e desviou-se dele até que finalmente espremeu o pé de Balaão contra a parede rochosa. O asno parou e não deu nem um passo para a frente. Ele não podia. Por isso Balaão desmontou e começou a bater no animal. A jumenta então começou a falar com Balaão. Deus fez que aquela jumenta falasse em uma língua. Aquela jumenta não era híbrido; ela era uma semente original. Ela disse ao profeta cego, “Não sou eu a tua jumenta, e não te tenho transportado fielmente?” Balaão replicou, “Sim, sim, tu és minha jumenta e me tens transportado fielmente até agora, e se eu não posso fazer com que tu continues vou então matar-te…ôpa! O que é isto, falando com uma jumenta? Isto é engraçado, eu pensei que ouvia a jumenta falando e eu estava respondendo”.
149 Deus tem sempre falado em línguas. Ele falou no banquete de Belsazar e depois no Pentecoste. Ele está fazendo isto hoje novamente. É uma advertência de julgamento prestes a vir.
150 Então o anjo se tornou visível a Balaão. Ele disse a Balaão que se não fora por causa da jumenta ele agora estaria morto por haver tentado a Deus. Mas quando Balaão prometeu voltar atrás, ele foi enviado com a admoestação de falar somente o que Deus lhe mandasse.
151 Então Balaão desceu e edificou sete altares para sacrificar animais limpos. Ele matou um cordeiro significando a vinda do Messias. Ele sabia o que fazer para se aproximar de Deus. Ele tinha a mecânica exatamente certa; porém não a dinâmica; igual ao dia de hoje. Vocês os Nicolaítas podem ver isto? Lá embaixo estava Israel no vale oferecendo o mesmo sacrifício, fazendo as mesmas coisas mas somente um tinha os sinais seguindo. Somente um tinha Deus em seu meio. O formalismo não os levará a nenhum lugar. Ele não pode tomar o lugar da manifestação do Espírito. Foi isto o que aconteceu em Nicéia. Eles se reportaram à doutrina de Balaão, não à doutrina de Deus. E eles tropeçaram; sim eles caíram. Eles se tornaram homens mortos.
152 Depois que foi feito o sacrifício, Balaão estava pronto para profetizar. Mas Deus travou sua língua e ele não podia amaldiçoá-los. Ele os abençoou.
153 Balaque ficou muito irado, mas não havia nada que Balaão pudesse fazer no tocante à profecia. Ela tinha sido falada pelo Espírito Santo. Assim Balaque disse a Balaão para descer lá para o vale, e olhar a retaguarda de Israel para ver se haveria alguma maneira de amaldiçoá-los. As táticas que Balaque usou são as mesmas táticas que eles usam hoje. As grandes denominações olham para baixo para que os pequenos grupos, e qualquer coisa que encontram entre eles para provocar um escândalo eles anunciam em voz bem alta. Se os modernistas vivem em pecado, ninguém diz nada sobre o fato; mas se algum dos eleitos cai em algum problema e cada jornal o anunciará nos quatro cantos do país. Sim, Israel tinha sua retaguarda (carnal). Eles tinham seus lados que não eram dignos de elogios; mas a despeito de suas imperfeições, pelo propósito de Deus que age através da eleição, pela graça e não pelas obras, eles tinham a Nuvem durante o dia e a Coluna de Fogo durante a noite; eles tinham a Rocha Ferida, a Serpente de Metal e os sinais e maravilhas. Eles foram vindicados – não em si mesmos, mas em Deus.
154 Deus não tinha qualquer respeito por aqueles Nicolaítas com seus PHD’s , LLD’s e DD’s e todas as suas organizações e o melhor do que se pode jactanciar o homem; mas Ele teve respeito para com Israel porque eles tinham a Palavra vindicada entre eles. Certamente Israel não parecia muito polido, tendo acabado de vir do Egito e uma fuga precipitada, mas de qualquer forma era um povo abençoado. Tudo que aquele povo conhecera por mais de trezentos anos eram rebanhos, acampamentos de tendas e uma vida de escravidão, em contínuo temor da morte sob os Egípcios. Mas agora ele estava livre. Ele era um povo abençoado pela soberania de Deus. Certamente Moabe olhava lá para baixo sobre o povo. Todas as outras nações também o fizeram. A organização sempre olha para baixo sobre o desorganizado e até pela determinação trazem-nos à organização ou então os destroem quando não querem vir.
