Seu Hino Favorito: William Booth-Clibborn


O ano era 1921; um evangelista de 28 anos, chamado William Booth-Clibborn, tinha acabado de completar um bem sucedido reavivamento em tenda ao sul de Sacramento, em uma cidade chamada Lodi, na Califórnia. Entusiasmado com os resultados, o Sr. Clibborn sugeriu que os organizadores do reavivamento continuassem realizando mais encontros no sul da Califórnia, e uma tenda adicional foi instalada em uma cidade chamada Holtville.

Depois de obter todas as autorizações e cumprir os regulamentos necessários, as fortes chuvas e o baixo comparecimento literalmente apagaram os cultos flamejantes. Incapaz de pagar os custos da semana de reuniões deficientes, Booth-Clibborn e os que o ajudavam acabaram tendo que realizar trabalho braçal nas fazendas, colhendo milho nas plantações locais a fim de quitar suas dívidas. O evangelista, ainda abatido pelas reuniões fracassadas e não acostumado com o trabalho braçal, tinha chegado ao fundo do poço.

Mas foi no meio daqueles campos de milho, dominado pela autocomiseração, que o Senhor começou a lidar com o abatido evangelista. Mal sabia ele que o Espírito de Deus lhe daria as palavras para um dos maiores hinos já escritos, e um favorito do profeta de Deus.

Meu coração está emocionado; esse é o meu hino favorito. Se vocês soubessem o que está por trás desse hino. Meu amigo compôs esse hino, Booth Clibborn. Numa plantação de milho, certa noite, maltrapilho e de joelhos, lá em oração, Deus lhe deu este hino. E penso que é um dos—é inigualável para este dia em que a deidade de Jesus Cristo é negada por tantos crentes formais, que Ele não foi mais do que apenas um homem, apenas um profeta. Ele foi Emanuel.

54-0321 Que Pensais Vós do Cristo?

Infância

William Booth-Clibborn

Em 1908, Arthur Booth-Clibborn (pai) soube de um crescente grupo de pentecostais tendo encontros em Londres, Inglaterra. A família tinha raízes no Reino Unido, de modo que ele persuadiu seu filho mais novo, William, a se juntar a ele na viagem para visitar o reavivamento. Foi numa das viagens de trem que Arthur perguntou a seu filho de 15 anos: “William, você não acha que deve entregar seu coração a Deus de novo?” Foi essa pergunta que agitou seu jovem coração. Ele havia perdido o zelo de seu arrependimento que tinha experimentado quando era um jovem estudante, e se aproximou dos encontros em Londres com uma renovada fome de Deus.

Chegando aos encontros, tanto o pai quanto o filho ficaram imediatamente atraídos pelo que estavam vendo e ouvindo. Foi nesses cultos que o jovem William ficou fascinado com o canto angelical e pelo fenômeno de falar em línguas. Seu pai falava oito línguas e William falava cinco, mas nenhuma das línguas que estavam ouvindo pôde ser reconhecida por qualquer dos dois.

Um convertido batista, que acabara de receber o Espírito Santo alguns dias antes, foi o orador no primeiro culto de Booth-Clibborn. Durante o chamado ao altar, o jovem Booth-Clibborn aceitou o convite e teve um arrependimento desesperado, orando até de madrugada. Nos dias que se seguiram, o pai e o filho participaram de mais reuniões cheias do Espírito em casas e diversos locais. Ele ficou quase frenético para ter sua própria experiência do que tinha visto outros experimentando: O Batismo do Espírito Santo.

Certa noite, na sequencia das reuniões, ele novamente foi ao altar. Foi lá que algo aconteceu, afirmando:

Encontrei-me cantando em uma bela língua inteiramente estranha para mim. Seu encanto e sons surpreendentes me saturaram com um êxtase indescritível. Cada sentença doce expressava plenamente e adequadamente os sentimentos reprimidos do meu coração inflamado. . . Direto do altar do meu coração, erguendo-se em ondas incandescentes, o incenso mais agradável chegava ao Trono!

Isto foi o começo de sua experiência de fé, que o fez desembarcar nas assembleias de Deus do início e no movimento pentecostal, e finalmente naquelas plantações de milho do sul da Califórnia, onde ele fez o que muitos de nós diríamos ter sido a maior contribuição de sua vida:

Eu gostaria de ter a voz de um cantor. Se eu tivesse uma voz de cantor neste instante, eu adoraria cantar para vocês meu hino favorito, escrito pelo meu precioso amigo, William Booth-Clibborn.

 

Da Sua glória, a sempre viva história,

Meu Deus e Salvador veio, e Jesus era Seu Nome.

Nascido em uma manjedoura; para os Seus, um estranho,

O Deus de tristeza, lágrimas e agonia.

Oh, como eu O amo! Como eu O adoro!

Minha vida, minha alegria, tudo para mim!

O grande Criador Se tornou o meu Salvador,

E toda a plenitude de Deus habitou Nele.

Que condescendência, nos trazendo a redenção;

Quando na escuridão da noite, nem um pouco de esperança à vista; (Então veio o relâmpago bifurcado!)

Deus precioso, manso, colocou de lado Seu esplendor,

 

Humilhando-Se numa manjedoura, um estábulo cheio de estrume, para nascer ali.

Humilhando-Se para suplicar, para ganhar e salvar a minha alma.
Oh, como eu O amo! Como eu O adoro!

Meu fôlego, minha alegria, tudo para mim!

O grande Criador Se tornou o meu Salvador,

E toda a plenitude de Deus habitou Nele.

 

59-1227M Um Super Sinal

Fonte: Voice of God Recordings

gravações a voz de Deus

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