155 Ora, alguém pode perguntar-me, “Irmão Branham, o que é que o leva a pensar que Moabe era organizado enquanto que Israel não o era? Onde foi que você obteve esta idéia?” Eu a obtive exatamente aqui na Bíblia. Ela está toda tipificada aqui. Tudo que se encontra escrito no Velho Testamento em forma de história é escrito para nossa admoestação de modo que possamos aprender dele. Eis aqui exatamente em Números 23:9, “Porque do cume das penhas o vejo e dos outeiros o contemplo: eis que este povo habitará só, e entre as gentes não será contado”. Eis aí. Deus olhando do alto do cume das penhas, não em algum vale olhando para seus pontos maus e condenando-os. Deus os vendo da maneira que Ele desejava vê-los – do alto com amor e misericórdia. Eles habitavam só e eles não eram organizados. Eles não tinham um rei. Eles tinham um profeta, e o profeta tinha Deus nele pelo Espírito; e a Palavra vinha ao profeta e a Palavra passava para o povo. Eles não pertenciam a N.U. Eles não pertenciam ao Concílio Mundial de Igrejas, aos Batistas, Presbiterianos, Assembléias de Deus ou qualquer outro grupo. Eles não tinham necessidade de pertencer. Eles estavam unidos com Deus. Eles não precisavam de conselho de qualquer concílio – eles tinham o “Assim diz o Senhor” em seu meio. Aleluia!
156 Pois bem, a despeito do fato que Balaão conhecia a maneira certa de se aproximar de Deus e pudesse produzir uma revelação do Senhor através de um dom especial de poder, ele era ainda por causa de tudo isto um bispo no falso grupo. Por que foi que ele fez agora a fim de conquistar o favor de Balaque? Ele formulou um plano pelo qual Deus seria forçado a lidar com Israel na morte. Assim como Satanás sabia que podia enganar a Eva (levando-a a cair no pecado da carne) e desta maneira fazendo que Deus decretasse Sua sentença de morte contra o pecado, assim também Balaão sabia que se ele pudesse levar Israel a pecar, Deus teria de lidar com eles na morte. Portanto ele planejou um meio de fazê-lo andar e ajuntarem-se em pecado. Ele mandou convites para que viessem ao banquete de Baal-Peor (subam e adorem conosco). Ora, Israel, sem dúvida, tinha visto as festas dos Egípcios de modo que eles não sentiam que fosse muito errado ir simplesmente olhar e talvez comer com o povo (Afinal de contas o que há de errado com a amizade? Nós devemos amá-los não devemos? Ou como podemos conquistá-los? Sendo amigos nunca feriremos ninguém – ou assim pensavam eles. Mas quando aquelas Moabitas sexuais começaram a dançar e a se despirem enquanto rodopiavam fazendo o seu rock and roll e o twist, o desejo tomou conta dos Israelitas e eles foram arrastados ao adultério e Deus em Sua ira matou quarenta e dois mil deles.
157 E foi isto o que Constantino e seus sucessores fizeram em Nicéia e depois de Nicéia. Eles convidaram o povo de Deus à convenção. E quando a igreja assentou-se para comer e levantou-se para tocar (participando dos ritos da igreja, das cerimônias, e das festas pagãs denominadas ritos cristãos) ela tinha caído no laço; ela tinha cometido fornicação. E Deus Se foi.
158 Quando qualquer homem se desvia da Palavra de Deus e filia-se a uma igreja ao invés de receber o Espírito Santo, este homem morre. Morto é o que ele é. Não se filie a uma igreja. Não entre em uma organização e se envolva com credos e tradição ou qualquer coisa que tome o lugar da Palavra e do Espírito ou então morrerá se assim fizer. Tudo se acabou. Você está morto. Eternamente separado de Deus.
159 É isto o que tem acontecido em cada era desde então. Deus liberta o povo. Eles saem livres pelo sangue, santificados pela Palavra, andam através das águas do Batismo e ficam cheios do Espírito; mas depois de pouco tempo o primeiro amor se esfria e alguém sai com a idéia que eles devem se organizar a fim de se preservarem e fazerem um nome para si mesmos, e eles se organizam como na segunda geração e algumas vezes ainda antes dela. Eles não têm o Espírito de Deus, simplesmente uma forma de adoração. Eles estão mortos. Eles têm se transformado em híbridos com os credos e ritos e não há vida neles.
160 Desta maneira Balaão levou Israel a cometer fornicação. Você sabe que a fornicação física é o mesmo espírito que se encontra na religião organizada. Eu disse que o espírito de fornicação é o espírito da organização. E todos os fornicários terão seu lugar no lago de fogo. É isto o que Deus pensa da organização. Sim Senhor, a meretriz e suas filhas estarão no lago de fogo.
161 As denominações não são de Deus. Elas nunca foram e nunca o serão. É um espírito errado que separa o povo de Deus em hierarquia e leigos, e é, por conseguinte um espírito errado que separa o povo do povo. É isto o que a organização e as denominações fazem. Em se organizar elas se separam da Palavra de Deus, e se colocam no adultério espiritual.
162 Pois bem, note que Constantino deu banquetes especiais ao povo. Eram os velhos banquetes pagãos com novos nomes tirados de igreja, ou em alguns casos os ritos cristãos eram tomados e abusados com cerimônia pagãs. Ele tomou a adoração do deus sol e mudou-a para o Filho de Deus. Ao invés de celebrá-la em 21 de dezembro que era quando celebravam a festa do deus sol, eles colocaram-na em 25 de dezembro e chamaram-na o nascimento do Filho de Deus. Mas sabemos que ele nasceu em Abril quando a vida se desabrocha, não em dezembro. E eles tomaram a festa de Astarte e chamaram-na de celebração da Páscoa quando os cristãos supõem celebrar a morte e ressurreição do Senhor. Verdadeiramente era uma festa pagã dedicada a Astarte.
163 Eles colocaram altares na igreja. Eles colocaram as imagens. Eles deram ao povo o que eles chamaram de credos apostólicos, embora você não os possa encontrar na Bíblia. Eles ensinaram a adoração dos antepassados pela qual a Igreja Católica Romana foi transformada na maior igreja espírita do mundo. Toda espécie de pássaro imundo se encontrava naquela gaiola. E você tem os Protestantes com suas organizações fazendo a mesma coisa.
164 “Eles comiam coisas sacrificadas aos ídolos”. Ora, eu não digo que isto realmente significa que eles estivessem literalmente comendo carnes sacrificadas aos ídolos. Porque embora o concílio de Jerusalém tivesse falado contra tal coisa, Paulo não fez muito caso disto quando ele disse que os ídolos não eram nada. Foi simplesmente uma questão de consciência a não ser onde ofendia a um irmão mais fraco e então não foi permitido. Além disso esta revelação tem a ver com os Gentios e não com os judeus e estas eram igrejas gentias. Eu vejo isto na mesma luz que vejo as palavras do Senhor. “Se não comerdes Minha carne e beberdes o Meu sangue não tereis vida em vós mesmos. Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Você pode notar que comer é verdadeiramente participar em um sentido espiritual. Assim quando estas pessoas estavam se curvando ante as imagens, velas, uso de feriados pagãos, confessando seus pecados aos homens (tudo isso pertence a religião do diado), eles estavam compartilhando com o diabo e não com o Senhor. Eles estavam na idolatria quer admitissem ou não. Eles podem dizer o que quiserem, que os altares e o incenso são somente para recorrer-lhe das orações do Senhor ou o que quer que entendam significar isto; e eles podem dizer que quando oram perante a imagem é simplesmente por causa da ênfase; e que quando confessam ao padre, é realmente a Deus que o estão fazendo em seus corações, e quando eles dizem que o sacerdote os perdoa, isto é simplesmente o que ele está fazendo em Nome do Senhor; podem dizer o que quiserem, mas eles estão participando da conhecidíssima Babilônia, da religião Satânica e se tem ajuntado aos ídolos e cometido fornicação espiritual, que significa a morte. Eles estão mortos.
165 Desta maneira a Igreja e o Estado estavam casados. A igreja ligou-se aos ídolos. Com o poder do Estado atrás dela para apoiá-la ela sentiu que agora, “O reino tinha vindo e a vontade de Deus tinha sido executada sobre a terra”. Não causa admiração pois que a Igreja Católica Romana não esteja olhando para o retorno de Jesus Cristo. Eles não são milenialistas. Eles têm o seu milênio aqui mesmo. O papa está reinando neste instante e Deus está reinando nele. Assim quando Ele vem de acordo com eles, tem que ser quando os novos céus e a nova terra tiverem sido preparados. Mas eles estão errados. Este papa é a cabeça da falsa igreja, e vai haver um milênio, mas quando isto se der ele não estará nele. Ele estará em algum outro lugar.

A ADMOESTAÇÃO
“Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca”. Apocalipse 2:16
166 Que outra coisa poderia Ele dizer? Pode Deus fechar os olhos aos pecados daqueles que têm tomado Seu Nome em vão? Há somente um caminho para se receber graça na hora do pecado. Arrepender-se. Confessar que se está errado. Vir a Deus suplicando-lhe por perdão e pelo Espírito de Deus. Este é um mandamento de Deus. Desobedecer significa a morte, porque Ele diz, “Eu batalharei contra ti com a espada da minha boca”. A besta fez guerra contra os santos, mas Deus fará guerra contra a besta. Aqueles que combatem a Palavra descobrirão um dia a Palavra combatendo contra eles. É algo seríssimo diminuir ou aumentar a Palavra de Deus. Porque aqueles que a modificam, e fazem dela o que lhes agrada, qual será o seu fim senão a morte e a destruição? Mas a graça de Deus ainda clama, “Arrependam”. Oh, como são doces os pensamentos do arrependimento. Nada trago em minhas mãos, simplesmente à Tua cruz eu me apego. Eu trago minhas dores. Eu me arrependo de ser o que sou, e do que tenho feito. É pois o sangue, nada mais senão o sangue de Jesus. O que será? Arrependimento, ou a espada da morte? Isto é contigo.

AS RECOMPENSAS
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”- Apoc.2:17
167 Cada mensagem a cada era oferece um incentivo para o crente encorajando-o a ser um vencedor e por isso ser recompensado pelo Senhor. Nesta era o Espírito está prometendo o maná escondido e um novo nome escrito em uma pedra branca.
168 Ora, desde que cada uma destas mensagens é dirigida ao “anjo” (mensageiro humano) uma responsabilidade muito grande tanto como um maravilhoso privilégio é a sua porção. Para estes homens Deus faz promessas especiais, como no caso dos doze apóstolos se assentando em doze tronos julgando as doze tribos de Israel. Depois, recorde que Paulo recebeu uma promessa especial: a de apresentar as pessoas da noiva em seu dia a Jesus, II Cor.11:2, “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”. Assim será com cada mensageiro que tem sido fiel à Palavra de sua hora e de sua era. Será assim no último dia. Será a mesma recompensa especial que foi dada a Paulo. Eu penso que a maioria de vocês se lembra de que tenho dito sempre que tenho medo de morrer na hipótese de me encontrar com o Senhor e Ele não se agradar de mim, pois eu O tenho desapontado muitas vezes. Bem, eu tenho pensado naquela vez em certa manhã estava na cama e repentinamente eu fui tomado por uma visão muito peculiar. Eu digo que foi peculiar porque eu tenho tido milhares de visões e nunca parecera deixar o meu corpo. Mas ali eu fui levantado; e olhei para trás e vi minha esposa, e vi o meu corpo ali deitado ao lado dela. Então eu me encontrei no lugar mais belo que já vira. Era um paraíso. Eu vi multidões de pessoas belíssimas e mais felizes que jamais vira. Todos pareciam tão jovens – entre 18 a 21 anos de idade. Não havia nenhum com cabelos brancos ou rugas ou qualquer deformidade entre eles. As jovens todas tinham cabelos compridos caindo até à cintura, e os jovens eram simpáticos e fortes. Oh, como eles me receberam bem. Eles me abraçaram e chamaram-me de querido irmão, e continuaram falando comigo como eles estavam alegres por me verem. Quando eu perguntei quem era todo aquele povo, um ao meu lado me disse, “Eles são seu povo”.
169 Eu estava tão perplexo que perguntei, “São todos estes Branham?”
170 Ele disse, “Não, eles são seus convertidos”. Ele então apontou para uma senhora e disse, “Veja aquela jovem senhora que você estava admirando há um momento. Ela tinha 90 anos de idade quando você a ganhou para o Senhor”.
171 Eu disse, “Oh, e pensar que era disto que eu estava com medo”.
172 O homem disse, “Estamos descansando enquanto esperamos a volta do Senhor”.
173 Eu repliquei, “Eu quero Vê-lo”.
174 Ele disse, “Você não pode vê-Lo; mas Ele vem logo, e quando Ele vier Ele virá para você primeiro, e você será julgado segundo o Evangelho que você tem pregado, e nós seremos seus subordinados”.
175 Eu disse, “Você quer dizer que eu sou responsável por todos estes?”
176 Ele disse, “Cada um. Você nasceu um líder”.
177 Eu lhe perguntei, “Cada um será responsável? E o apóstolo São Paulo?”
178 Ele me respondeu: “Ele será responsável por seu dia”.
179 “Bem”- eu disse, “Eu tenho pregado o mesmo Evangelho que Paulo pregou”. E a multidão clamou, “Estamos descansando nisto”.
180 Sim, eu posso ver que Deus vai dar uma recompensa especial a Seus mensageiros que têm fielmente se desincumbido da responsabilidade que Ele tem colocado sobre eles. Se eles têm recebido a revelação da Palavra para a sua era e têm pregado fielmente em seu dia, e vivido o que pregam, eles receberão uma grande recompensa.
181 Agora com este pensamento em mente, olhe o verso novamente. “Eu lhe darei o maná escondido”. Todos nós sabemos que o maná era alimento de anjo; era o que Deus enviava sobre a relva para Israel no tempo de suas peregrinações. Era um alimento perfeito. Era maravilhoso como aquelas pequenas bolinhas de alimento conservava-os em perfeita saúde. Nenhum adoeceu. Era tudo que eles precisavam. Quando foi construída a arca eles colocaram algum maná dentro dela. Depois a arca foi colocada atrás do véu e somente o sumo sacerdote ousava aproximar dela, e então tendo de levar o sacrifício de sangue. O Pão do céu, simbolizado pelo maná, um dia desceu do céu e Se fez vida por todos que crêem Nele. Ele disse: “Eu sou o pão da vida. Eu sou o pão vivo que desceu do céu, se alguém comer deste pão viverá eternamente”. Quando foi embora Ele nos deixou Sua Palavra. “Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus”.
182 Sua Palavra era o pão. Era o maná perfeito, que, se o homem por ele viver, nunca morrerá. Mas logo depois da morte dos pais, ninguém parecia conhecer a verdade exata e em pouco tempo este maná pareceu ter sido escondido do povo. Mas em cada era Deus começou a dar novamente a revelação que estava escondida neste último dia segundo Apocalipse 10:7, um profeta virá e revelará todos os mistérios e depois virá o Senhor. Ora, eu disse que em cada era os mensageiros receberam a verdade escondida. Mas eles não receberam somente para si mesmos. Mas é como aconteceu quando os discípulos foram pedidos para distribuírem os pães e os peixes às multidões; Jesus deu-lhes o alimento partido e eles por sua vez distribuíram ao povo. Deus dá Seu maná escondido ao vencedor. Não pode ser de outra maneira. Ele não abriria Seus tesouros àqueles que rejeitam o que já está revelado.
183 O que eu tenho falado sobre o mensageiro de cada era recebendo de Deus algo da verdade original do Pentecostes está tipificado no Velho Testamento onde Moisés foi ordenado tomar do maná e colocá-lo em um vaso de ouro atrás do véu do santo dos santos. Ali o sumo sacerdote de cada geração podia entrar com o sangue do sacrifício. Então ele podia tomar uma pequena porção deste maná (porque ele não deterioraria) que fazia parte da porção original e comê-lo. Agora em cada era ao mensageiro do Senhor para aquela era foi dado a revelação de Deus para aquele período específico. Uma vez que o mensageiro fosse iluminado pela verdade, ele anunciaria esta verdade ao povo. E aqueles cujos ouvidos tivessem sido abertos pelo Espírito Santo, ouviriam esta verdade, creriam nela, e a viveriam.
184 Pois bem, há também a idéia da futura participação do maná escondido. Eu penso que será a participação eterna da revelação de Jesus Cristo nas eras eternas a virem. Como poderíamos de outro modo começar a conhecer as inescrutáveis riquezas de Seu próprio Ser? Tudo que temos ansiado por conhecer, todas as nossas perguntas não respondidas, tudo isto será revelado. Será de Cristo quem é a nossa vida que receberemos isto. Oh, algumas vezes pensamos que conseguimos conhecer um pouco Dele e de Sua Palavra aqui embaixo, e é tão bom, faz-nos regozijar; mas um dia quando nossa carne for transformada, esta Palavra e Ele se tornarão o que nunca sonhamos ser possível.
185 Diz também aqui que Ele vai dar ao vencedor uma pedra branca e na (não sobre a) pedra um novo nome, que somente o dono conhece. Ora a idéia de um novo nome é uma idéia familiar. Abrão foi mudado para Abraão, Sarai para Sara, Jacó para Israel, Simão para Pedro, e Saulo para Paulo. Estes nomes ou efetuaram uma mudança, ou foram dados por causa de uma mudança. Foi somente depois que Abrão e Sarai tiveram seus nomes mudados pelo Senhor que eles foram feitos realmente prontos para receber o filho prometido. No caso de Jacó, ele teve de vencer e depois foi chamado um príncipe. No caso de Simão e Saulo, quando eles tinham recebido o Senhor, sua mudança veio. E hoje cada um de nós crentes verdadeiros tem tido uma mudança no nome. Nós somos cristãos. É um nome comum a todos nós. Mas um dia teremos outra mudança; nós receberemos com toda certeza um novo nome. Pode muito bem ser que este nome seja o nosso verdadeiro nome original escrito no Livro da Vida do Cordeiro desde a fundação do mundo. Ele conhece o nome, porém nós não o conhecemos. Um dia segundo Seu beneplácito, nós conheceremos também.
186 Uma pedra branca. Que maravilha. Eis aqui outra figura do santo recebendo a recompensa das mãos de Deus por causa de suas provações sobre a terra. Vocês sabem depois de Constantino, a falsa igreja tinha poder de mergulhar sua mão nos tesouros do Estado e com eles eregir lindos edifícios cheios de belas estatuárias. Estas estátuas, feitas de mármore branco, eram realmente ídolos romanos rebatizados como santos. As igrejas e suas mobílias eram excepcionalmente lindas, assim como as que vemos hoje. Mas Deus não estava com elas. Onde estava Deus? Ele estava com Seus santos em alguma pequena casa, ou em alguma caverna, ou alguma montanha deserta onde eles se esconderam dos membros da falsa igreja. Eles não tinham belos edifícios, corais uniformizados, belas vestes, ou outras atrações mundanas. Mas agora nesta promessa especial aos verdadeiros crentes de todas as eras, Deus tem declarado que Ele lhes dará recompensas de grande beleza e duração eterna. Deixe o rico olhar para baixo para o pobre. Deixe-o dar grandes somas de dinheiro à igreja para que esta por sua vez possa honrar o doador colocando uma placa de mármore ou alguma estátua em sua honra em exposição pública para que todos possam aplaudir. Algum dia o Deus que vê e conhece tudo uma vez mais elogiará a viúva por ter dado tudo que possuía, embora fossem simplesmente dois centavos, e Ele, Ele mesmo, recompensará com tesouros do céu.
187 Sim, o maná escondido e um novo nome em uma pedra branca. Como o Senhor é bom para conosco ao recompensar-nos tão maravilhosamente, a nós tão dependentes. Oh, eu quero estar pronto toda hora para fazer Sua vontade, e acumular tesouros nos céus.

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